SEGURANÇA REFORÇADA: HOMEM É PRESO COM ARMA DE FOGO DURANTE OPERAÇÃO SONO SEGURO.

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Um homem foi preso com arma de fogo na madrugada de domingo (04/12). O elemento – conhecido por Cabeça, do Bairro Independência – foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia. Ele estava próximo a Praça Carlos Pereira, na zona central de São Gabriel, local onde a Brigada Militar destaca como ponto de encontro de várias grupos e onde os policiais registram, diariamente, conflitos entre facções rivais. A ação marcou mais uma etapa da Operação Sono Seguro da Brigada Militar.
sono-seguro-2“A sensação de impunidade é imensa”, destacou um dos policiais, ao revelar que as prisões são reincidentes e as apreensões, envolvendo os mesmo grupos de jovens e adolescentes, acontecem seguidamente, de uma final de semana para o outro. “Os envolvidos são sempre os mesmos. Prendemos, apreendemos ou encaminhados para a Delegacia de Polícia… não adianta, na semana seguinte estão todos de novo em uma nova ocorrência”, argumentou o policial.
A Operação Sono Seguro, realizada pela PATAMO da Brigada Militar, aconteceu entre a noite de sábado (03/12) e a madrugada de domingo (04/12). Foram realizadas diversas abordagens a pessoas nas proximidades de casas noturnas, com a apreensão de armas brancas, maconha e um revólver municiado (com quatro munições intactas).

A Operação Sono Seguro é um exemplo de sucesso de uma ação que poderia ser comparada a Operação Avante, que teve a sua terceira etapa lançada em agosto deste ano pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul como plano estratégico de segurança do governo estadual. A Secretaria usa o dobro do efetivo no combate à criminalidade. A Avante, no entanto, tem como foco a Capital. Já a Sono Seguro, foi idealizada pelo 4º Esquadrão e atende a área central e pontos críticos da zona periférica da cidade.
Aqui, em São Gabriel, mesmo sem o aporte de efetivo necessário e sem os mesmos equipamentos disponibilizados para a região metropolitana, o resultado das ações tem obtido reflexo positivo, muito embora os trabalhos resultem, quase sempre, em números idênticos (o que é ruim, porque parece que os criminosos se sente imunes). Nos finais de semana, são várias apreensões de armas ou objetos usados como armas.

INCÊNDIO QUEIMA RESIDÊNCIA DE MADEIRA E DEIXA CASAL DE IDOSOS DESABRIGADO.

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Um incêndio destruiu uma casa de madeira na noite de sexta-feira (02/12) na zona oeste de São Gabriel. A residência foi consumida pelas chamas antes que a equipe de socorro do Corpo de Bombeiros chegasse ao local. De acordo com o proprietário, César de Lima Machado, de 65 anos, o fogo começou por volta de 20h30min quando o casal dormia.
“Foi muito rápido. Quando eu vi, o fogo tinha começado… Eu ainda tentei tirar um sofá, mas estava sufocando… Acabei desistindo e saindo para fora”, explicou.
Ainda não foi confirmada a causa do incêndio. O casal permanece no local, acomodado em um galpão que serve de estábulo e abrigo para galinhas e porcos.
O casal tem um filho que mora no interior do Município. Na cidade, a dona da casa, Ercília Leonir Gomes Machado, de 68 anos, tem uma irmã. Mas ela alega que a família não tem condições de acomodá-los. Por causa disso, eles permanecerão, durante o dia, no estábulo, e no período da noite, na casa da vizinha, que cedeu um quarto para que durmam.
A Prefeitura Municipal, através de equipes da Defesa Civil (representada pela Secretaria de Serviços Urbanos, Paula Marques), confirmou que serão providenciadas roupas, cobertores e colchões. A secretária Lilia Martins, da Secretaria de Desenvolvimento Social, vai encaminhar uma assistente social para fazer um levantamento social da situação do casal e depois anunciar medidas de apoio aos idosos. O secretário de Agricultura, Ladislê Teixeira, providenciou uma lona para cobrir o galpão onde o casal permanece acomodado.
O incêndio destruiu tudo. O casal ficou sem dinheiro, sem documentos, sem roupas e sem moradia.
Uma grande mobilização se formou após a divulgação inicial publicada pelo A NOTÍCIA e muitas pessoas estão anunciando doações para o casal. As doações podem ser encaminhadas para a residência ao lado da propriedade queimada, no Corredor do Piraí.

ALUNOS DA CELESTINO REALIZAM CAMINHADA DE “CONSCIENTIZAÇÃO NO TRÂNSITO”. FAMÍLIA DE VÍTIMA EM ACIDENTE PEDE JUSTIÇA.

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Três gerações pedindo justiça. Avó, mãe e filhas. Foi desta forma, vestindo camisetas brancas com o rosto de Liria Gouveia Siqueira, que a família dela participou de uma caminhada em defesa do trânsito seguro. A mobilização aconteceu na noite de quinta-feira (01/12), entre a Praça Ecológica e a Praça Dr. Fernando Abbott, envolvendo cerca de 250 estudantes e integrantes da comunidade escolar da Escola Estadual Dr. Celestino Lopes Cavalheiro.
O projeto “Conscientização no Trânsito” é desenvolvido por professores e alunos da EJA e tem como objetivo principal chamar a atenção da comunidade gabrielense para as causas e a falta de responsabilidade (do motorista e do pedestre) que ocasionam, na maioria das vezes, os crimes no trânsito.
Liria tinha de 25 anos quando morreu. Ela perdeu a vida após um acidente entre um mototaxi e um automóvel no centro de São Gabriel. Segundo a Brigada Militar, a moto trafegava pela Rua João Manoel por volta das 6h10 do dia 05 de fevereiro deste ano quando teve a preferencial invadida, no cruzamento com a Rua Barão de São Gabriel, por um automóvel Pálio. A jovem estava na garupa e foi jogada contra a parede de um prédio.
Liria ficou internada em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) por cinco dias. Ela não resistiu aos ferimentos. O motorista do automóvel estava embriagado e foi preso em flagrante.

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Familiares de Liria

Passados 10 meses, a família questiona a morosidade da Justiça. A mãe dela, Iara Gouveia Siqueira, de 44 anos, revela que as audiências referentes ao caso ainda não foram marcadas e o motorista, um militar, permanece sem ser responsabilizado.
Com 80 anos, a avó Carlinda Oliveira Gouveia percorreu ao lado da filha e das bisnetas todo o trajeto entre a Avenida Antônio Trilha, Tristão Pinto, Duque de Caxias e Praça Dr. Fernando Abbott com o objetivo de mostrar força e cobrar do Poder Judiciário medidas enérgicas para crimes no trânsito.
Sem saber direito o que aconteceu e a importância delas no movimento, as filhas de Liria – Isabela, com 3 anos, e Isabeli, com 5 – também caminharam com camisetas onde o aparece o rosto da mãe delas e a frase: “Saudades eternas”.
Um novo movimento está marcado para o dia 10 de dezembro, às 19h30min, desta vez com amigos e familiares de Liria. A concentração está marcada para a esquina do 6º Batalhão de Engenharia de Combate, onde a vítima saiu de moto no dia do acidente, e o final da caminhada, na esquina do Corpo de Bombeiros, na Rua João Manoel com Barão de São Gabriel, local onde aconteceu a colisão.

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Professores da Celestino

SOBRE A CAMINHADA
A professora Gislaine Almeida D’Ávila explica que o projeto interdisciplinar foi desenvolvido por ela e pelas professoras Ana Carla Librelotto e Giane DM. As três são responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa, História e Matemática da EJA.
“A ideia é chamar a atenção dos alunos – todos maiores de idade – para a importância de termos um trânsito mais gentil e educado. E, depois tornar estes alunos multiplicadores, levando adiante, para as famílias e amigos, esta mensagem de conscientização”, comentou a educadora.
Na opinião dela, hoje, a maioria dos acidentes ocorrem porque existe muita irresponsabilidade ou negligência. “Ou, em outros casos, é falta de respeito mesmo do motorista”, analisou a professora.
A campanha iniciou na noite de quarta-feira (30/11) com a realização de uma palestra sobre trânsito. O evento, realizado no saguão da escola, teve como ministrante o tenente da Brigada Militar, Carlos Alberto de Almeida Dias.
Durante a caminhada, na noite de quinta-feira, os estudantes usaram fitas verdes nos pulsos simbolizando uma homenagem as vítimas do acidente envolvendo o avião da Chapecoense.
O avião Avro Regional Jet 85 (RJ85), que transportava dirigentes e jogadores da Chapecoense, além de jornalistas que fariam a cobertura do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, deveria ter chegado a Medellín por volta das dez da noite da Colômbia. Pouco antes de iniciar sua descida, perdeu contato com a torre de controle e acabou caindo. Das 77 pessoas a bordo, apenas seis sobreviveram.

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POLÍCIA CIVIL OUVE MOTORISTA BALEADO, MAS CASO NÃO EVOLUI.

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A Polícia Civil ouviu, na segunda-feira (29/11), a versão do motorista da Secretaria de Educação baleado quando trabalhava no transporte de alunos na região do Suspiro, interior de São Gabriel. Ivair Soares Machado foi atingido por um tiro no peito. Ele disse não ter visto o autor do disparo. Conforme relatou, ele só notou que estava baleado quando viu o “vidro” quebrado e sentiu a lesão no peito.
Inicialmente, ele alegou não ter suspeitos. Mas depois acabou mencionando o nome de um morador, daquela região, que teria discutindo. O caso ainda está aberto porque existem muitas contradições, tanto no depoimento da vítima, quanto nas manifestações de pessoas que foram ouvidas.
A Polícia também enfrenta dificuldades para encontrar a arma usada no crime. Primeiro, porque ainda não sabe o calibre, pois a bala não foi localizada durante a cirurgia. Segundo, porque os “suspeitos” não foram confirmados, nem pela vítima e nem por testemunhas. Buscas serão feitas nos próximos dias.

“VÍTIMA” MENTE E MOBILIZA POLÍCIA CIVIL EM FALSO REGISTRO DE ASSALTO.

A Polícia Civil abriu inquérito e poderá indiciar um homem de 34 anos por crime de falso registro de ocorrência policial. No dia 24 de novembro, A.S.N. comunicou um assalto ocorrido próximo a Praça Carlos Pereira, na antiga viação férrea. A suposta vítima teria sido atacada por dois elementos que estavam em uma motocicleta. Conforme ele, os “bandidos” estavam armados e fugiram levando uma mochila com roupas, um par de tênis, aliança de casamento e um telefone celular.
Quatro dias depois, a Polícia Civil descobriu que o assalto havia sido inventado. Os policiais notaram que as declarações da suposta vítima não batiam com os resultados da investigação. “Ele nos informou todo o trajeto que percorreu até ser assaltado. Fomos atrás de imagens de câmeras de segurança para tentar localizar algum suspeito, só que, em nenhum momento, a vítima aparecia nas imagens no horário do crime. Achamos estranho e então começamos a questionar. Não demorou muito e ele confessou ter inventado o assalto para não arrumar problemas com a sua mulher”, comentou um policial.
De vítima, A.S.N. passou a ser o criminoso. No dia do suposto crime, o homem estava embriagado e perdeu a mochila e a aliança. Como não tinha explicações para dar em casa, resolveu “criar” um assalto. A mentira dele, no entanto, mobilizou uma equipe de investigações da Delegacia de Polícia de São Gabriel. Além disso, a falta de efetivo policial agrava a situação. Enquanto os policiais investigavam o falso crime, outros delitos – verdadeiros – ficaram em segundo plano.
De acordo com os policiais, registro de falsa ocorrência policial pode acarretar em duas situações. A primeira delas é quando a pessoa comunica à Polícia um crime ou uma contravenção que sabe que não ocorreu. Por exemplo, como quando alguém registra que seu celular foi furtado mas, na verdade, ainda está com a posse do aparelho. “Isto seria uma comunicação falsa de crime ou de contravenção, de menor potencial ofensivo, com pena não superior a dois anos.
Nesses casos, o indivíduo responderia a termo circunstanciado”, explicam os policiais.
Já a denunciação caluniosa ocorre quando a pessoa dá causa a uma investigação policial contra alguém, ou seja, o boletim de ocorrência falso registrado acaba resultando em uma instauração de inquérito policial, imputando um crime à alguém que a pessoa sabe que é inocente.
Em entrevista ao Jornal Semanário, o advogado e professor de direito Rodrigo Capitani explica que a denunciação caluniosa se caracteriza pelo acionamento indevido ou movimentação irregular da máquina estatal (delegacias, fóruns, Ministério Público, entre outros), para surgimento de um inquérito. O crime está previsto no artigo 339 do Código Penal, e prevê pena de dois a oito anos de reclusão, além de aplicação de multa. “O criminoso, de forma maldosa, faz nascer contra a vítima, que não merecia, uma investigação ou um processo sobre fato não ocorrido ou praticado por outra pessoa. Essas mentiras acompanhadas de processo judicial ou inquérito, são suficientes para a caracterização do crime”, detalha.
De acordo com ele, é importante não confundir as duas infrações – a falsa comunicação de crime está prevista no artigo 340 do Código Penal. Outra diferença entre os dois é que na denunciação caluniosa imputa-se o crime à determinada pessoa ou à pessoa facilmente determinável, enquanto que na comunicação de falso crime à autoridade, o agente não aponta responsável pelo crime ou aponta pessoa inexistente, ou seja, inventa. “A denunciação caluniosa tem a pena mais grave porque além de crime contra a administração da Justiça, uma vez que o agente a aciona sem necessidade, é também crime contra a honra da pessoa caluniosamente acusada, pois fere a honra da vítima imputar crime que se sabe da inocência”, explica o jurista.

EX-DELEGADO DE SÃO GABRIEL (HOJE CHEFE DE POLÍCIA) SE ENVOLVE EM ACIDENTE COM MORTE.

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emerson wendtO chefe de Polícia do Rio Grande do Sul, Emerson Wendt, se envolveu em um acidente de trânsito na tarde desta quarta-feira (30/11), em Rio Grande, no Sul do Estado. De acordo com informações preliminares, o veículo onde estava o delegado se deslocava pela RS-724, no sentido Pelotas-Rio Grande, e colidiu contra um ônibus que vinha no sentido contrário.
Rogério Luiz de Carli, comissário de polícia que estava no veículo, não resistiu aos ferimentos e morreu. O chefe de Polícia Civil gaúcho fez exames no hospital e passa bem.
Outros passageiros do carro, o escrivão Leonardo Grossini Monteiro está em atendimento com fratura exposta, enquanto um delegado aposentado está observação no hospital.
Emerson Wendt se dirigia a Rio Grande para participar de um evento. O acidente ocorreu na RS-734, na Avenida Itália. Emerson também foi delegado de polícia em São Gabriel.

NÃO RESISTIU: VÍTIMA DE AGRESSÕES MORRE APÓS PASSAR POR PROCEDIMENTO CIRÚRGICO.

valdir-lopesA Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas da morte de um homem de 38 anos. Ele foi encontrado, no final da madrugada de sábado (26/11), caído na parte de trás do casarão onde funciona a Feira do Produtor, no largo da antiga viação férrea. De acordo com a Polícia, trata-se de Valdir Lopes dos Santos.
A vítima teria sido encontrada desacordada e sem documentos para identificação. Conforme a Brigada Militar, uma equipe do SAMU deu os primeiros socorros. Santos foi encaminhado com vida para o Hospital de Santa Casa de Caridade, mas acabou falecendo após ser submetido a uma cirurgia de emergência. Segundo registro policial, o homem teve traumatismo craniano encefálico e ainda apresentava outros ferimentos causados por um objeto cortante.
O delegado José Soares Bastos, titular da DP de São Gabriel, informou que as investigações ainda estão no começo, mas admitiu que a Polícia Civil procura possíveis imagens (de câmeras de segurança) para “entender” o que possa ter acontecido. Tudo indica que houve uma briga e que a vítima fora agredida na cabeça. Só ainda não se sabe quantas pessoas estariam envolvidas.
Foi a terceira morte registrada em São Gabriel nos últimos dias. Na semana passada, um homem de 41 anos foi assassinado em casa, no Bairro Pascotin. A Polícia Civil prendeu, preventivamente, na terça-feira passada (22/11) o principal suspeito, um elemento de 39 anos, identificado como sendo Paulo Rogério Carvalho Porto. Ele confessou ter matado a vítima (Carlos Novaider Madri Camargo) a facadas.
Uma semana antes, a Polícia havia prendido um foragido do Presídio Estadual de São Gabriel acusado de matar o agricultor Querlem Fuganti, de 48 anos. A vítima foi assassinada com dois tiros no peito. O crime aconteceu na BR-290, em Santa Margarida do Sul.
NO ESTADO
O fim de semana registrou 16 homicídios no Rio Grande do Sul. Segundo o balanço divulgado pelo jornal Diário de Santa Maria, que vai de meio-dia de sexta até o mesmo horário de segunda-feira (28), o maior número de casos de violência foi na Região Metropolitana, onde sete pessoas foram assassinadas.
Uma sequência violenta de três homicídios em um intervalo de quatro horas foi registrada na Grande Porto Alegre. Foram duas vítimas em Alvorada e uma em Gravataí, em casos ocorridos na noite de sábado.
A violência vitimou outras sete pessoas no interior do Estado. Caxias do Sul e Santa Maria tiveram dois casos cada.
Ainda conforme o balanço, uma pessoa foi morta em Porto Alegre. Foi na noite de domingo, no bairro Lomba do Pinheiro. O Litoral Norte também teve um homicídio, em Capão da Canoa, completando os 16 casos do final de semana.