FERRAMENTA DO YOUTUBE LEMBRA “JUSTIFICATIVAS” COMUNS PARA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.

VIOLENCIA CONTRA A MULHER 2

Embora a lei Maria da Penha seja responsável pela redução em 10% dos casos de violência doméstica contra a mulher, ainda falta muito a avançar. Pesquisas mostram que a cada dois minutos, cinco mulheres sofrem algum tipo de agressão. E como agravante, 74% das que sofrem violência doméstica afirmam não denunciar os seus agressores. Por medo ou por não reconhecerem que são vítimas de violência. Muitas se escondem por trás de diferentes desculpas que transformam a violência dentro de casa em um simples “acidente doméstico”.
Para conscientizar as mulheres vítimas de agressão, o Instituto Maria da Penha criou uma campanha para incentiva-las a interromper o ciclo da violência e mostrar a importância dessas denúncias não só para elas como para as outras mulheres. Assinada pela agência África, a campanha “Annotation Excuses” usa de uma forma interativa o recursos de anotações do Youtube e mostra que não adianta esconder as marcas da violência atrás de desculpas.
O recurso de anotações em vídeos do Youtube muitas vezes incomoda porque atrapalha a exibição das imagens e podem ser fechados pelos próprio usuários com apenas um clique. É dessa forma que a campanha interage com os internautas. No video da campanha, anotações com algumas dessas desculpas cobrem parte do corpo de mulheres e sempre que o usuário clica para fechá-la, os hematomas causados pela agressão são revelados.

INSTITUTO MARIA DA PENHA
O Instituto Maria da Penha é uma organização não governamental sem fins lucrativos, que nasceu a partir da história de vida da ativista pelos direitos da mulher, Maria da Penha. As ações do Instituto tem como foco principal encorajar as mulheres a quebrarem o silêncio, além de ações voltadas para a prevenção da violência doméstica e familiar.

BRASIL: PROJETO DE SENADOR PIAUIENSE TORNA O IDOSICÍDIO CRIME HEDIONDO.

Um projeto do senador piauiense Elmano Férrer (PTB) torna o homicídio contra o idoso (idosicídio), crime hediondo. A matéria, que ainda será votada, altera o artigo 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990. São considerados crimes hediondos o homicídio quando praticado em atividade típica de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e o homicídio qualificado, além de latrocínio (roubo seguido de morte), estupro, tortura, terrorismo, tráfico de entorpecentes, dentre outros.
Segundo o projeto, quem for condenado por este tipo de crime terá a pena aumentada em um terço até a metade se o crime for praticado na presença de descendente da vítima.
Na defesa da matéria, o senador sustenta que no Brasil os idosos ainda são muito mal tratados, apesar das políticas públicas, regidas pela Lei nº 10.743, de 1º de outubro de 2003. “Nossa cultura é violenta em todas as classes, da elite abonada aos mais pobres. Os velhos pobres e dependentes, física ou financeiramente, são tratados, no mínimo, com impaciência e negligência. Considerados como estorvos e alvos de piadas e chacotas cruéis, eles são desrespeitados, diariamente”, afirmou.
Segundo ele, desde 2011 até o primeiro trimestre do ano de 2014, o Disque-100 registrou 77.059 denúncias de violações de direitos humanos contra a pessoa idosa. Segundo dados desse serviço, cada vez mais conhecido e utilizado pela população, os tipos mais comuns de violação contra os mais velhos são a negligência (68,7%) e a violência psicológica (59,3%). A faixa etária que mais sofreu abuso financeiro foi a de 76 a 80 anos.
“Entre os velhos ricos, com frequência, bajulados por parentes ansiosos em colocar a mão na parte da herança que lhes cabe do condomínio familiar, a violência e a exploração podem vir de dentro da própria família, camufladas em hipocrisia ou em golpes financeiros sutis e traiçoeiros”, relata o parlamentar.
Ainda de acordo com o projeto, em 2014, o número de denúncias chegou a 20,43%. E, em 2013, cerca de 50% dos infratores eram filhos de idosos. “Apenas nos primeiros meses de 2014, o número subiu para 53%. O quadro aponta para uma covardia de casos de violência física: 34%. Vítimas mulheres: 66,29%. Vítimas homens: 27,26%. Diante de tais dados que mostram a covardia contra os idosos, conclamamos os ilustres Pares para aprovação deste projeto, que tipifica o crime de idosicídio e faz a sua inclusão no rol de crimes hediondos”, finalizou.

DELEGADO ADMITE PEDIR PRISÃO PREVENTIVA DE QUATRO SUSPEITOS A ASSALTO OCORRIDO NO RESTAURANTE BATOVI.

O Delegado de Polícia de São Gabriel, José Soares de Bastos, vai pedir a prisão preventiva de quatro elementos identificados pela Polícia Civil com responsáveis pelo assalto ao Restaurante Batovi. Conforme Bastos, as investigações revelaram o envolvimento de quatro homens de 19, 24, 28 e 47 anos. “As imagens das câmeras de segurança nos ajudaram a identificar os autores. As investigações revelaram ainda que os suspeitos tinham conhecimento do funcionamento da empresa, a conduta das vítimas e como agia o guarda de um hotel ao lado”, explicou o delegado.
O assalto aconteceu no dia 19 de julho, no começo da madrugada, no Restaurante Batovi. Inicialmente, três homens estariam envolvidos, mas imagens de uma câmera de segurança mostraram um quatro elementos deixando a área reservada para o estacionamento de veículos de clientes. Segundo o registro policial, dois elementos renderam o funcionário da empresa quando ele levava o dinheiro do caixa para o escritório. Os bandidos usaram facões para ameaçar a vítima. Não foi confirmado o valor levado pelos assaltantes.
Não é a primeira vez que o estabelecimento comercial é roubado. O assalto, por enquanto, reforça uma lista de crimes da mesma natureza registrados em São Gabriel, todos eles envolvendo grandes cifras. Na mesma relação estão ataques as empresas Casa do Frango e Big Max.
No início deste mês, dois homens, em uma motocicleta, roubaram um malote contendo mais de R$ 100 mil. O assalto aconteceu próximo a agência do Banrisul. Fabiano Pradella, filho do empresário dono da rede de supermercados Big Max e Casa do Frango, Miguel Pradella, iria fazer o depósito do dinheiro. Ele foi agredido com um revólver. Os ladrões conseguiram fugir sem serem identificados. A Polícia não conseguiu imagens e ainda não tem uma posição oficial sobre o crime. Acredita-se que sejam criminosos da região metropolitana.
O assalto foi mais um. A Rede de Supermercados é um dos principais alvos em São Gabriel. Em 2013, uma funcionária do Supermercado Big Max foi assaltada em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, na área central. O acusado fugiu do local a pé, pela Rua João Manoel, em direção ao mato do Dácio. Até hoje continua sem solução.
Em 2010, o próprio Miguel Pradella foi rendido. O crime ocorreu em frente ao Supermercado Big Max, por volta das 11h10min. O proprietário saia com um segurança particular do supermercado com um malote de dinheiro.
Os bandidos chagaram armados e renderam Pradella e o segurança. Os ladrões fugiram, um a pé e outro de bicicleta, com todo o dinheiro.
Cerca de cinco anos depois, o crime é um dos integrantes da lista que ainda continua sem solução. Além disso, a Rede somava, naquele ano, o quarto assalto.

BRIGADA PRENDE ABIGEATÁRIOS. UM DELES DEU NOME FALSO PARA OS POLICIAIS.

paulo iuri
Uma equipe da Brigada Militar prendeu em flagrante, na noite de terça-feira (28/07), na zona oeste da cidade, dois homens acusados de abigeato. Os policiais detiveram Paulo Iuri Fagundes da Rosa Farias, de 19 anos, e um segundo elemento, identificado inicialmente como sendo Renan Souza Antunes, de 22 anos. A Polícia Civil chegou a encaminhar os dois presos para o Presídio Estadual com estas identificações, mas acabou descobrindo – com o andamento das investigações – que um dos indivíduos estava mentindo. “O segundo preso não era Renan. Ele mentiu. Deu a informação errada para o setor de plantão e para a Brigada Militar”, disse o policial.
Ainda na manhã de quarta-feira foi confirmada a identidade do elemento. Trata-se de Diego Lopes Antunes (Renan seria sobrinho dele). Ele foi enquadrado com participação no crime de abigeato e poderá ainda responder por falsidade ideológica. O outro envolvido, além de abigeato, também foi detido por porte ilegal de arma de fogo.
Paulo Iuri disse que abateu o animal próximo aos trilhos, no Bairro Novo Horizonte, usando um machado. “Tínhamos avistado as vacas no período da tarde quando estávamos cortando pasto. Eu fui para a casa e pedi a carroça e o cavalo emprestados. Voltei ao local (depois das 18 horas) e lacei uma das vacas. Sangrei. Tirei o couro e carreguei a carne até próximo a carroça”, disse o preso.
Ele foi detido – junto com o segundo elemento – antes de deixar o local. Uma denúncia anônima chamou a atenção da Brigada Militar.
Junto com Paulo Iuri, os policiais encontraram ainda um revólver calibre 38, facas, foice e um machado. A carne – pesando cerca de 200 quilogramas – foi incinerada no Frigorífico Vanhove.

MULHER ALEGA QUE FOI ESTUPRADA, MAS NÃO HÁ INDÍCIOS DE ABUSO SEXUAL.

A Polícia Civil de São Gabriel abriu inquérito para apurar um suposto estupro ocorrido na manhã de sábado (25/07), na zona oeste da cidade. Uma jovem de 23 anos teria sido atacada por um homem de 24 anos. A mulher alega que foi roubada e abusada sexualmente. Os fatos acontecerão na Rua Jorge Suchy, no Bairro Vargas, por volta de 6h40. O homem teria fugido levando R$ 20 e o telefone celular da vítima.
O delegado de polícia, José Soares de Bastos, informa que o laudo pericial não apontou indícios de violência sexual. “Além disso, o suspeito foi detido pela Brigada Militar (minutos depois) e não tinha em seu poder o telefone supostamente roubado. O caso vai ter que ser apurado”, comentou.

celimar

OUTRO CRIME – A Polícia Civil confirmou a identidade de um dos dois assaltantes responsáveis por agredir e roubar cerca de R$ 400 de um homem no começo deste mês. O crime aconteceu na Rua República do Líbano. A vítima teria sido abordada e obrigada a acompanhar os ladrões até as proximidades do Supermercado Rede Vivo. Celimar de Melo Samboray (foto), de 21 anos, já havia sido preso na semana passada. Os policiais ainda não identificaram o segundo envolvido.

POLÍCIA CIVIL REVELA QUE APREENSÃO DE DROGAS SINTÉTICAS É “NOVIDADE” EM SÃO GABRIEL.

seguriprev matériaA apreensão de drogas sintéticas, em uma festa, no domingo passado (19/07), revelou uma nova preocupação para a Polícia Civil de São Gabriel. De acordo com os agentes que participaram da operação – realizada durante a madrugada, drogas, como ecstasy e LSD, nunca haviam sido apreendidas. A prisão é considerada um marco, só que negativo, no ponto de vista da saúde pública. Conforme os policiais, apesar da ação ter sido um sucesso, o resultado mostra que os órgãos de segurança pública vão ter mais um problema para se preocupar daqui pra frente.
Paralelo a isso, a Polícia Civil e a Brigada Militar mantém operações e necessitam do apoio da sociedade para obterem sucesso. No mesmo domingo, enquanto a Polícia Civil agia na zona sul da cidade, na área central, na Rua Coronel Soares, Policiais Militares prendiam três elementos flagrados vendendo substâncias ilícitas. Foi preso em flagrante o elemento identificado pelo nome de Conrado e outro, que embriagado e na direção de um veículo. Ele se chama João Alex e estava com a CNH vencida.

NÃO É DE HOJE
No Estado, o “mal” é uma realidade. Uma das maiores apreensões de drogas, deste tipo, aconteceu em junho do ano passado. O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) efetuou a apreensão recorde do alucinógeno LSD em uma única vez. “É a maior na história da Polícia Civil”, assegurou o diretor do Denarc, delegado Cléber dos Santos Lima, logo após as prisões. Ele calculou que a quantidade apreendida resultaria em cerca de 2 mil pontos de LSD comercializados sobretudo em festas de música eletrônica conhecidas como raves.
No mesmo mês, o Denarc havia, em outra ação, recolhido quase mil comprimidos de outra drogas sintética, o ecstasy em Novo Hamburgo. Os envolvidos com o tráfico eram pessoas de médio e alto poder aquisitivo.

DROGA SINTÉTICAS
Elas têm efeito até 100 vezes mais potente que as drogas originais, são perigosas, pouco conhecidas e estão cruzando as fronteiras do Brasil. As drogas sintéticas, produzidas em laboratório, principalmente da Índia e China, estão sendo vendidas ilegalmente pela internet. No Brasil, têm sido cada vez mais frequentes nas baladas. Alguns desses alucinógenos foram reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além do efeito extremamente nocivo sobre o organismo, que pode levar a sérios problemas de saúde e até mesmo à morte já no primeiro uso, chama a atenção o desconhecimento dos efeitos por quem usa.
Segundo a psiquiatra Fernanda de Paula Ramos, os produtos sintéticos potencializam o efeito de drogas já conhecidas e estão divididos em três grandes grupos. São os canabinoides sintéticos (semelhante à molécula do tetrahidrocanabinol –THC, da maconha); as catinonas sintéticas, que derivam do grupo dos anfetamínicos ecstzy e cocaína e as fenetilaminas, conhecidas como NBOMe, que compartilham características com o ácido lisérgico (LSD). Ela explica que as reações podem variar de transtornos cerebrais à depressão. Os efeitos podem desencadear reações físicas graves. Passam por arritmia cardíaca, infarto, insuficiência renal e morte (veja ao lado). “Há relatos de pessoas fugindo de furacões, lutando contra monstros imaginários”, afirma a diretora do Centro de Tratamento de Dependência Química de Álcool e Drogas Villa Janus, aqui no Rio Grande do Sul.

Fonte: com informações de Saúde Plena

BEBIDAS E DROGAS: TEMA POLÊMICO DIVIDE OPINIÕES EM SÃO GABRIEL.

LSD

O uso de substâncias psicoativas acompanha a humanidade há milênios, mas foi apenas no final do século XIX que algumas delas receberam a denominação “droga” e seu uso passou a ser condenado. Atualmente, o uso de drogas é proibido em praticamente todos os países e os especialistas são unânimes em afirmar que a grande maioria delas causa dependência e tem efeito devastador sobre a saúde dos usuários. Mesmo assim, desde meados do século XX, o consumo mundial de entorpecentes só aumenta.
À medida que seu uso aumenta, os entorpecentes se diversificam. As drogas sintéticas, da qual o ecstasy é o mais célebre expoente, tornaram-se a galinha dos ovos de ouro do boom de consumo verificado nas últimas décadas. Popularizadas a partir dos anos 70, as pastilhas produzidas em laboratório são cada vez mais procuradas. No Brasil, essa crescente praga urbana criou até um novo tipo de traficante: o jovem de classe média ou alta freqüentador de raves – festas movidas a música eletrônica e drogas que costumam acontecer em locais afastados. Os “playboys do tráfico”, como esses indivíduos são chamados pela polícia, representam 90% dos presos por distribuir drogas sintéticas em território brasileiro, especialmente ecstasy e LSD. Eles são, em sua maioria, universitários que usam o computador para comerciar e vêem o dinheiro da venda como uma forma de garantir luxos extras.
No começo desta semana, a prisão de um rapaz em uma festa jovem, na sede da Associação dos Servidores Públicos Municipais, trouxe à tona a polêmica sobre o tema. De um lado, uma população revoltada, do outro, jovens e alguns pais. A Polícia Civil apreendeu no local, na madrugada de domingo (19/07), além de buchas de cocaína e maconha, sete pontos de LSD e um recipiente com exctasy. Também foram detidas duas mulheres, apontadas como organizadoras do evento. Elas foram presas em flagrante por dar bebidas alcoólicas para menores de idade. Uma delas pagou fiança (R$ 2.300,00) e foi liberada. A outra não pagou e permaneceu presa, no Presídio Estadual, por um dia. Também foi autuado o proprietário de um automóvel, onde os policiais encontraram ecstasy. Todos responderão ao processo em liberdade.
Cerca de 100 pessoas estavam no local no momento da operação policial. Grande parte do público era formada por menores de idade. Alguns foram trazidos pela Polícia Civil para a Delegacia de Polícia e liberados para os responsáveis.
A morte prematura do universitário Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, expõe os riscos do consumo de álcool e outras drogas entre os jovens. Em março deste ano, o laudo médico indicou que o estudante de Passos, no Sul de Minas, sofreu infarto do miocárdio, depois de participar de competição alcoólica em que ingeriu de 25 a 30 copos de 50 milímetros de vodca durante festa organizada por repúblicas de estudantes em Bauru (SP). A combinação juventude e bebida é preocupante e as estatísticas demonstram que, enquanto a dependência começa cada vez mais cedo, a quantidade consumida aumenta.
Entrou em vigor, também em março deste ano, a lei que torna crime vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, bebida alcoólica a menores de 18 anos. A medida também se estende a outros produtos que possam causar dependência física ou psíquica se não houver justa causa para a venda. A pena para o crime é de dois a quatro anos de detenção e multa que varia de R$ 3 mil a R$ 10 mil, além da interdição do estabelecimento comercial.
Sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União em 18 de março, a Lei 13.106/2015 altera o artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/90). O projeto foi sancionado após ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 24 de fevereiro, sem ter sofrido qualquer alteração em relação ao texto aprovado pelo Senado.
A advogada Beatriz Rigoleto Campoy explica que a lei condiz com o princípio da proteção integral do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas que é apenas uma medida. “A lei é fundamental para a evolução dos direitos dos menores, muito embora, a criminalização de condutas por si só não seja um meio hábil para a resolução de problemas sociais. Uma norma penal sem outras medidas sociais não é capaz de resolver problemas socioculturais desta magnitude”, afirma.
A advogada aponta que também é necessário que haja fiscalização da própria sociedade e por parte das autoridades. “A responsabilidade pelo bem-estar da criança e do adolescente é de toda a sociedade. Por se tratar de um crime, qualquer pessoa pode denunciar às autoridades policiais, Ministério Público e o Conselho Tutelar”, diz.
A empresária Karine Rehimeh deixou o silêncio de lado e pediu atenção a pais e mães de adolescentes. “As drogas estão espalhadas pela cidade, traficantes e os próprios amigos podem oferecer! Não deixem que seja tarde demais, acordem! Digo aqui como mãe, vigiem seus filhos, busquem nas festas, enfim, façam o que tem que ser feito, para que não acabe em situação pior! Quem ama cuida, mas não faz vista grossa”, publicou em seu perfil no Facebook. Um dos filhos da empresária estava entre os jovens encontrados na festa de domingo.
Fátima é mãe de três jovens, dois são adolescentes. Segundo ela, não são as festas e nem os amigos que “desencaminham” os filhos.
“O que resulta nisso é a falta de estrutura familiar, falta de limites, que deve ser dado desde a infância, falta de exemplo e principalmente, falta de diálogo. Sou separada, e meus filhos sempre moraram comigo, nunca abri mão disso, mas meus filhos homens sabem que é a mim que eles devem respeitar, em primeiro lugar. A menina, nem se fala. Monitoro mesmo, ligo toda a hora, e ai de quem não atender o telefone”.
Tudo tem o seu preço: “Eles sabem que se fizerem coisas erradas vão ter que arcar com as consequências. Se se drogarem, beberem ou fizerem algo de ruim, eles sabem que tiveram a opção de não passar por essa situação e sabem que isso vai marcar negativamente a vida deles, para sempre.
Os menores não saem à noite, a não ser comigo, ou em algum evento que seja para gente da idade deles, e vou levar e vou buscar, sem essa de fulano ou ciclano trazer. Já o maior, depois de servir, já não tenho o mesmo controle, mas vive debaixo do meu teto, e sabe que tem regras, ainda estou no controle. Sei de amigos dele que usam drogas, que bebem mais do que comem, e até os que são ‘vagabundos por natureza’, mas mostro para ele como é feio ir por esse caminho”, disse a mãe.
O exemplo vem de casa. “Gosto de ir a baladas, já fui fumante, eles sabem que não vou numa balada para beber água, mas eles sabem que tanto para beber ou para fumar a pessoa tem que ser responsável pelo seu consumo. Faço como meu pai fazia comigo, digo para eles que não se deve beber do copo dos outros e nem fumar cigarro dos amigos. Não se pode achar que é feio conversar sobre essas coisas com eles”, argumenta.
Em pesquisa recente, o Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (Cread) de São Paulo informou que mais de dois terços dos dependentes químicos, que buscaram ajuda, experimentaram drogas entre 12 e 17 anos. O álcool foi a porta de entrada para 37%.
A entrada precoce no vício se confirma com os dados do Ministério da Saúde. Mais da metade dos adolescentes experimenta bebida alcoólica antes dos 16 anos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, do Ministério da Saúde, que, em 2012, constatou que 66,6% dos adolescentes – entre 13 e 15 anos – experimentaram bebida alcoólica alguma vez na vida.

MAIS TEM QUEM QUEIRA LIBERAR
Coordenadores da Federação do Amor Exigente de Norte a Sul do país enviaram email’s ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, manifestando grande preocupação com o julgamento de ação que pede a liberação do consumo, porte e plantio de drogas no Brasil, solicitando a eliminação do artigo 28 da lei 11.343/2006. O ministro Gilmar Mendes é o relator. São manifestações emocionantes, fortes e que mostraram a verdade sobre uso de drogas para o dependente e sua família.
A Coordenadora do Amor Exigente em Piracicaba, Adarlete Santiago Diehl, disse que os pais estavam muito preocupados com as informações que se repetem na imprensa de que o “senhor deverá liberar o uso de drogas no Brasil, conforme afirmam as colunistas Sonia Racy de O Estado de São Paulo, e Monica Bergamo, da Folha de São Paulo. Escrevo para esclarecer esta preocupante informação e para contar ao senhor que todos os milhares de integrantes do Amor Exigente que represento já sofreram em suas famílias a dor de ter filhos ou parentes dependentes de drogas. É um sofrimento comparável a um tsunami, sr. Ministro. Chegamos a ser roubados pelos nossos próprios filhos para pagarem as drogas, fomos trocados pelas ruas, pelas sarjetas. Vimos impotentes nossos filhos abandonarem escolas, empregos. Tudo pelo vício.
Usar droga, Ministro, não é uma liberdade, é uma prisão da qual poucos se libertam, principalmente no Brasil, onde falta tudo para tratar o dependente, inclusive vontade política”, finalizou.
Em 2011, quando o tema entrou no Supremo, a Procuradoria-Geral da República posicionou-se contra a descriminalização. Em parecer, declarou que a lei protege a saúde pública, “que fica exposta a perigo pelo porte da droga proibida, independentemente do uso ou da quantidade apreendida”, pois contribui para a propagação do vício na sociedade.

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