SECRETARIA DA SAÚDE IMPLANTA SALA DE ESPERA NA UBS BRANDÃO JÚNIOR PARA PACIENTES NA MADRUGADA.

SALA DE ESPERA BRANDÃO JUNIOR

Sala de espera na Unidade Brandão Júnior

A partir da madrugada da próxima segunda-feira (27/03), os embarques de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que necessitam de tratamento fora do município, deixarão de ter o ponto de partida no antigo Pronto Atendimento 24 Horas e passam a ter sua saída na Unidade Básica de Saúde do Brandão Júnior (na Rua Alcides Maya, 307). A informação é do secretário municipal da Saúde, Ricardo Lannes Coirolo (foto).
RICARDO COIROLOA partir de uma transferência do setor de Fisioterapia, a Secretaria da Saúde realocou novos espaços e implantou uma sala de espera para atendimento, no saguão da UBS, onde os pacientes que esperam pela saída do transporte até outros centros de referência, poderão aguardar com mais conforto e comodidade. “Pelo fluxo intenso que caracteriza essa UBS, resolvemos criar este espaço, que passará agora a servir os pacientes que tem de embarcar para outras cidades, que agora poderão aguardar a viagem com mais conforto e comodidade, sendo tratados com o respeito que merecem”, assinalou Coirolo.
O secretário da Saúde ressaltou ser este mais um passo em direção à humanização plena do atendimento em saúde. “O tratamento respeitoso ao usuário dos serviços de saúde é um compromisso prioritário do prefeito Rossano e da vice Karen, e é nesta direção que estão caminhando todos os esforços da Secretaria de Saúde”, assinalou.

SECRETÁRIO QUER ZERAR FILA DE ESPERA POR EXAMES E FAZER O ESF FUNCIONAR, NA PRÁTICA, 100% EM SÃO GABRIEL.

UNIDADE BOM FIM

ATENDIMENTO HUMANIZADO: A nova Unidade Básica de Saúde, no Bairro Bom Fim, é um exemplo de proposta de qualidade no atendimento ao usuário do sistema. A UBS – a mais moderna de São Gabriel – depois inaugurada passou a atender os moradores do bairro e das localidades vizinhas e ainda recebe pessoas da zona rural. Todos elogiam.

Ouvir o Secretário de Saúde dizer que o Programa Estratégia Saúde da Família (ESF) funciona 100% no papel, pois já atinge todos os cantos do Município, mas que ainda “varia”, na prática, entre 60 a 70%, é uma maneira realista de começar uma entrevista onde, o objetivo, é esclarecer o usuário da rede pública de como proceder quando se sentir “lesado” no atendimento.
Hoje, o ESF – através de seus agentes de saúde – é um dos carros chefe da principal pasta municipal e o Secretário de Saúde, Ricardo Lannes Coirolo, sabe disso. “É um Programa belíssimo. Se tu fizeres o ESF funcionar, tu tens uma visão epidemiológica e sanitária da cidade inteira”, comentou.
Na verdade, de acordo com o grau de exigência estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde, o ESF estaria apenas 50% do ideal projetado pela Pasta.
Mas para atingir o ponto de satisfação, que agrade a população e tranquilize a administração da Secretaria, o que precisa ser feito?
Algumas medidas já estão sendo tomadas e outras serão implantadas nos próximos meses. Uma delas tem a ver com a fiscalização dos serviços, que será bem mais rígida, tanto no sentido de garantir o atendimento de qualidade para o usuário, como também de dar suporte aos profissionais que atuam bem em seus setores.
Quase sempre os problemas podem ser resolvidos imediatamente, mas falta diálogo ou, em outros casos, são mal interpretados.
“90% dos problemas que chegaram na minha mesa foram resolvidos com um telefonema. A grande parte dos problemas de hoje é resultado da má relação dos funcionários, médicos, técnicos ou enfermeiros com o paciente. Precisamos humanizar a nossa rede. As áreas de atrito seriam bem menores”, admite o Secretário.
E como humanizar a rede?
De acordo com o Secretário, humanizar é tratar o usuário como alguém da família e, para isso, é necessário que a rede fale a mesma língua, atenda todos da mesma maneira e saiba a forma correta de transmitir uma informação, mesmo quando essa informação não é exatamente o que o usuário do sistema quer ouvir.
“Tu podes dizer um não, mas tem que ter uma maneira afetiva de dizer o não. Muitas pessoas precisam de atenção e, quando notam que estão sendo bem atendidas, acabam vendo que há boa intenção no atendimento”, argumenta.
A fiscalização destes serviços começa imediatamente pela disponibilização de uma funcionária da Secretaria para visitação diária as Unidade Básicas de Saúde. Nos próximos meses, o critério de avaliação vai ser ainda mais rígido, pois será colocado, em todos os postos, fiscais auditores.
“Eles estarão nas UBSs exatamente para ouvir os usuários do sistema e tudo o que for coletado será encaminhado para o nosso conhecimento”, disse o Secretário.
E os agentes? O que a população pode “cobrar” dos agentes?
Os agentes são responsáveis por alimentar de informações o sistema. Na prática, se o agente não funcionar, o sistema não funciona.
Segundo o Secretário, os agentes têm a obrigação de passar por cada residência (dentro da zona de abrangência do ESF em que está lotado), pelo menos, uma vez por mês. Se isso não acontecer, o cidadão deve comunicar a Secretaria Municipal de Saúde.
Mas, quando o programa funciona da forma ideal, o agente possibilita que os profissionais responsáveis pelo atendimento dos pacientes tenham, em suas UBSs, um prontuário completo de informações do histórico de saúde de cada cidadão.
Esse trabalho agiliza o atendimento nas Unidades, evita filas e qualifica a atenção aos usuários.
O agente pode marcar exames e consultas e, em situações atípicas, reporta a situação a técnica de enfermagem ou a enfermeira da Unidade Básica de Saúde.

O CAIC TERÁ PLANO PILOTO
Tem agente que quer mais atribuições! Isso mesmo, mais trabalho.
Na Unidade Básica de Saúde Caic, foram eles que pediram mais trabalho. E vão ter.
A Secretaria Municipal de Saúde vai lançar no Caic um plano piloto para implantação do Programa Mais Exames.
Através dos agentes, o usuário deixa de se preocupar em agendar ou buscar os resultados de exames médicos. Isso tudo será feito pelos profissionais que atuam diretamente com o paciente em sua residência. Os agentes ainda ficarão responsáveis por marcar a reconsulta, quando o médico fará a análise dos resultados e dará prosseguimento ao tratamento.
Segundo o Secretário, o Plano Piloto é a primeira parte do Programa Mais Exames que será instituído no Município nos próximos meses. Para que o Governo Municipal consiga colocar em prática a proposta, basta que o Conselho Municipal de Saúde (CMS) autorize a Secretaria a comprar serviços.
Parte do Programa já está sendo executado em parceria com a Santa Casa de Caridade. Hoje, a Secretaria já está encaminhado pacientes para exames de endoscopia e colonoscopia.
“Alguns pacientes poderão dizer que não é verdade, porque estão sendo mandados para Alegrete. Mas isso ainda acontece com pacientes que estavam agendados e, como já estavam com os exames marcados, não foi possível alterar essa programação. No entanto, todos os novos exames serão feitos em São Gabriel”, explica.
Com o Mais Exames, a Secretaria Municipal de Saúde projeta zerar a fila de espera por exames em um prazo de dois anos.
A proposta é audaciosa, mas o Secretário garante que é possível. “E isso só não aconteceu no passado por causa de decisões administrativas equivocadas”, afirmou.
“Preferiram gastar mais com viagens, desgastes com veículos e constrangimento de pacientes, do que comprar serviços em São Gabriel, dando qualidade ao atendimento e ao tratamento do paciente”, analisou.
Comprando serviços, Coirolo acredita que será possível atender toda a lista de exames, variando entre um e dois meses de espera, sem oferecer prejuízo grave ao paciente que amarga, hoje, numa fila de espera que, em alguns casos, passa de três anos.
Veja dois casos: Traumatologia, que tem o Hospital de Santa Casa de Caridade de São Gabriel como referência para a região, tem uma fila de espera de 1.587 pessoas desde 2016. Mas têm pacientes que praticamente desistem no meio do caminho. É o caso de pessoas que precisam de próteses auditivas, que desde 2013 estão aguardando serem chamadas.
Outro caso de espera “eterna” é o que envolve atendimento oftalmológico. Alguns pacientes solicitaram encaminhamento para Rosário do Sul (que é referencial) em 2013, mas ainda continuam na fila de espera.
Lá de trás já não enxergam a ponta da fila e, brincadeiras à parte, realmente correm o risco de perder a visão nesse processo eterno de espera por atendimento.

BALANÇO GERAL: “ATENDEM MAL E NÃO QUEREM QUE SEJA FALADO…”

Eu ia dar por encerrado esse assunto na Unidade de Saúde do Bairro Independência, até porque o Secretário de Saúde admitiu ter conhecimento da situação (que não é só apenas no BI), mas, por causa do comentário de uma enfermeira da Prefeitura Municipal, que acredito ser do quadro de funcionários da UBS Independência, vou ter que novamente falar sobre o assunto. Leia o comentário da enfermeira:

“Ok. Ok. Você ficar indignado pois não acharam o exame na primeira tentativa, ainda que todos somos seres humanos e erramos, certamente essa funcionaria nao executou sua tarefa com eficiencia.. Agora, estampar a foto da unidade na capa da reportagem e colocar a culpa em todos da equipe, no minimo exagerado.. Pois existem sim funcionarios que la trabalham com seriedade e respeito ao proximo..
Posso falar com toda a certeza de que a ordem dos atendimentos la executados sao de acordo com os grupos prioritarios (idosos, gestantes, crianças…), porem, antes disso temos todos aqueles pacientes que estao com alguma alteraçao nos sinais vitais ( febre, pressao alta, dor, vomito…) … Talvez essa pessoa que passou na frente dessa paciente estaria com alguma alteraçao.. Porém, o intuito da reportagem foi apenas criticar sem ao menos tentar entender o que aconteceu..
Agora, agendamento de consultas medicas, odontologicas, preventivos, testea rapido com resultados na hora, visitas domiciliares por medicos, enfermeiros, tecnicos e agentes comunitarios de saude, curativos e procedimentos domiciliares, ahhh, isso não e destacado e lembrado por ninguem. Okk..
Requerer os seus direitos é uma obrigaçao de todos. E é o que o cidadao ai esta fazendo, porem, respeito com os profissionais que trabalham com seriedade é essencial, e generalizar não é a melhor forma de criticar.. Fica a dica..

Em primeiro lugar. Não foi generalizado, até porque, quem trabalha corretamente não precisa ficar se esquivando em desculpas.
Em segundo lugar, eu não fiquei indignado com o fato de não terem achado o exame “na primeira tentativa”, como você diz. Na verdade (e você não leu o texto ou não soube interpretá-lo), eu fiquei indignado com a resposta de uma enfermeira aí do Posto, que, na terceira tentativa (entendeu enfermeira, na TERCEIRA TENTATIVA), informou que não havia nada com o nome da minha mãe e mandou ela para a casa. Então, e somente depois que eu entrei em contato com ela e ela afirmou que não procurou direito, que, pela QUARTA VEZ (entendeu enfermeira?), voltamos ao Posto e somente então, pela quarta vez, depois de 90 dias, o exame, com seu resultado, foi encontrado.
É importante que fique claro. O exame apareceu após os meus questionamentos, pois, já haviam remarcado o exame novamente.

Mas senhora enfermeira, se não bastasse isso, a minha mãe voltou nesta segunda-feira ao posto, às 7 horas (em ponto) e permaneceu neste mesmo posto até 11 horas, quando foi atendida. E não foi uma menina apenas que passou na frente dela. A minha mãe, junto com um senhor que também chegou as 7 horas, foi a última a ser atendida.
Entendeu enfermeira?
FICA A DICA.
Ninguém quer ser privilegiado. Nem prioridade, já que na tua visão uma pessoa doente e idosa não precisa ser atendida com prioridade… o que se cobra, é tratamento igualitário.
Se o exame não foi marcado na sexta-feira, como afirmaram e orientaram minha chegar às 7 horas, que então fossem atendidas as pessoas conforme a ordem de chegada.
Simplesmente, organização… Trato humano. Menos prepotência.
FICA A DICA!

BALANÇO GERAL: “SECRETÁRIO DA SAÚDE DIZ QUE VAI ABRIR PROCEDIMENTO PARA APURAR ATENDIMENTO NA UBS DO BAIRRO INDEPENDÊNCIA”.

Assim como coloco as críticas e reivindicações, é preciso destacar quando o Secretário ou responsável por setores públicos, de imediato, acenam com soluções para os problemas na máquina administrativa.
Hoje, questionei o atendimento de servidores da Unidade Básica de Saúde do Bairro Independência e, logo que ficou sabendo da situação, o Secretário de Saúde, Dr. Ricardo Lannes Coirolo, conversou comigo.
Coirolo disse que está ciente de algumas situações e que está tentando solucionar os problemas de mal atendimento ao público. Também está sendo visto, com critérios, a questão dos agentes de saúde que não estão cumprindo o que determina a lei.
O Secretário garantiu que vai apurar a situação da UBS Independência. “Boa tarde Márcio!
Li agora teu texto a respeito da tua mãe. Parabéns… colocaste de uma forma correta.
Vou determinar que seja apurado o que aconteceu através de uma sindicância.
Infelizmente, o vício de atender mal nossa população está escancarado no rosto de determinados funcionários públicos!
Peça Desculpas à ela por mim.
Estou trabalhando para corrigir esses desrespeitos com nossos pacientes.
Abraço!”

VEREADOR DE OPOSIÇÃO DIVULGA DIÁLOGO COM SECRETÁRIO DE SAÚDE E ANUNCIA SOLUÇÕES PARA CASOS NA UNIDADE BRANDÃO JÚNIOR.

rossano e coirolo

O Vereador Rossano Farias, do PSB, publicou fotos de pessoas esperando atendimento, no escuro, na Unidade Brandão Júnior na manhã de segunda-feira (07/03). Algumas pessoas, segundo ele, estavam há cerca de uma hora e meia na fila. Além disso, ele revelou problemas na rede elétrica, que causam constantes quedas e interrupção no fornecimento de energia elétrica para a Unidade.
Na tarde de ontem, em reunião com o Secretário de Saúde, Ricardo Lannes Coirolo, ficou acertado que a Secretaria de Saúde buscará meios para solucionar os problemas.
“Somos oposição construtiva. Estamos ao lado de nossa comunidade e juntos buscamos o melhor para São Gabriel. Agradeço ao Secretário de Saúde a atenção dispensada e estamos vigilantes por nossa comunidade”, comentou o Vereador em sua página pessoal no Facebook.
Conforme o informado, as quedas de luz, serão solucinado em, no máximo, 30 dias, quando o trabalho de adequação da rede estará concluído. Início imediato é de responsabilidade do Engenheiro Rafael.
Quanto as filas e de mais de uma hora e meia, a partir de abril, a Secretaria de Saúde fará o remanejamento do quadro de atendentes à disposição na farmácia, visando evitar filas.
O setor de fisioterapia será remanejado para ampliar o número de atendimentos e reduzir a espera que, hoje, é de cerca de 1000 e o local, onde funciona o setor, será transformado em uma sala de espera, climatizada para distribuição de medicamentos da unidade básica e via judicial.

POPULAÇÃO DA ZONA RURAL COMEÇA A RECEBER DOSES DA VACINA CONTRA A FEBRE AMARELA NESTA QUARTA-FEIRA.

Depois de realizar uma grande mobilização no interior do Município – nos dias 14, 16, 21 e 23 de fevereiro, focando as comunidades dos assentamentos, agora, em março, a Secretaria da Saúde inicia a vacinação contra a febre amarela em 26 pontos distribuídos em várias regiões da zona rural de São Gabriel. Confira o quadro com a relação dos pontos de vacinação e regiões.

vacina 1
vacina 2De acordo com as Coordenadoras do Programa de Imunização Epidemiológica e de Vigilância, enfermeiras Maria da Graça Barros e Maria Edite Antoniazzi, o trabalho será desenvolvido por Equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF 04 e 17).
Na próxima quarta-feira (08/03), as equipes estarão no Cerro do Ouro, Pontas do Salso, Palma, Passo do Ivo, Suspiro, Batovi, Passo do Rocha, Canta Galo, Rincão dos Ambrósios e Pavão.
A vacinação continua na quinta-feira (09/03). Serão atendidos os moradores de Formosa, Ferrugem, Azevedo Sodré, Passo do Rocha, Caleira, Vista Alegre e Pau Fincado.
A mobilização termina na sexta-feira (10/03), com atendimento no Tiarajú.
A Secretaria Municipal da Saúde alerta para a importância da presença de todos os moradores portando as carteiras de vacinação e de identidade.
Ainda, segundo a Secretaria, não há casos da doença no Estado e só devem se vacinar pessoas que tenham passado por avaliação e possuam indicação para receber a dose, assim como as pessoas que estão com viagem agendada para locais com casos da doença. No caso de São Gabriel, estão sendo imunizadas as pessoas do interior, onde há assentamentos, porque – muitos – ainda se caracterizam como um público itinerante e podem ter saído ou entrado no Estado neste período.
O vírus da febre amarela é transmitido por mosquitos. No Rio Grande do Sul, a transmissão é feita pelo mosquito Haemagogus leucocelaenus, espécie nativa, amplamente distribuída em ambientes silvestres. No Brasil, os casos são classificados como silvestres ou urbanos, sendo que o vírus transmitido é o mesmo.
A vacina contra a febre amarela não está isenta de provocar efeitos colaterais e, por isso, deve ser aplicada com cautela, após a devida avaliação do paciente e apenas nos casos indicados.
No interior de São Gabriel serão vacinados as crianças a partir de 9 meses, adultos e pessoas acima de 60 anos. Estas últimas, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, terão que apresentar uma avaliação médica. A vacina também não é indicada para gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças menores de 6 meses.

BALANÇO GERAL: “A FALTA DE RESPEITO COM AS PESSOAS…”

POSTO DO BEI

Como “judiam” das pessoas idosas! E quando a pessoa idosa tem problema de comunicação, que concorda com tudo e acha que é correto permanecer quatro horas numa fila esperando atendimento? Aí mesmo que fazem o que querem com elas.
Eu elogiei e critiquei, muitas vezes, o Programa Estratégia Saúde da Família (ESF) com os seus agentes. Ora, ele foi implantado com o objetivo de agilizar o atendimento, facilitar o acesso as Unidades de Saúde e melhorar a qualidade de vida, principalmente, dos nossos idosos.
Ótimo, no papel.
Eu nem vou citar outros casos. Vou me ater apenas a um fato, que tenho provas e que me diz respeito, pois envolve a minha mãe. Aliás, a minha mãe, para quem não conhece, é uma pessoa humilde (até em demasia) e analfabeta. Digo isso, porque quero que fique claro que não sinto vergonha dela. Pelo contrário, tento evitar que ela “caia” nas mãos de servidores despreparados para tratar com pessoas que requerem compreensão.
Mas a Dona Mara insiste em ser independente. Ela mora no Bairro São Clemente e atravessa o Bairro Independência, mesmo doente e já com uma certa idade, com esse sol de mais de 30ºC para fazer exames, consultar ou buscar atendimento odontológico.
Eu fico indignado. Pergunto porque ela não me liga pedindo carona ou para que eu váno posto com ela. Mas não… na maioria das vezes, só fico sabendo que ela foi no Posto do BI, quando ela já está em casa.
Tudo bem, ela se sente melhor assim. Fazendo tudo por conta própria.
Em dezembro de 2016, a mãe fez o Preventivo, exame que toda a mulher tem que fazer, depois de uma certa idade, quase sempre anualmente. O resultado deste exame leva cerca de 30 dias para ser divulgado. Ou levava.
Um detalhe: a mãe faz um exame e fica falando nele todos os dias. Se não está doente, acaba ficando só em pensar num resultado negativo que só na cabeça dela existe.
E assim, foi a Dona Mara em janeiro buscar o resultado. A funcionária da UBS disse que a resposta viria somente em fevereiro. Mais 30 dias para a Dona Mara imaginar tudo de ruim. E os 30 dias até passaram rápido. Em fevereiro ela voltou e, novamente, o resultado ainda não estava pronto. Seria divulgado em março.
No entanto, na semana passada, a mãe voltou do posto dizendo que teria que fazer o exame novamente. Ué (?), perguntei. “Como fazer novamente? Por quê?”.
Uma enfermeira alegou– depois que a minha mãe ficou um bom tempo esperando atendimento – que não havia nenhum exame com o nome dela. Resumindo: o exame feito em dezembro havia sumido.
Eu então resolvi pedir explicações. E foi por telefone (eu tenho a gravação desta ligação).
A enfermeira, depois que me identifiquei, admitiu que não teve tempo para procurar direito e que a minha mãe teria sugerido fazer o exame novamente. A mesma profissional garantiu que iria procurar (agora com mais tempo e dedicação) e sugeriu que eu fosse até o posto no dia seguinte. Foi o que fiz.
Não me surpreendi, nenhum pouco, quando cheguei no Posto e me deparei com o resultado do exame pronto para ser entregue.
Eu achei um desrespeito com a minha mãe, mas me apego ao caso dela para deixar claro que essa não é nenhuma situação isolada. A pessoa, principalmente idosa, que não tem um familiar capaz de lutar pelos direitos básicos, acaba sofrendo…
A minha mãe precisou ir três vezes à UBS Independência para conseguir algo que acredito deveria ser “agilizado” pelos tais agentes de saúde. Vou ser sincero. A minha mãe conhece a menina que trabalha no Bairro dela, mas viu ela, a última vez, em dezembro apenas.
Mas deixando de lado essa questão dos agentes e voltando ao atendimento do Posto.
Com o resultado em mãos, a minha mãe marcou uma consulta para a manhã desta segunda-feira. A funcionária que entregou o resultado do exame marcou a consulta (na minha frente).
A dona Mara levantou 6h30min e as 7 horas estava na frente do Posto. Outras sete pessoas já estavam lá. Outras pessoas chegaram depois. Uma delas, uma menina, marcou a consulta e foi para a casa, retornando mais tarde e sendo atendida primeiro que a minha mãe.
Vejam bem. A minha mãe chegou às 7 horas e foi atendida às 11 horas. Ela conta que várias pessoas chegaram depois e foram atendidas primeiro. Ela, e um senhor – que chegou antes da 7h, foram atendidos por último.
Eu conheço a minha mãe. Ela nunca iria questionar esse fato, assim como muitas outras pessoas idosas, que ficam nas filas aguardando atendimento, não reclamam. Aceitam um atendimento mal feito, como se fosse obrigação de servidores que estão recebendo dinheiro público para atender, e deveriam atender muito bem as pessoas.
Esse fato só vai se tornar público porque eu não aceito esse atendimento. Não concordo que tratem com descaso as pessoas humildes… E, a partir de hoje, vou começar a mostrar o que está errado (e o que está correto também) e que, muitas vezes, não chegam ao conhecimento dos nossos leitores.
Eu ouvi muito bem, da boca do senhor Prefeito e do Secretário da Saúde, que a Saúde iria melhorar. E melhorar, significa não permitir que pessoas idosas (e a minha mãe ficou cerca de duas semanas internada numa CTI e ainda está em tratamento) sejam tratadas de forma desumana.