EM PROTESTO, TRÂNSITO NA BR-290 É INTERROMPIDO.

Trânsito na rodovia foi interrompido durante a tarde desta segunda-feira

Trânsito na rodovia foi interrompido durante a tarde desta segunda-feira

A decisão do governo do Rio Grande do Sul de parcelar os salários dos servidores públicos acima de R$ 2,150 mil, anunciada no final da semana passada, motivou reações imediatas no Estado e gerou uma paralisação de 24 horas de diversas categorias nesta segunda-feira. Alguns serviços essenciais começaram o dia suspensos ou reduzidos, entre eles o policiamento ostensivo da Brigada Militar, o atendimento de ocorrências por parte da Polícia Civil e o ensino na rede estadual.
A situação levou o governo gaúcho a divulgar um comunicado na noite deste domingo. O texto diz que, desde o início do ano, o Executivo adotou medidas de austeridade de forma que a crise nas finanças do Estado causasse o menor dano possível aos diferentes setores da sociedade. Mesmo assim, informa a nota, o poder público “se viu obrigado a parcelar os salários de 48% do funcionalismo público”.
“O governo reconhece e respeita a legitimidade das manifestações sindicais que possam ocorrer de maneira democrática e responsável. Ao mesmo tempo, fará todos os esforços para manter a normalidade dos serviços públicos”, afirma o texto. “Temos convicção de que, neste momento do Estado, os líderes sindicais saberão adotar uma postura de respeito à população e ao papel constitucional e institucional que possuem.” O texto ainda diz que o governador José Ivo Sartori (PMDB) determinou que as equipes de governo mantenham o diálogo com os servidores e seus representantes e reitera que esta semana o Executivo enviará à Assembleia Legislativa um conjunto de projetos na tentativa de restabelecer o equilíbrio fiscal no Estado.
A categoria acabou antecipando o protesto, e já no fim de semana PMs em diferentes cidades se negaram a cumprir rondas alegando falta de documentação em viaturas. Nesta segunda-feira, eles permaneceram nos quartéis. No início da manhã, em frente à sede do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Porto Alegre, um grupo de familiares de policiais militares fez uma manifestação em apoio aos PMs.
A postura dos servidores da Polícia Civil foi similar. De acordo com o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia-RS (Ugeirm), não houve circulação de viaturas nem cumprimento de mandados de prisão, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações e demais procedimentos de polícia judiciária. As delegacias só atenderam os flagrantes e casos de maior gravidade, como homicídio, estupro e ocorrências envolvendo crianças e adolescentes.
As paralisações geram consequências inclusive para atividades municipalizadas ou privadas. Atendendo a uma ação apresentada pelo SindiBancários/RS, a Justiça do Trabalho determinou que as agências bancárias não abrissem caso não houvesse policiamento ostensivo nas ruas. No fim da madrugada, rodoviários da Carris, uma das principais empresas de ônibus em Porto Alegre, decidiram que os coletivos não sairiam da garagem. A companhia transporta todos os dias cerca de 250 mil passageiros.
No início da manhã, um grupo de servidores estava mobilizado diante do Centro Administrativo do Estado, na capital gaúcha. Também há protestos na região metropolitana de Porto Alegre e em cidades do interior. Em São Gabriel, apesar das orientações do Sindicato, os bancos abriram normalmente.
Servidores da Polícia Civil, Brigada Militar, Susepe, INSS e Cpers paralisaram parcialmente o trânsito de veículos na BR-290. O grupo colocou um caixão bem no centro da rodovia e junto um boneco simbolizando o filho do brigadiano. O ato teve apoio dos motoristas que aguardaram pacientemente a liberação do trânsito.
A mobilização, na parte da tarde, continuou em frente a sede do 4º Esquadrão da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros. O encerramento foi aconteceu na Praça Dr. Fernando Abbott.

ESCOLAS DO ESTADO PARALISAM ATIVIDADES. ATÉ O DIA 18, PERÍODOS SERÃO REDUZIDOS.

Professores participam de protestos. Aulas são paralisados e atividades retornaram com períodos reduzidos até o dia 18 de agosto

Professores estaduais participam de protestos. Aulas são paralisados e atividades retornarão com períodos reduzidos até o dia 18 de agosto

A Coordenação Unificada dos Servidores Públicos, a qual integra mais de 40 entidades do funcionalismo público gaúcho, anunciou que os servidores públicos iriam cruzar os braços e, realmente, cumpriu a promessa. A medida, em resposta ao parcelamento de salários anunciado na sexta-feira passada pelo governo, pode ser sentida em todo o Estado.
Em São Gabriel, no primeiro dia após o termino das férias de julho, todas as escolas estaduais permaneceram com as portas fechadas. A partir desta terça-feira (04/08) ao dia 18, as instituições estaduais farão períodos reduzidos utilizando esse tempo para conscientizar a comunidade escolar “quanto ao descaso do governo com os educadores e a educação pública gaúcha”, explica o presidente do 41º Núcleo do Cpers Sindicato, Pedro Moreira.
No dia 18 de agosto, ocorre a Assembleia Geral Unificada, no Largo Glênio Peres, quando será colocada em votação a greve.
Antes disso, nesta quinta-feira (06/08), a categoria volta a se reuniu em Santana do Livramento, quando estará a cidade a caravava dos Servidores Públicos Estaduais. Consequentemente, não haverá aulas nas escolas da região.
Na sexta-feira passada, em Porto Alegre, os professores aprovaram a mobilização. A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, abriu o Conselho destacando que o momento exige a união, cada vez mais forte, dos educadores. “Receber nosso salário em dia, integralmente, é o mínimo a que temos direito. E é um dever do governo. Não vamos mais admitir esse desrespeito e humilhação. Segunda-feira, cruzaremos nossos braços e nos dias seguintes seguiremos a agenda de mobilizações organizada pela Coordenação Unificada dos Servidores, a qual integramos. Não vamos pagar a conta pela incapacidade do governo em administrar o Estado”, afirmou durante o evento.
Helenir observou ainda que desde o início do governo, o CPERS tenta o diálogo e a negociação, sem obter respostas. O Sindicato, inclusive, apresentou caminhos para enfrentar a crise: combater à sonegação fiscal, o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar 7 bilhões ao ano, e as isenções fiscais, que só em 2014 somaram mais de 13 bilhões, além de garantir os recursos dos royalties do petróleo para as áreas da saúde e da educação e enfrentar a dívida do Estado com a União.

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SERVIDORES PROTESTAM EM SÃO GABRIEL: SEGURANÇA PÚBLICA REDUZ ATENDIMENTO.

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Servidores estaduais batizaram a segunda-feira de Dia da Indignação: data em que serviços essenciais estão paralisados ou reduzidos em função da mobilização do funcionalismo. Definido em assembleia na semana passada, o movimento ganhou força — e adesão — na sexta, quando a expectativa de que salários fossem parcelados se confirmou.

A Federação Sindical dos Servidores no Estado (Fessergs) estima que em torno de 50 entidades estejam participando da paralisação. Entre elas, estão brigadianos, policiais civis, bombeiros, agentes penitenciários, funcionários da saúde e administrativos e professores.
Em São Gabriel, atos públicos marcam o dia de mobilização. Na manhã de hoje, cerca de 100 servidores – da SUSEPE, INSS, Brigada Militar e Polícia Civil – participam da mobilização. Às 9h30min, o grupo se reuniu em frente ao Presídio Estadual. Depois seguiu em caminhada pelas principais ruas da cidade, voltando a se concentrar, no final da manhã, em frente a sede da Delegacia de Polícia da cidade.
jornal 3O ato público continua na parte da tarde. As entidades prometem paralisar o trânsito de veículos na BR-290 a partir das 14 horas. Ainda no período da tarde serão realizados atos públicos em frente ao Esquadrão da Brigada Militar e do quartel de Corpo de Bombeiros. A mobilização será encerrada, no final do dia, na Praça Dr. Fernando Abbott.
Com apitos e narizes de palhaço, os servidores pediram o apoio da comunidade. “Servidor que não recebe o salário, também não paga as suas contas. Quem não paga as suas contas, é caloteiro. Esse governo, que ai está, é caloteiro”, disse o policial Luis Pascotin, integrante do Sindicado da Polícia Civil.
A licença vencida de sete viaturas da Brigada Militar prejudicou o policiamento noturno em Santana do Livramento na noite de sábado. Os policiais que chegaram para assumir o turno das 18h se recusaram a entrar de serviço nos veículos fora de situação de rodagem e permaneciam no quartel por volta das 22h no 2ª Regimento de Polícia Montada.
De acordo com policiais, os responsáveis pelo turno foram ameaçados de prisão caso se recusassem a fazer as rondas, o que gerou protesto. Membros da corporação que estavam de folga se dirigiram ao quartel e reforçaram a mobilização. Ao mesmo tempo, as ruas da cidade ficaram sem policiamento ostensivo.
O comando do Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Porto Alegre admite que mais de 90% das viaturas da corporação estão com o licenciamento vencido. Apenas sete, dos 43 veículos, tem a documentação em dia.
O comandante do BOE, tenente-coronel Carlos Alberto Andrade, explica que o pagamento já foi realizado no início de julho, mas, o documento ainda não foi liberado. Ele admite que as viaturas estavam circulando, mesmo sem licenciamento.
Os mais de cem policiais do BOE que atuaram no jogo entre Internacional e Chapecoense, no domingo (02/08), foram transportados com veículos emprestados da Academia de Polícia. Os policiais retornaram para a Unidade, no encerramento da partida, em ônibus da Empresa Carris.
O dirigente da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar de São Gabriel (ACAS-BM), Selmar Carbajal, informou que a BM da cidade tem apenas uma viatura com a documentação em dia. Além disso, os PMs estão utilizando parte do equipamento de segurança com prazo de validade vencido, é o caso dos coletes. A denúncia será apresentada ao Ministério Público.
jornal 2A Brigada Militar está limitando os atendimentos. O mesmo acontece com a Polícia Civil. Conforme o presidente do sindicato que representa os agentes da corporação, Issac Ortiz, só serão registradas ocorrências de crimes contra a vida. Se a previsão se confirmar, quem for vítima de furto ou assalto não conseguirá comunicar o crime na segunda-feira. A Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) divulgou nota em apoio à paralisação e orientou os associados a limitarem o atendimento aos casos de flagrante ou situações de “maior gravidade”.

“ENTERRO” DO GOVERNADOR
Os servidores municipais carregaram um caixão simbolizando o enterro político do governo José Ivo Sartori. Junto, os manifestantes carregavam cartazes com frases de efeito: “Sem salário não há trabalho”, “Sem salário sem segurança”, “Quer segurança passa na Tumelero e compra um cadeado”, “Quem vai pagar as nossas contas?” e “Sartori, sem salário eu não trabalho”.

ESCOLAS ESTADUAIS
As escolas tiveram o retorno das aulas adiado. O Cpers-Sindicato alerta que a mobilização deverá continuar nas instituições. A Secretaria da Educação do Estado apenas informou que as 2,5 mil unidades estarão prontas para receber os estudantes.
Entre terça-feira e o próximo dia 18 — quando está marcada uma assembleia geral das categorias para avaliar uma greve unificada —, o Cpers orienta os professores a reduzirem um ou dois períodos de aula a cada dia e utilizarem o horário para explicar à “conjuntura” à comunidade escolar. A partir de quarta, sindicatos, centrais sindicais e organizações darão início a uma caravana pelo Interior com o objetivo de mobilizar servidores.

COMISSÃO ANUNCIA SHOWS PARA A ESTÂNCIA DA CANÇÃO.

A Comissão Organizadora da 22ª Estância da Canção Gaúcha, em reunião com o prefeito, Roque Montagner e a Secretária de Turismo, Maria Luiza Bragança Ferreira, definiu os shows do festival para este ano. As apresentações acontecerão nos dias 25, 26 e 27 de setembro, no Parque Tradicionalista Rincão das Carretas. Foram anunciados, como atrações, os cantores Jairo Lambari Fernandes, para a noite de abertura; Ênio Medeiros e Grupo Os de Campanha, no sábado (26/09) e César Oliveira e Rogério Mélo, na noite de encerramento. A reunião aconteceu no Gabinete do Prefeito, na manhã de quarta-feira (29/07). Também participaram do encontro, o
Presidente do festival, Gilberto de Moura Mello; o vice-presidente, Cezarino Moreira; e integrantes da Comissão Organizadora: coordenador geral Marco Moreira, o tesoureiro Renato Montanha e coordenador de logística, Jovani Cezar.
A Comissão Organizadora também confirmou o nome de Terson Praxedes como coordenador de palco, repetindo uma fórmula de sucesso que tem dado certo nos últimos anos. A sonorização será da empresa Officina da Música.
O prefeito Roque Montagner anunciou ainda que a Prefeitura vai adquirir um transformador para evitar que quedas ou falta de energia elétrica possam atrapalhar o desenvolvimento do evento.

SEGUNDA-FEIRA SERÁ DE PROTESTOS DA POLÍCIA CIVIL, BRIGADA MILITAR E SUSEPE EM SÃO GABRIEL.

Representantes da BM, PC e SUSEPE decidiram ações para segunda

Representantes da BM, PC e SUSEPE decidiram ações para segunda

O Departamento Jurídico da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar de São Gabriel, em conjunto com a Polícia Civil e Superintendência dos Serviços Penitenciários do Estado (SUSEPE), vai representar contra o Governo do Estado em uma ação que será apresentada ao Ministério Público na próxima segunda-feira (03/08). A denúncia revela a precariedade nos equipamentos utilizados pelos policiais, entre eles, material de proteção individual, como coletes a prova de bala. A entidade ainda menciona a falta de pagamento dos impostos das viaturas, levantando a hipótese de que alguns veículos estariam com os licenciamentos vencidos.
Agentes dos órgãos segurança pública de São Gabriel decidiram, na tarde deste sábado (01/08), iniciar uma série de protestos nesta segunda-feira (03/08). A assembleia geral – com a participação de agentes da SUSEPE, Policiais Militares e Policiais Civis – aconteceu na sede da ACAS-BM.

Protestos serão realizados em frente das instituições

Protestos serão realizados em frente das instituições

A entidade estadual havia orientado os brigadianos a permanecerem nos quarteis nesta segunda-feira. A medida deve continuar. Mas a população de São Gabriel vai notar, no começo da manhã, que uma série de protestos serão organizados pela cidade. O primeiro acontecerá em frente a sede do Presídio Estadual, por volta de 9 horas. Logo depois, 10h30, será em frente à Delegacia de Polícia.
Na parte da tarde, a partir das 14 horas, as três instituições mobilizam efetivos na BR-290, no acesso a cidade.
A mobilização continua as 14h30 em frente ao Quartel da Brigada Militar e, às 16h, em frente ao Corpo de Bombeiros. O encerramento será com uma caminhada até a Praça Dr. Fernando Abbott, às 17 horas.

PROTESTOS
Na região, os protestos começaram na sexta-feira (31/07). Dois bonecos com a farda da Brigada Militar (BM) foram pendurados na manhã em Santa Maria, na BR-287 e na BR-158. Na BR-158, a faixa dizia “Se não pagar, a BM vai parar. Governo terrorista”, em alusão ao parcelamento de salários pelo governo estadual.
De acordo com a Rádio Gaúcha, em Novo Cabrais e Candelária, na RSC-287, houve queima de pneus no sentido de quem se desloca da região metropolitana em direção a Santa Maria. O trânsito não está bloqueado em nenhum dos pontos.
Os protestos contra o parcelamento dos salários de servidores estaduais seguiram durante a madrugada deste sábado. Um boneco vestindo farda da Brigada Militar (BM) foi pendurado às margens da BR-287, já no perímetro urbano de Santiago. O boneco tinha uma corda no pescoço.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, no mesmo trecho, ainda houve queima de pneus e colocação de faixas de protesto. Pela manhã, tanto o boneco e quanto as faixas já não estavam mais no local. Não há bloqueios no trânsito.

FUNCIONÁRIOS ESTADUAIS PROTESTARAM
Funcionários das secretarias estaduais protestaram na quinta-feira (30/07), em frente ao Centro Administrativo do Estado, em Porto Alegre, contra o anúncio do parcelamento dos salários. Foi o segundo protesto.
O protesto teve início pouco antes das 10h e terminou por volta das 11h30min. A mobilização ocorreu dentro do prédio, sem prejudicar o trânsito na região. Com narizes de palhaço, cartazes e música, os servidores cobraram o pagamento integral dos salários.
Eles entoaram o cântico “se o salário atrasar, o Estado vai parar”. Em reunião na tarde de quarta-feira na sede do Cpers/Sindicato, dirigentes de mais de 40 entidades que representam servidores públicos do Rio Grande do Sul decidiram pela paralisação dos serviços nesta segunda-feira.
Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Sindsepe), Cláudio Augustin, as caravanas começam na próxima terça-feira em Pelotas e seguem por Santa Maria (quarta) e Santana do Livramento (quinta). Na outra semana, elas irão para Caxias do Sul, Passo Fundo e Ijuí. No dia 18 de agosto, está confirmada uma assembleia unificada que poderá decidir por uma greve geral.

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