COMUNIDADE DE AZEVEDO SODRÉ GANHA OPORTUNIDADE PARA COMERCIALIZAR PRODUTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR.

A proposta foi lançada em novembro de 2014 com a abertura do Curso de Educação Continuada “Refazendo Caminhos na Região do Pampa”, proposição da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEME), desenvolvida gratuitamente para educadores do campo de São Gabriel e São Borja. A capacitação termina em maio deste ano, totalizando 140 aulas presenciais e 102 à distância.

Se capacitar profissionais para ensinar e, ao mesmo tempo, interagir com a comunidade rural é importante, mais significativo é o resultado obtido com a escala de projetos implantada individualmente em cada instituição.
O primeiro deles foi lançado na última quarta-feira (15/04), na Escola Maria Manoela da Cunha Teixeira, beneficiando a população de Azevedo Sodré. Trata-se da Feira da Economia Solidária e Espaço Cultural. De acordo com a SEME, o foco do projeto é destacar o que é produzido pela agricultura familiar do Assentamento Guajuviras.
Entre 11h e 14h, moradores e pequenos produtores puderam expor os produtos que são cultivados em pequenas propriedades. Além disso, também foi colocada para comércio a produção artesanal de artesãos do Assentamento (grupo de mulheres), resultado de ações de capacitação oferecidas pela Secretaria Municipal de Indústria e Comércio.
Segundo a secretária de Educação, “o resultado foi positivo. Todos os produtos foram comercializados e, por causa disso, vamos implantar uma feira mensal, sempre na sede da escola”.
Mais três projetos serão lançados nas escolas Jerônimo Machado, Baltazar da Silveira e Ernesto José Annoni. Um deles destacará a tradição dos carreteiros, focando a vida deles e o comércio que é feito na cidade, desde o transporte, em carros de boi, a peregrinação pelas ruas. Isso faz parte da história do Município.

FIM DA GREVE: AULAS EM VILA NOVA DO SUL RECOMEÇAM NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA.

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O Sindicato dos Servidores Municipais confirmou o final da greve dos professores municipais de Vila Nova do Sul nesta sexta-feira (17/04). A decisão foi anunciada após reunião com os educadores e a confirmação de que o Poder Executivo Municipal abonará e restituirá a efetividade dos professores suspensa por Decreto Executivo na quarta-feira (15/04). Além disso, um acordo foi firmado e protocolado na Câmara Municipal de Vereadores. Os profissionais assumiram o compromisso de recuperar os dias letivos perdidos durante as paralisações.
Representante do Conselho Municipal de Educação, o professor Giovane Jardim afirma que “foi um momento singular de diálogo entre os representantes, e o entendimento mútuo só foi possível porque ambas as partes souberam ceder, dando assim procedimento a discussão do Plano na Câmara Municipal de Vereadores e o restabelecimento das atividades educacionais”.
Segundo ele, os professores continuarão mobilizados na discussão com o Poder Legislativo. “Embora as atividades reiniciam na quarta-feira, muitas coisas necessitarão ser restabelecidas ao decorrer do ano, dentre elas o diálogo entre a Secretaria Municipal de Educação e os professores, e de ambos com a comunidade escolar”, finaliza.
Participaram da reunião representantes da Secretaria Municipal de Educação, Conselho Municipal de Educação, Sindicato dos Servidores Municipais e representantes da Comissão de Estudo do Plano de Carreira do Magistério Municipal.

PROFESSORES MUNICIPAIS DE VILA NOVA DO SUL ENTRARAM EM GREVE.

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Os professores municipais de Vila Nova do Sul entraram em greve na última quarta-feira (15/04) por tempo indeterminado. A categoria pede o envio do Plano de Carreira à Câmara de Vereadores, que deveria ter sido entregue na terça-feira (14/04), segundo acordo firmado com a prefeitura. Os alunos foram comunicados da greve para que não fossem assistir às aulas.
“Estamos abertos ao diálogo. Mais de uma vez recebemos garantia de que o Plano seria enviado em determinada data, mas nunca é”, lamenta o professor Cezar de Oliveira.
De acordo com o prefeito da cidade, Sérgio Coradini, a prefeitura ainda analisa o impacto financeiro do Plano de Carreira, que, segundo ele, não cabe no orçamento da cidade.
“Os professores já recebem mais do que o piso e recebem em dia. Eles precisam voltar a trabalhar. Os alunos não podem ser prejudicados”, diz Coradini.
Os professores já haviam paralisado atividades em 25 de março e também nos dias 31 de março e 1º de abril. Eles já haviam adiantado a possibilidade de entrar em greve.

O Conselho Municipal Municipal de Educação (CME) criticou a postura do Poder Executivo. O prefeito declarou, por meio de Decreto, que a greve é ilegal. Segundo o CME, o prefeito está contrariando o artigo 9º da Constituição Federal do Brasil e a Lei nº 7.783 de 28 de junho de 1989,
Em resposta, o Conselho editou nota declarando que “a greve é um direito fundamental dos trabalhadores e está assegurado nos termos da Constituição Federal do Brasil, bem como pela Lei nº 7.783 de 28 de junho de 1989. Nos termos da Carta Magna (Art. 9): é assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.
Segundo Giovane Jardim, presidente do Colegiado, não compete a entidade patronal decidir sobre o exercício do direito de greve.
Conforme ele, a declaração do prefeito, acompanhada da ameaça de corte do ponto dos professores que aderirem ao movimento, “configura uma real tentativa de constranger o direito e suas garantias. Ao declarar a ilegalidade de tais manifestações o Executivo Municipal interfere na dinâmica e relação dos Poderes de nossa Democracia, pois investe-se de competências exclusivas do Poder Judiciário”.
Segundo nota, o Conselho Municipal de Educação é solidário as manifestações do Magistério Municipal por considerar que foram frustradas todas as tentativas prévias de negociação.

ALUNOS DO ASSENTAMENTO GUAJUVIRAS APRENDEM GRAMÁTICA, GEOGRAFIA E HISTÓRIA ATRAVÉS DE TROCA DE CARTAS.

ALUNOS GUAJUVIRAS

seguriprev matériaPara ensinar a alunos assentados sobre produção literária, geografia e história regional, projeto cultural gaúcho recorre à troca de correspondências entre 43 crianças e adolescentes alunos do 5º ano do ensino fundamental de escolas rurais em assentamentos de São Gabriel e Viamão.
A proposta visa o ensino multidisciplinar de práticas de comunicação, produção literária, história e geografia do Rio Grande do Sul através da troca de correspondências entre estudantes dos assentamentos Guajuviras, em São Gabriel, e Filhos de Sepé/Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre.
“Considerando que, no Plano de Estudo do 5º ano consta trabalhar sobre o Estado, o projeto irá trocar experiências através de cartas, visita, fotos e e-mail com outro educandário, assentamento e a região metropolitana”, explica a professora Larissa Catarina Gräff de Mello, da escola do assentamento Guajuviras.
Ela acrescenta que, além do correto uso das regras da língua portuguesa, a elaboração das cartas envolve a identificação e localização dos respectivos municípios em mapas, a comparação entre as diferentes formas de comunicação (da carta para o e-mail) e uso das tecnologias. “É uma maneira de atrair a atenção dos alunos”, completa Larissa.
A expectativa é aproximar as crianças a partir da convivência de suas realidades semelhantes. A duração do projeto é de 40 aulas, com previsão de término para o final de junho. A ideia é que as turmas visitem os respectivos assentamentos.

A PRÁTICA
A primeira carta dos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Manoela da Cunha Teixeira foi enviada de São Gabriel no dia 23 de março. A resposta dos estudantes da Escola Nossa Senhora de Fátima, de Viamão, será enviada nesta segunda-feira (13).
Os 10 estudantes do assentamento Guajuviras escreveram a carta inicial em conjunto, apresentando a comunidade, a escola e o perfil de cada um. Já a turma de Viamão, que possui 33 alunos, vai mandar também uma correspondência para cada colega.
A professora da Escola Nossa Senhora de Fátima, Maria Rita Rocha da Silva, conta que os estudantes trabalharam as questões de tempo e distância, pois muitos já estão acostumados com a comunicação instantânea.
“A carta saiu de São Gabriel no dia dia 23 de março e chegou em Viamão dia 07 de abril. Eles não sabiam que poderia demorar tanto. Na hora da escrita, muitos queriam usar abreviaturas comuns em redes sociais, mas entenderam a importância do português e usaram até dicionário”, comenta Maria Rita.
Os estudantes também aprendem sobre o trabalho de correios, já que o assentamento Guajuviras não é atendido por esse serviço, pois fica distante cerca de 80 quilômetros do centro de São Gabriel.
A experiência dá continuidade a projetos desenvolvidos na escola no ano passado, quando os estudantes fizeram o levantamento histórico do assentamento.

ELES SÃO MAIS QUE ESPECIAIS.

BRUNA RANGEL DANÇANDO

A estudante Bruna Rangel, de 26 anos, tem síndrome de down, mas nem por isso deixa de viver uma vida normal. A jovem está acostumada a vencer desafios. Desde pequena – incentivada pelo pai – sempre teve uma vida socialmente ativa. Filha do ator e produtor de elenco, Rangel Arede (fotos), ela poderia ter optado pelo palco, mas, foi na dança – inspirada na ex-mulher dele, a coreografa Luciana Vitor Dias, que ela encontrou a alegria.
A jovem faz aulas de dança cigana e, desde que chegou a São Gabriel, há pouco mais de um ano, tem se apresentado em eventos escolares na Rede Municipal. O talento dela acabou inspirando outros alunos.
“A dança ajudou muito no desenvolvimento, principalmente a fala e a coordenação motora. A inclusão dá provas que é boa para as crianças e adultos especiais. Eu vejo a inclusão de forma positiva. Do jeito que está sendo feito – principalmente com o apoio a Associação Pró-Down – a tendência é evoluir. Há muita coisa para ser feita, mas houveram avanços. Ainda faltam profissionais capacitados”, disse Arede.
Bruna está entre os mais de 400 alunos inclusos na Rede Municipal de São Gabriel. Somente este ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação (SEME), ingressaram 10 estudantes com paralisia cerebral, síndrome de down e autismo. Nas Escolas de Educação Infantil, a SEME tem sete alunos inclusos, um passou a ser assistido este ano.
“Temos trabalhado, tendo como foco principal, o aprender e o ensinar em uma escola aberta às diferenças e a todos os alunos, pois a educação inclusiva acolhe a todas as pessoas sem exceção, respeitando as diferenças e garantindo o direito à educação de todos”, explica a professora Jaqueline Pinheiro, responsável pelo Setor de Inclusão da SEME.
BRUNA RANGEL INCLUSÃOA atleta acreana Raysa Braga, de 22 anos, sempre superou as adversidades com garra. Nadadora desde os 7 anos, já acumula 36 medalhas em diversas competições dentro e fora do estado. Agora, conquistou mais um. É a primeira estudante com síndrome de down da Universidade Federal do Acre (Ufac). Ela começou a cursar, em março, licenciatura em educação física, em Rio Branco.
Raysa lembra que sempre quis estudar na mesma faculdade que a mãe. “Meu pai e eu sempre dizíamos que eu estaria aqui dentro. Estudei bastante e, pelo meu esforço, venci. Sempre soube que queria fazer faculdade e, quando passei, fiquei ansiosa. Garanto a minha vitória também na universidade”, afirma.
Com a graduação, Raysa diz que pretende ajudar pessoas carentes. Ela também já almeja um segundo curso, o de música.
O preconceito e falta de informação ainda são comuns quando o assunto é Síndrome de Down (SD). O erro mais frequente, de acordo com o geneticista Juan Llerena Junior, chefe da Divisão de Genética Médica do Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade da Fiocruz, é achar que a síndrome é doença. “O fato de uma pessoa nascer com um cromossomo 21 a mais não a torna doente. Essa alteração a faz nascer com excesso de material genético em todas as células do corpo, o que significa 329 genes a mais por célula. Esse excesso de material acaba conferindo algumas características peculiares a quem têm a síndrome, como déficit intelectual. Além disso, o bebê é mais ‘molinho’, seus olhos são um pouco mais puxados e eles são mais desajeitados para mamar. Mas dizer que essas características o tornam doente? Claro que não!”, explica o geneticista.
Um dos objetivos da escola inclusiva é este, combater o preconceito.
A Rede Pública Municipal tem 15 escolas com salas de recursos, sendo duas em instituições do campo e uma na Escola de Educação Infantil Annadir Laureano, no Bairro Élbio Vargas.
Conforme a professora Jaqueline Pinheiro, nas salas é oferecido o Atendimento Educacional Especializado com professores que estão sempre se atualizando, “afim de dar toda a assistência aos alunos com necessidade especiais e aos professores, levando sugestões, preparando e confeccionando materiais acessíveis para os alunos que desses necessitam”.
A Secretaria Municipal de Educação definiu, no começo do ano letivo, que, no mínimo uma vez por mês, a inclusão será tema de reuniões pedagógicas, onde os professores poderão discutir o assunto, dividir experiências, aprender e traçar metas.

UNIPAMPA LANÇA VAGA PARA PROFESSORES DE INGLÊS.

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) lançou nesta semana Edital 97/2015 para seleção de professor bolsista do programa Inglês sem Fronteiras. As inscrições vão até 14 de abril. O edital visa contratar professor de inglês com bolsa CAPES para dar aulas nos campi da Unipampa. A disponibilidade de vaga para preenchimento imediato destina-se ao Campus São Gabriel da Universidade.

Os requisitos mínimos para seleção são ter pontuação mínima de 543 no TOEFL ITP ou equivalente a nível B2 em outro teste de proficiência nos últimos 5 anos, além de ser graduado ou estar cursando Licenciatura em Letras – Inglês.
A contratação prevê 20 horas de trabalho semanais com atendimento a três turmas de 4 horas-aula por semana, mais tarefas administrativas e preparação de aula. A bolsa CAPES é válida por um ano e renovável. O valor atual da bolsa é de R$ 1.500,00. A coordenadora do IsF na Unipampa, professora Kátia Morais, explica que as aulas de inglês do programa destinam-se aos alunos de graduação, mestrado e doutorado e servidores da Universidade.
Mais informações sobre o programa Idiomas sem Fronteiras estão disponíveis em isf.mec.gov.br. Informações podem ser obtidas no site do IsFUnipampa ou pelo email isf.unipampa@gmail.com.

PROFESSORES MUNICIPAIS DE VILA NOVA DO SUL AMEAÇAM PARALISAR SE O PLANO DE CARREIRA NÃO SOFRER ALTERAÇÕES.

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A terça-feira (07/04), foi de diálogo em Vila Nova do Sul. A sede da Prefeitura Municipal reuniu representantes de diversos setores da educação e secretários municipais, assessores jurídicos e financeiros e vereadores. O prefeito Sérgio Coradini conversou com todos.

Os classe, que admite a possibilidade de paralisar, tratou de aspectos pontuais a serem modificados no Plano de Carreira que será enviado para a Câmara Municipal de Vereadores. Um dos pontos em destaque está a gestão democrática e a eleição de diretores. Também foi pauta a implementação de 1/3 da jornada para horas atividades, a regulamentação dos recessos escolares e a distribuição em níveis e classes.
Os professores municipais não descartam a possibilidade de greve, mas há indícios de que as negociações poderão evoluir, pelo menos é o que afirma o presidente do Conselho Municipal de Educação, professor Giovane Jardim. Segundo Jardim, o plano não foi enviado à Câmara por causa do impacto financeiro. “É evidente que a modificação de uma Lei, como esta, implicará em impacto, contudo, um impacto possível, segundo o setor financeiro e jurídico da prefeitura. É possível, inclusive segundo a análise da Delegação das Prefeituras Municipais”.
Conforme o presidente do Conselho, o impasse está na extinção ou criação de cargos, como coordenador pedagógico, supervisor escolar e orientador. “Também a questão da gestão democrática é polêmica, e a desvinculação dos cargos de assessoramento e coordenação, direção e vice direção, e da escolha política partidária é uma premência na educação pública. Não desvincular da política, o que é impossível, mas do partidarismo que assola nossa democracia, é uma das garantias para uma gestão democrática e autônoma da educação”, explica o professor.
A Comissão de Elaboração e Atualização do Plano de Carreira se reunirá nesta quinta-feira para debater questões não pacíficas no diálogo da categoria com a Secretaria Municipal de Educação. Contudo, o Executivo Municipal comprometeu-se em enviar o Plano imediatamente a Câmara Municipal de Vereadores, assim que retificado pela comissão. “Os professores não descartam dar início a greve na próxima semana, mas estão confiantes que este diálogo transpasse o que até então é promessa e especulação”, finalizou.
Hoje (08/04), os professores decidirão sobre as paralisações desta semana. Paralisações nesta quinta-feira (09/04) e sexta-feira (10/04) ainda estão em pauta e novos manifestos estão sendo cogitados entre os integrantes da Comissão de Negociação.

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