SANTA CASA TERÁ ECONOMIA DE MAIS DE 30% COM USO DE ENERGIA SOLAR.

A Santa Casa de São Gabriel tomou uma medida para reduzir os gastos com a conta de luz. O custo de R$ 80 mil por mês com a conta de energia elétrica levou a instituição a recorrer ao uso de energia solar. Conforme o provedor do hospital, Marcos Góes, a medida possibilitará uma economia de 32%, o que deve fazer com que a conta baixe para R$ 55 mil mensais. O custo do investimento é de R$ 980 mil. E foi viabilizado via parceria com a Unicred. As informações são da Rádio Gaúcha.
Na prática, serão colocadas pouco mais de mil placas no telhado do prédio da Santa Casa. O material deve ser instalado nos próximos dias e a conclusão deve ocorrer em, no máximo, 90 dias.
O hospital é referência regional em alta complexidade nas áreas de fonoaudiologia, neurologia, urologia e traumatologia. Mais de 70% do atendimento da instituição é via SUS. O hospital aguarda receber, ainda neste mês, R$ 2,9 milhões de repasses em atraso do governo do Estado.

UTI PEDIÁTRICA NÃO FUNCIONA PORQUE FALTA CREDENCIAMENTO E RECURSOS.

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Falta dinheiro para colocar em funcionamento a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Santa Casa de Caridade. Apesar de ter sido inaugurada em 2006, a Unidade nunca funcionou e, até mesmo os equipamentos comprados na época, continuam sem uso guardados nas dependências da área onde seria a UTI. Apenas uma pequena parte deste material é utilizada em outras unidades do Hospital.
O provedor da Santa Casa de Caridade, advogado Marcos Goes, disse que, para tornar a UTI funcional, será necessário o aporte de recursos públicos. No entanto, o serviço ainda não está credenciado ao Ministério da Saúde e, por isso, fica impedido de receber verbas federais. Na prática, do jeito que está, não teria como atender a população assistida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, mais de 75% do público atendido pelo Hospital é beneficiário do SUS.
A única notícia boa em meio a tantas incertezas, é que a Prefeitura Municipal de São Gabriel demonstrou interesse em contratar os serviços da UTI Pediátrica. O Secretário da Saúde, Ricardo Coirolo, admitiu que o Município tem condições de repassar recursos para instituição através de um convênio que já existe com o Hospital.
O obstáculo, mais uma vez, é o credenciamento. “O Município tem condições de ajudar, mas não pode porque a UTI Pediátrica não é credenciada… Essa verba seria repassada dentro de um convênio que já existe com a Santa Casa”, explicou o Secretário.
Já a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), ligada a Secretaria Estadual da Saúde, informa que o Ministério da Saúde exige que a instituição tenha área física, equipamentos e pessoal para autorizar o credenciamento do serviço.
São Gabriel atenderia todas as exigências, se não fosse a falta de equipe profissional para atuar na Unidade.
Mas o que vem primeiro: o ovo ou a galinha?
A CRS alega que a Santa Casa de Caridade precisa contratar uma equipe profissional, para depois autorizar o seu credenciamento. A Provedoria informa que, sem recursos, não tem como contratar uma equipe profissional.
Conforme a Provedoria, para tornar a UTI Pediátrica funcional seria necessária a contratação de médicos (intensivista, cardiologista e clínico geral), além de um enfermeiro intensivista, técnico de enfermagem e uma equipe completa de enfermagem. Segundo levantamento da Provedoria, seriam necessários 32 funcionários novos.
Para se ter ideia, conforme o último levantamento, um intensivista custaria R$ 280, por hora, para a Santa Casa de Caridade. O Hospital não dispõe destes recursos.
Com tudo isso, quem sofre são os gabrielenses.
A comerciária Viviane Lara perdeu o filho Lorenzo em 2010. O menino morreu devido a problemas respiratórios, mas ela acredita que a história poderia ser diferente. Na época, ela não conseguia vaga nos hospitais da região e quando conseguia, era uma correria.
“A gente corre riscos. Tem que esperar. Tu estás vendo que o teu filho precisa de ajuda e não tem o que fazer. Só tem que esperar… Pedir. Corre atrás”, comentou.
Ela demonstra indignação com a situação: “O tratamento do Lorenzo teria sido feito em São Gabriel. Não haveria necessidade de correr para outra cidade e esperar. É uma espera angustiante. Tu estás vendo que o teu filho está morrendo e tem que esperar”.
A UTI Pediátrica tem 400 metros quadrados e mesmo atendendo a todas as especificações da Agência Nacional Vigilância Sanitária (ANVISA), está fechada. A Santa Casa de Caridade investiu R$ 500 mil na construção da Unidade e aquisição de equipamentos, como incubadoras e ventiladores pulmonares, parados há mais de 10 anos. O setor possui 10 leitos.
Se estivesse funcionando, a UTI atenderia bebês a partir de 28 dias de vida.

ENTENDA
O Provedor disse que, com os últimos acontecimentos, a população acabou confundindo as especializações e alegando a UTI Pediátrica a função de “Neo Natal”.
Segundo ele, mesmo com a UTI Pediátrica funcionando, todas as crianças recém-nascidas seriam encaminhadas para fora do Município. Hoje, a cidade mais próxima com UTI Neonatal credenciada é a de Santa Maria. Para lá, são encaminhadas crianças com até 28 dias de vida.
Depois disso (após 28 dias), aí sim, as crianças são internadas numa UTI Pediátrica.

MUNICÍPIO “PERDE” UNIDADES BÁSICAS DO BAIRRO PASCOTIN E VILA MARIA.

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Unidades deveriam ser semelhantes ao do Bairro Bom Fim

O Setor de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de São Gabriel informou, na tarde desta quarta-feira (08/02), através de release, que o Município não terá recursos para construir as Unidades Básicas de Saúde do Bairro Pascotin e Vila Maria. As obras deveriam ter começado no ano passado e os recursos chegaram a ser anunciados pelo Governo passado.
Em nota, a Prefeitura Municipal disse que os recursos foram perdidos por causa da falta de empenho da gestão anterior.
No texto, o Setor de Comunicação Social informa que o processo foi firmado em 2013, com previsão de repasse de R$ 408.000 para a construção de cada UBS. Mesmo com 20% dos recursos depositados desde 2014, com o prazo para início das obras alongado até novembro de 2016, a gestão anterior passada não teria conseguido desentravar os projetos.
Sem ter ocorrido o processo de licitação que definiria a contratação da empresa para executar as obras e a não fixação das placas indicadoras da execução nos locais destinados, confirmando o início, as obras acabaram canceladas e os recursos foram suspensos.
Conforme o Ministério da Saúde, através do Sistema de Monitoramento de Obras – SISMOB, a gestão anterior não anexou uma nova solicitação de prorrogação de prazo, que poderia ter sido efetuada até novembro de 2016.
O atual governo alega que tentou reverter a situação e manter as duas UBS, através de ofícios, e-mails e contatos com o Ministério da Saúde, porém o descumprimento dos prazos resultou na perda das Unidades. Em janeiro, a Prefeitura ainda tentou prorrogar o prazo para agilizar os entraves nos projetos deixados pela gestão anterior, mas teve o pedido negado.
Segundo a planilha orçamentária dos projetos, a construção das duas UBS estava orçada em mais de R$ 1,2 milhão e o Município teria que destinar uma contrapartida de R$ 462.811,28 de recursos próprios.
“É lamentável que tenhamos perdido essas duas unidades básicas de saúde por pura falta de gestão. Existiam recursos específicos para o início das obras desde 2014, contudo a liberação aconteceria após o projeto obedecer a todos os tramites legais, porém obstáculos e entraves encontrados pela gestão anterior e a não observância dos prazos fixados junto ao Ministério da Saúde, acarretaram por deixar população Gabrielense no prejuízo”, disse o Prefeito Rossano.

SAÚDE REALIZA CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA NO INTERIOR DE SÃO GABRIEL.

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A Secretaria Municipal da Saúde realiza nos dias 14, 16, 21 e 23 de fevereiro uma grande mobilização no interior de São Gabriel visando a vacinação contra a febre amarela. Serão imunizados os moradores de assentamentos da Reforma Agrária. De acordo com as Coordenadoras do Programa de Imunização Epidemiológica e de Vigilância, enfermeiras Maria da Graça Barros e Maria Edite Antoniazzi, o trabalho será desenvolvido por Equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF 04 e 17).
Na próxima terça-feira (14/02), as equipes estarão nos Assentamentos Conquista do Caiboaté 1, 2 e 3. Na quinta-feira (16/02), será a vez da comunidade de Vista Alegre. Na semana seguinte, serão imunizados os moradores dos Assentamentos União pela Terra e Cristo Rei, no dia 21, e Itaguaçu, Novo Rumo e Zambezi, no dia 23.
A Secretaria Municipal da Saúde alerta para a importância da presença de todos os moradores portando as carteiras de vacinação e de identidade.
Ainda, segundo a Secretaria, não há casos da doença no Estado e só devem se vacinar pessoas que tenham passado por avaliação e possuam indicação para receber a dose, assim como as pessoas que estão com viagem agendada para locais com casos da doença. No caso de São Gabriel, estão sendo imunizadas as pessoas do interior, onde há assentamentos, porque – muitos – ainda se caracterizam como um público itinerante e podem ter saído ou entrado no Estado neste período.
O fato de São Gabriel ter – na sua fauna – muitos macacos, chamados de “Bugios”, também é uma das razões da campanha de vacinação na zona rural.
Mas existem uma campanha para tirar do macaco essa “sina”. Em virtude dos recentes ataques a bugios, possivelmente em função do medo da febre amarela, a Secretaria Estadual da Saúde esclarece que o animal não é responsável pela transmissão da doença. Pelo contrário, os primatas ajudam a detectar a circulação do vírus. Todas as espécies de macacos são “sentinelas”, ou seja, a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em determinada região, agilizando a vacinação das pessoas antes da contaminação por humanos.
A secretaria alerta que a preservação dos macacos é muito importante para a saúde pública e orienta a população que notifique Secretaria de Saúde municipal sempre que encontrar esses animais mortos, para que se investigue a causa dos óbitos.
O vírus da febre amarela é transmitido por mosquitos. No Rio Grande do Sul, a transmissão é feita pelo mosquito Haemagogus leucocelaenus, espécie nativa, amplamente distribuída em ambientes silvestres. No Brasil, os casos são classificados como silvestres ou urbanos, sendo que o vírus transmitido é o mesmo.
No dia 13 de janeiro, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) emitiu um alerta epidemiológico de atualização sobre a febre amarela, com recomendações aos municípios gaúchos sobre o controle da presença do vírus e a atualização vacinal da população. A imunização contra a doença integra o Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.
A vacina contra a febre amarela não está isenta de provocar efeitos colaterais e, por isso, deve ser aplicada com cautela, após a devida avaliação do paciente e apenas nos casos indicados.
No interior de São Gabriel serão vacinados as crianças a partir de 9 meses, adultos e pessoas acima de 60 anos. Estas últimas, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, terão que apresentar uma avaliação médica.
A vacina também não é indicada para gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças menores de 6 meses.

SURTO – No último surto da doença que ocorreu nos anos de 2008 e 2009 no Rio Grande do Sul, pessoas acabaram agredindo os primatas por acharem que transmitiam a doença. Tais atitudes acabaram gerando um desequilíbrio ecológico. Após os ataques ocorridos neste ano de 2017, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente levou ao Zoológico de Gramado dois macacos debilitados.
Perseguir, maltratar e/ou apreender a fauna silvestre configura crime ambiental de acordo com a Lei Federal de Crimes contra o Meio Ambiente 9.605/98. Para mais informações, contatar a Equipe de Fauna Silvestre de Porto Alegre pelo telefone (51) 3289-7517.

SAMU COMPLETA SEIS ANOS EM SÃO GABRIEL.

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PARCERIAS: Serviço é destaque em São Gabriel com apoio de equipes do Corpo de Bombeiros e Secretaria Municipal da Saúde

A Unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atendeu, nos últimos três anos (de 2014 a 2016), mais de 3 mil e 790 ocorrências em São Gabriel. Em média, foram realizados 3,4 atendimentos por dia. E tudo indica que esse número poderá ser superior em 2017. Em janeiro, os socorristas já atenderam 111 casos, aumentando a média para 3,5 assistências diárias.
Os dados foram divulgados pela Responsável Técnica pela Unidade de São Gabriel, Enfermagem Márcia Stefanel Franchi, na data que o SAMU comemorava 6 anos de atividades no Município. Na verdade, o serviço foi implantado em outubro de 2010, mas, por causa de tramites legais, os primeiros atendimentos aconteceram somente no dia 7 de fevereiro de 2011.
Com apenas 12 profissionais divididos em duplas – uma enfermeira, seis técnicos de enfermagem e cinco condutores, sendo que entre eles, três são técnicos de enfermagem, o SAMU de São Gabriel é um dos mais destacados do Estado. Razão que é motivo de comemoração. Mas, mesmo assim, como todo o serviço público, o trabalho dos socorristas, apesar da excelência, precisa vencer obstáculos todos os dias. Um deles, é a etapa da Regulação.

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Parto: Atendimento feito em 2014

Não dá para confundir o tempo de resposta, em cada ocorrência, com o tempo de demora para liberação da unidade para atendimento. A Chefe do Setor lembra que o SAMU só é liberado para sair da base após a Regulação (que fica em Porto Alegre) autorizar. E é exatamente isso que provoca as únicas críticas ao serviço. Na realidade, essa é uma questão debatida nacionalmente e recai somente sobre o sistema de regulação médica, que funciona nos mesmos moldes em todo o País.
E parece usar critérios diferenciados.
Em janeiro de 2015, um acidente envolvendo dois veículos na BR-290 causou a morte de uma pessoa e deixou quatro feridas gravemente. O SAMU – com apoio do Corpo de Bombeiros – conseguiu resgatar três pessoas. Uma quarta vítima teve que aguardar o resgate vir a São Gabriel, e depois retornar, deitada no asfalto por cerca de 30 minutos. Na época, a Regulação não autorizou apoio da Unidade de Rosário do Sul, alegando que o trecho não fazia parte da sua jurisdição.
Curiosamente, na última segunda-feira (05/02), uma equipe de São Gabriel teve que socorrer uma motociclista em São Sepé. O acidente aconteceu na BR-290, cerca de 15 quilômetros depois de Vila Nova do Sul.
Equipes do Município onde aconteceu o acidente e na cidade vizinha de Caçapava do Sul seriam as “responsáveis” pelo trecho e estariam mais próximas do local. No entanto, não atenderam. O socorro foi autorizado pela Regulação.
A questão da Regulação Médica é um capítulo a parte na história do SAMU em São Gabriel, e no Brasil, e não mancha o serviço prestado. Principalmente em São Gabriel.
Quando a “sirene” do SAMU é ouvida pelas ruas da cidade, quase sempre é sinal de que algo ruim aconteceu. Na maioria dos casos são acidentes de trânsito. Mas também há os casos excepcionais e que ficam gravados na memória de quem atende.
Márcia destaca, entre eles, as situações onde socorristas assumiram o “papel da cegonha”. Em três oportunidades, nestes últimos anos, foram os samuzeiros as primeiras imagens vistas por recém-nascidos.
O caso mais recente aconteceu no dia 14 de dezembro de 2016. Uma mulher deu à luz dentro de casa após ser atendida por uma equipe da Secretaria Municipal da Saúde na localidade de Pau Fincado, no interior de São Gabriel. O parto aconteceu no final da manhã. A mãe – Ana Cássia Fontoura, de 32 anos – sabia que já estava com 9 meses de gestação, mas como não havia feito pré-natal, acabou sendo pega de surpresa. A criança, uma menina, nasceu às 11h35min. Foi o oitavo filho dela.
Uma equipe da Secretaria Municipal da Saúde estava a cerca de 8 quilômetros do local, em Vista Alegre. Logo depois chegou uma equipe do SAMU, com a enfermeira Márcia, e os Técnicos de Enfermagem Roselaine e Emerson, e o motorista João Vinadé, que prestaram os primeiros atendimentos após o parto e o transporte da mãe e da recém-nascida para o hospital.
Em mais dois casos, foram somente os socorristas a atuar nos partos.
Em novembro de 2014, os samuzeiros Diego Souza (condutor socorrista) e Celso Paganotto (técnico socorrista) realizaram o parto de uma mulher de 30 anos. O atendimento aconteceu no interior, cerca de 70 quilômetros da sede do Município, na Região de Suspiro. De acordo com os profissionais, Maria Jaqueline de Jesus já estava em trabalho de parto quando o socorro chegou ao Assentamento Zambesi. Alice nasceu por volta de 4 horas. Além dela, Maria Jaqueline tem mais seis filhos, mas dois do sexo masculino.
Em 2012, uma gestante de 32 semanas deu a luz em casa. Roseli da Silva Marinho, na época com 26 anos, já tinha quatro filhos. A menina recebeu o nome de Raissa e nasceu com três quilogramas. O atendimento aconteceu na Rua das Figueiras, no Bairro Pomares, e foi realizado pela equipe composta pelo Condutor – Socorrista Zoel e Técnica de Enfermagem Gisele Cunha.
“Ficamos contentes por ter ajudado uma vida a vir ao mundo e dar a assistência necessária à mãe e à criança…Todos são casos especiais, porque neste momento, temos duas vidas em nossas mãos”, finalizou Márcia.

TROTES PARA O SAMU
Sabe o que mais chama atenção, é que, a Regulação é contestada pelo fato de exigir muitas “respostas”, o que acaba causando demora na liberação do SAMU.
Mas, com todo esse critério, mesmo assim, o SAMU sofre com os chamados trotes, na prática, pedidos de socorro de mentira.
Márcia diz que isso acontece, mas não é com frequência. Em um dos casos lembrados por ela, a Chefe do Setor lembra que a unidade foi deslocada para um acidente na Avenida Francisco Chagas, em frente a Escola João Pedro Nunes. Chegando no local, nada havia acontecido. “Os moradores disseram que tudo estava tranquilo. Na “Santa” paz de Deus… Os trotes não acontecem seguidamente, graças a Deus”.

COMO FUNCIONA O SAMU?
Ao discar 192, a ligação será atendida pela Central de Regulação Médica de Urgência. Em um primeiro momento, a telefonista vai fazer algumas perguntas: motivo da ligação, endereço, município, ponto de referência e, em caso de acidentes, o número de vítimas. Alguns telefonistas do SAMU já utilizam protocolos de triagem para encaminhamento mais rápido do chamado ao médico regulador. Neste caso, outras duas perguntas serão realizadas: A vítima está acordada? A vítima está respirando? Posteriormente, a ligação é transferida para um médico regulador, que faz o provável diagnóstico, orienta sobre as primeiras ações e avalia a necessidade de envio de uma ambulância. Esta avaliação é feita a partir das informações que você fornecer por telefone, por isso é necessário estar junto ao local em que se encontra o paciente. Esta norma, preconizada pelo Ministério da Saúde, tem por objetivo garantir o encaminhamento mais adequado e permite que o médico regulador vá prestando as primeiras recomendações sobre o socorro, ainda pelo telefone, enquanto a pessoa aguarda a chegada da ambulância.
A indicação de atendimento dada pelo médico regulador é adaptada a cada necessidade, e pode ser:
> Orientação por telefone: quando o caso pode ser resolvido por telefone por não se tratar de uma urgência ou emergência. O médico regulador orienta sobre o que pode ser feito e quais serviços devem ser procurados.
> Ativação de unidades móveis: de acordo com o tipo de atendimento, traumático ou clínico, e a gravidade estimada do caso, podem ser acionadas unidades de suporte básico (USB) ou unidade de suporte avançado (USA). Após o acionamento das unidades, a central de regulação médica de urgência acompanhará o atendimento até seu término, apoiando as equipes quando necessário e preparando a recepção hospitalar adequada ao atendimento da urgência.

MÉDICO FORGIARINI É INTERNADO EM ESTADO GRAVE NA UTI.

paulo-forgiarini-secretario-municipal-de-saudeO medico Paulo Fernando Forgiarini foi internado na tarde desta terça-feira (07/02), em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Santa Casa de Caridade. Forgiarini teve uma parada cardiorrespiratória e foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
O médico, ex-Secretário Municipal da saúde, permanece hospitalizado na UTI, em estado grave, e deverá ser transferido para Porto Alegre assim que o quadro de saúde oferecer condições para a transferência.

MÉDICA QUE DIVULGOU INFORMAÇÕES SOBRE MARISA LETÍCIA É DEMITIDA.

Professor de Cardiologia na Escola Paulista de Medicina, vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e dirigente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Bráulio Luna Filho entende que os desvios de conduta dos médicos envolvidos no episódio de vazamento de informações trocadas entre grupos do WhatsApp, um deles sugerindo procedimento para matar Marisa Letícia Lula da Silva, refletem falhas no acesso aos cursos de Medicina e do currículo. E não descarta que o elitismo do corpo discente das escolas médicas brasileiras expliquem, em parte, episódios como esse.
A médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, que espalhou pelo aplicativo que a ex-primeira-dama estava internada no Hospital Sírio-Libanês após um derrame hemorrágico e que seria levada para a UTI, foi demitida pelo hospital. E o neurocirurgião Richam Faissal El Hossain Ellakkis – que sugeriu o procedimento aos seus colegas de grupo no whatsapp – teve sua demissão decidida pela Unimed de São Roque. A Unimed teria divulgado nota alegando que o profissional não pertence a seu quadro, mas atua como terceirizado em um hospital ligado à operadora.
Investigados em sindicância instaurada pelo Cremesp, ambos podem sofrer processo administrativo ou mesmo perder o registro junto ao órgão, ficando assim impedidos de exercer a Medicina.
O Código de Ética Médica veda ao médico “permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade”. Não permite também “liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa”, esta última em situação de sindicância ou processo ético-profissional.
“Não é todo mundo que pode ser médico. Não basta ter condições de passar no processo seletivo de universidade pública ou de se manter num curso particular, que é caro. É preciso humanismo, entender a importância do papel de um médico, o que é mais importante do que o domínio de tecnologias”, disse Luna Filho.
O integrante do conselho, que assinala falar em seu nome, e não do órgão, defende que as escolas médicas brasileiras façam modificações no sistema de ingresso – nos quais o poder econômico não seja o mais determinante, e sim a vocação – e também na estrutura curricular. Com isso, a formação ética seria estendida para o longo do curso, e não concentrada em disciplinas específicas, num determinado estágio da graduação.
Sem citar nomes dos envolvidos e tampouco fazendo prognósticos quanto ao desfecho das investigações no Cremesp, o conselheiro disse que a polarização acentuada em momentos políticos marcantes, como períodos eleitorais, não é diferente da observada nas faculdades de Medicina, onde estão os filhos da elite.
“E essa polarização talvez estimule as pessoas a serem ainda mais audaciosas, usando os recursos tecnológicos para se manifestar. Mas não podemos tolerar isso na Medicina”, disse, mencionando os princípios médicos, que devem respeitar e preservar os aspectos físico, emocional e moral, transcendendo tabus, crenças e preconceitos, em nome da fidelidade ao compromisso de tratar e cuidar de todos, sem distinção com relação a raça, credo ou situação socioeconômica.