POLÍCIA CIVIL INVESTIGA ASSASSINATO OCORRIDO NA REGIÃO DE CATUÇABA.

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Vítima foi atingida por seis tiros

A Polícia Civil ainda apura as causas que levaram a morte do trabalhador rural João Antônio, na tarde de ontem (23/09), no interior de São Gabriel. Inicialmente cogitava-se que ele teria sido morto com cinco tiros. A Brigada Militar, no entanto, confirmou que foram seis disparos de arma de fogo (provavelmente calibre 38), que atingiram tórax, braço e pescoço. O crime aconteceu por volta de 15h30min, na localidade de Faxinal/Catuçaba, a cerca de 55 quilômetros da sede do Município.

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HOMEM É MORTO COM CINCO TIROS NO INTERIOR DE SÃO GABRIEL.

Um homem foi assassinado no interior de São Gabriel na tarde deste sábado (23/09). A ocorrência está sendo atendida por equipes da Brigada Militar e Polícia Civil. Técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) também estão no local.
O crime aconteceu em um propriedade rural na localidade de Faxinal (Catuçaba). Não foram confirmados os nomes da vítima e do autor dos tiros. Segundo a Polícia, o atirador deverá se apresentar voluntariamente na Delegacia. Ainda não se sabe os motivos.

MORTE DO SEM-TERRA ELTON BRUM: PM É CONDENADO A 12 ANOS DE PRISÃO.

PM é condenado pela morte de sem-terra

Sentença saiu depois de 15 horas de julgamento / Foto: Guilherme Santos/Sul21

No mesmo dia em que a morte do agricultor sem-terra Elton Brum completou oito anos e um mês, o policial militar Alexandre Curto dos Santos, apontado como autor do disparo que tirou sua vida, sentou-se para depor diante de um juiz. Por cerca de uma hora, o réu respondeu perguntas do juiz, da acusação e da defesa, repetindo várias vezes, que sua arma tinha apenas munição não-letal, mas foi trocada com a de um colega que havia carregado uma bala de munição letal na sua. As armas seriam idênticas e ele nunca soube explicar em que momento se deu a troca. A tese da defesa era de que não houve intenção de matar.
Para o júri, no entanto, ao disparar contra Brum, a uma curta distância, com a vítima de costas e com dificuldade para se defender, o policial assumiu o risco e a intenção. O juiz e o júri – composto por três homens e quatro mulheres – acataram a sugestão de pena da acusação. Ainda na quinta-feira (21/09), depois de 15 horas de julgamento, o brigadiano foi condenado por homicídio qualificado a pena de 12 anos de prisão, em regime fechado, perda do cargo na Brigada Militar e prisão imediata.
Na plateia, pouco antes da sentença, a viúva de Elton, Maria Odete, que acompanhou todo o julgamento, sem falar com a imprensa, declarou apenas: “Espero que seja feito justiça, porque o resto eu já entreguei nas mãos de Deus”.
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) divulgou uma nota em que afirma que a morte de Brum, aos 44 anos, é apenas um capítulo dos inúmeros conflitos no campo, consequência do Brasil “nunca ter tirado a reforma agrária do papel”. “Basta de impunidade nos conflitos no campo e violência policial. Repudiamos qualquer tipo de violência, contra qualquer trabalhador e trabalhadora. Queremos que o ocorrido com Elton Brum não se repita. Queremos que o Estado repense sua postura em ações de reintegração de posse ou despejos, que não use de sua força para matar, nem reprimir lutas legítimas”, ressalta o texto.
Curto foi encaminhado a prisão militar, enquanto aguarda os próximos passos do processo. Ainda cabe recurso à decisão. O caso foi levado ao Foro de Porto Alegre a pedido da acusação, alegando questões de segurança e garantia de imparcialidade.
Pouco antes do anúncio da sentença, a advogada de defesa, Andréia Tavares, disse que nunca tinha presenciado “um réu com tanta verdade”, trazendo para o depoimento “a culpa, o sentimento”. A tática da defesa seria provar que o réu não tinha intenção de matar e foi vítima de uma fatalidade, na troca acidental de armas com o colega que havia carregado munição letal.
“Os vídeos mostram como foi a violência empregado no dia. [O movimento] estava com sangue nos olhos. O próprio promotor disse que eles não invadem pela propriedade, mas para causar comoção do Estado. E aí, casa com uma situação de um policial militar há 4 dias trabalhando”, disse a advogada.

RÉU DIZ QUE COMANDO SABIA DE USO DE MUNIÇÃO LETAL
O depoimento de Alexandre Curto dos Santos durou cerca de uma hora. A primeira pergunta veio do juiz Orlando Faccini Neto, que queria saber o que o policial pensava sobre o MST. “No fundo, eles têm causas para reivindicar certas coisas, mas hoje estão sendo utilizados como massa de manobra. Mandaram gente para ser treinada na Colômbia, com a guerrilha. Isso eu sei, por fontes militares (…) A pessoa pode reivindicar, mas chega um momento que termina o direito dela e começa o do outro. Existem formas de reivindicar”, respondeu o réu.
Com mais de 20 anos de Brigada Militar, Alexandre estava há 12 no Batalhão de Operações Especiais quando seguiu para a operação de reintegração de posse da fazenda Southall, em São Gabriel. O policial estava lotado em Bagé e tinha experiência em operação envolvendo o movimento. Em depoimento, disse que era “inevitável” que as operações tivessem feridos dos dois lados e que ele mesmo havia levado “várias pedradas”.
Na madrugada em que seguiu para a fazenda ocupada pelo MST, segundo ele, estava trabalhando há quatro dias seguidos sem dormir. Quatro horas antes de ir para a estrada, ele havia participado de uma operação contra grevistas, em Candiota. Sua advogada disse que ele seguiu para São Gabriel por causa dos R$ 60 de adicional.
Na versão contada pelo réu, ele seguiu em uma viatura com outros quatro policiais tomando chimarrão e parando no caminho, que levou seis horas, três vezes. Alexandre sustenta que foi em um desses momentos que houve a troca de armas entre ele e o colega, soldado Cortez. Apesar das instruções do comando da BM, do planejamento da operação de reintegração, Cortez decidiu inserir uma munição letal em meio às demais.
“O Cortez disse para o tenente [responsável pelo comando da operação] que iria colocar uma bala letal porque poderia acontecer alguma coisa, de Bagé até São Gabriel. Ele disse que tiraria quando chegasse [à fazenda]. Eles não sabem [quando houve a troca] porque as armas são idênticas”, afirma o advogado de defesa, Jabs Paim Bandeira.
Alexandre reiterou em seu depoimento que, apesar das ordens de usar apenas munição não-letal, o que seria a norma em casos de reintegração de posse, o colega havia optado por colocar um cartucho de munição letal, com aval do comandante. Nem Cortez, nem o tenente responsável pela operação foram indiciados ou investigados pelo caso. Por ter ficha limpa na corporação, Alexandre foi inocentado no processo administrativo que avaliou sua conduta no dia.
“Foi uma fatalidade. Eu peguei a minha arma, somente municiei anti-motim, fiquei com ela durante todo o tempo. O meu colega, que foi junto, pegou a mesma arma, da mesma cor. As armas são idênticas em cor, formato, mesma marca. Nós éramos três viaturas para se deslocar para São Gabriel. Cada viatura comporta 5 pessoas. Se ele estivesse em outra viatura, não teria feito a troca com ele”, afirmou ele durante o julgamento.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO PORTAL Sul 21(leia aqui)

JULGAMENTO DE POLICIAL QUE MATOU SEM TERRA RESSUSCITA VELHOS DISCUSSÕES ENVOLVENDO O MST.

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“A senhora sabia que havia recursos públicos envolvidos na ocupação que pagavam inclusive a cachaça do MST?”. “O senhora é simpatizante do MST?”. “O senhor apoia as invasões de terra?”. “O que os direitos humanos disseram quando os sem terra mataram o soldado Valdeci?”. Essas foram algumas das perguntas feitas pela defesa do policial militar Alexandre Curto dos Santos às testemunhas da acusação no início do julgamento do acusado de assassinar, com um tiro de fuzil pelas costas, o sem terra Elton Brum da Silva, em 21 de agosto de 2009, durante uma ação de reintegração de posse na fazenda Southall, no município de São Gabriel. As perguntas indicaram que uma parte importante da estratégia de defesa do brigadiano consiste em apostar no discurso de criminalização do MST propagado nas últimas décadas no Rio Grande do Sul e em todo o país.

Antes do início do julgamento, em uma conversa rápida com jornalistas, o advogado Jabs Paim Bandeira, encarregado da defesa de Alexandre Curto dos Santos, detalhou a outra parte da estratégia. Segundo ele, havia um clima de guerra no dia, os sem terra estavam desobedecendo a ordem judicial e tentando agredir os policiais, “inclusive com espetos”. A morte do sem terra, sustentou, resultou de uma troca de munição por engano entre os policiais. “As armas com munição letal e com munição não-letal são parecidas, o que as distingue é a numeração. Houve um engano. O policial não tinha a intenção de matar o sem terra. Ele disse que viu um vulto levantando a mão e pensou que estivesse tentando pegar a rédea de um cavalariano. Aí fez o disparo, mas não sabia que estava usando munição letal”, disse o advogado.

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PM QUE MATOU SEM-TERRA, DURANTE REINTEGRAÇÃO DE POSSE DA SOUTHALL, ESTÁ SENDO JULGADO EM PORTO ALEGRE.

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Começou na manhã desta quinta-feira (21/09) o júri popular do policial militar Alexandre Curto dos Santos, acusado de matar com um tiro pelas costas o trabalhador rural do Movimento dos Sem Terra, Elton Brum da Silva, em 21 de agosto de 2009, durante uma ação de reintegração de posse da Fazenda Southall, em São Gabriel. O julgamento iniciou por volta das 9h30 com a seleção do juri do brigadiano. A expectativa é que se estenda durante todo o dia e possa acabar só amanhã. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estão concentrados em frente do Foro Central com faixas e bandeiras. As informações são do Sul21.
Em conversa com a imprensa antes do julgamento, o advogado do brigadiano, Jabs Paim Bandeira, afirmou que o argumento da defesa é que houve uma troca de munição por engano “em um clima de guerra”, de desobediência de uma ordem judicial e de agressões dos sem-terra. O brigadiano que fez o disparo teria visto um vulto se dirigindo a um brigadiano a cavalo e fez o disparo sem saber que estava com munição letal.
O promotor Eugênio Paes Amorim, entretanto, contesta essa versão, dizendo que a vítima estava sendo agredida e que o disparo teria matado o sem-terra mesmo que tivesse sido com bala de borracha, pois foi efetuado a uma distância entre 3 e 5 metros, conforme a perícia, contrariando as normas da própria Brigada Militar.
A viúva de Elton está presente no Foro para acompanhar o julgamento, mas até o momento não conversou com a imprensa.

Fonte: Sul21/Fotos – Maia Rubim

IDENTIFICADA A VÍTIMA DE ACIDENTE NA BR-290, EM VILA NOVA DO SUL.

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Um violento acidente na tarde de quarta-feira (20/09), na BR-290 em Vila Nova do Sul, causou a morte de um jovem de 25 anos. A identidade dele foi divulgada no final da noite: Rodrigo Camargo. Segundo a PRF, o motorista perdeu o controle do veículo, um VW Passat, com placas de Capão da Canoa, e acabou colidindo em uma árvore nas margens da rodovia. Com o violento impacto, o carro partiu-se ao meio.
O motorista morreu no local. No veículo estavam Rodrigo Camargo e a esposa, grávida e mãe de outros dois filhos do casal. A mulher está internada em estado grave no Hospital de Santa Casa de São Gabriel. O casal envolvido no acidente é morador de Vila Nova do Sul. Rodrigo trabalhava como borracheiro no Calcário Andreazza.

Com informações e fotos do Jornal do Garcia

JOVEM MORRE EM ACIDENTE NA BR-290, EM VILA NOVA DO SUL.

Um jovem de 25 anos morreu após sofrer um acidente na BR-290, em Vila Nova do Sul. O acidente aconteceu às 15h10min desta quarta-feira (20/09), no km-373 da rodovia, que fica a cerca de quatro quilômetros da zona urbana do município. Segundo informações da PRF, um Passat com placas de Capão da Canoa viajava no sentido São Gabriel – Porto Alegre quando saiu da pista e colidiu em uma árvore na margem da rodovia. O motorista do veículo, um jovem de 25 anos, não resistiu e morreu no local. Uma passageira do veículo ficou ferida, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Casa de São Gabriel.
Os nomes deles não foram informados pela PRF e ainda não há notícias sobre o estado de saúde da passageira. O trânsito não chegou a ficar bloqueado no trecho onde foi o acidente.

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