CIDADANIA: EM MEIO AOS PROTESTOS, ALUNOS TENTAM AUXILIAR NA LIMPEZA E PINTURA DA ESCOLA.

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Um grupo de alunos ocupou parte da Escola Dr. Fernando Abbott na segunda-feira (23/05). O movimento – liderado por estudantes do Ensino Médio – cobra investimentos na educação pública e melhor qualidade para a merenda escolar. Uma semana antes, estudantes da Escola José Sampaio Marques Luz também ocuparam a área interna da instituição cobrando a liberação de recursos para a reconstrução de parte do telhado danificada durante um temporal em 2014. Duas salas estão interditadas desde então. A comunidade escolar alega que não há segurança.
Os alunos da Escola Dr. Fernando Abbott chegaram a iniciar na segunda-feira um trabalho de limpeza e pintura da escola. A atividade social, que faz parte de um manual de ocupação das escolas, não pode ter continuidade porque a direção da instituição não permitiu.
A ocupação da escola é simbólica, pois os alunos participam de atos públicos e permanecem na parte de fora do prédio em apoio aos professores grevistas. O movimento tem apoio do Cpers Sindicato, que ainda forneceu alimentos para os estudantes que integram as ações. “Colocamos todo o material no refeitório da escola, mas não foi possível nos alimentar. A diretora alegou que não poderíamos usar o refeitório”, disse a aluna Cláudia Soutto.

ALUNOS PARTICIPAM DE PROTESTO NO CENTRO DE SÃO GABRIEL EM APOIO A GREVE DO MAGISTÉRIO.

PROTESTOS NA PRAÇA

Um protesto de professores do Estado parou parcialmente o trânsito do centro de São Gabriel na manhã desta terça-feira (24/05). A mobilização, organizada pelo 41º Núcleo do Cpers Sindicato, com apoio de alunos das Escolas Dr. Fernando Abbott, João Pedro Nunes, Marques Luz, Pery Gonçalves e XV de Novembro, iniciou na frente da sede do Sindicato e seguiu em caminhada até a Praça Central da cidade. Os manifestantes ainda fizeram uma parada em frente à Prefeitura Municipal, onde cantaram o Hino Riograndense.
Aos gritos de “o professor é nosso amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, estudantes distribuiram panfletos e pediram apoio à comunidade de São Gabriel. Por mais de uma hora, cerca de 300 alunos – acompanhados de professores grevistas e dirigentes do Cpers – permaneceram na Praça Dr. Fernando Abbott. O ato foi encerrado com uma nova caminhada que terminou em frente a sede do Sindicato.
Munidos de faixas e cartazes, os manifestantes entoaram gritos de ordem e pararam a Rua Duque de Caxias, seguindo pela Coronel João Manoel e passando pelo Calçadão da cidade. O objetivo da manifestaçãoé chamar a atenção da sociedade para o momento crítico que a educação do Rio Grande do Sul está enfrentando.
Os educadores acreditam que a adesão dos alunos deu força e visibilidade à greve e que este é um bom momento para reivindicar investimento público nas escolas.

ESTADO
Em São Sepé, em apoio as manifestações do país e do Estado, a Escola Estadual de Educação Básica Francisco Brochado da Rocha, foi ocupada pelos alunos na manhã desta hoje. De acordo com os alunos organizadores do ato, cerca de 50 estudantes ocupam a escola. No local, eles promovem movimentações artísticas e culturais. O ato tem apoio da direção e dos professores.
Os alunos reivindicam melhores condições da estrutura do escola, maior verba para a merenda e aumento no salário dos professores. Os organizadores pretendem fazer outras manifestações chamando toda a comunidade escolar de São Sepé.
Há escolas ocupadas em Santa Maria, Caçapava do Sul, Cruz Alta, Jaguari.

PROTESTOS EM SÃO GABRIEL: ALUNOS DA FERNANDO ABBOTT OCUPAM ESCOLA.

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Cerca de 60 estudantes do ensino fundamental e médio da Escola Estadual Dr. Fernando Abbott ocuparam a parte interna da sede da instituição. Os alunos reivindicam mais investimentos na educação pública, em especial, recursos para a merenda escolar e recuperação da estrutura do prédio. A aluna do 3º Ano, Cláudia Soutto, mora no interior do Município em percorre, diariamente, cerca de 30 quilômetros – entre ida e vinda – para estudar na cidade. “Levantamos às 5 horas para chegar na cidade por volta de 7 e pouco. E nos dão apenas suco com bolachinhas”, criticou.
Os protestos começaram na sexta-feira, pela manhã, quando um grupo pequeno participou de ato público na Praça Dr. Fernando Abbott. O movimento ganhou força na manhã desta segunda, quando os 60 alunos tentaram mobilizar os demais colegas. As aulas estão parcialmente interrompidas na escola, pois alguns professores apoiam as reivindicações e fazem parte do grupo de grevistas.
Ao invés de ficarem parados e protestando apenas, os alunos resolveram e forma de protesto contribuir com a recuperação da escola ajudando na pintura e limpeza. Eles deverão ficar dentro da instituição até quarta-feira.

UNIPAMPA OBTÉM AMPLIAÇÃO ORÇAMENTÁRIA EM BRASÍLIA.

Na tarde de terça-feira, 17, o reitor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Marco Antonio Fontoura Hansen, reuniu-se, em Brasília, com a coordenadora-geral do Orçamento do Ministério da Educação e Cultura (MEC), Luciane Tisbierek de Carvalho. Participaram da reunião o pró-reitor de Graduação, Ricardo Carpes, e o procurador institucional, Michel Iserhardt.
No encontro foi atendido o pedido de descontingenciamento do limite orçamentário para a Instituição na ordem de R$ 4 milhões. As tratativas quanto à ampliação dos recursos orçamentários iniciaram, na última semana, ainda na gestão anterior do Ministério da Educação, com a ida do vice-reitor da Unipampa, Maurício Aires Vieira, a Brasília. A partir destas negociações, buscou-se, além do descontingenciamento do limite orçamentário, a liberação de recursos financeiros, a fim de amenizar a situação da Universidade.
As reuniões apresentaram resultados positivos. Num primeiro momento, foi liberado R$ 3 milhões de recursos financeiros, que possibilitou o pagamento de insumos básicos para a continuidade das atividades-fins da Universidade, além de uma parte dos contratos referentes aos meses de fevereiro e março deste ano. Na última quarta-feira, 18, a Unipampa obteve mais 20% de financeiro dos compromissos a pagar, equivalente a R$ 646.562,00. Porém, o reitor alerta que os recursos liberados pelo MEC até o momento, ainda não refletem a necessidade orçamentária e financeira da Universidade.
O reitor afirma que “continuará reivindicando incansavelmente a melhoria do aporte financeiro e orçamentário junto ao Ministério da Educação e Cultura, a fim de garantir a volta da normalidade de nossa Universidade”.

ALUNOS DO FERNANDO ABBOTT PLANEJAM OCUPAR A ESCOLA NO FINAL DE SEMANA.

PROTESTO FERNANDO 1

A falta de investimentos não afeta apenas o ensino superior em São Gabriel. Falta muito nas escolas públicas administradas pelo Estado. A afirmação é da aluna Claudia Eliza Rodrigues Souto, de 18 anos, que lidera o movimento estudantil que pretende ocupar a parte interna da Escola Dr. Fernando Abbott durante o final de semana e implantar, a partir de segunda-feira (23/05) uma vigília dentro da instituição.
PROTESTO FERNANDO 2Os estudante cobram mais investimentos para a merenda escolar e na recuperação dos banheiros, que estariam danificados.
“A gente levanta 5 horas, vem do interior e tudo o que nos dão é um suco com bolachinhas”, disse Luciana da Silva Vicente, de 18 anos, assentado no Assentamento União Pela Terra.
O movimento na Escola Dr. Fernando Abbott começou a ser organizado na noite de quinta-feira. O grupo que aderiu a proposta acusou a direção da instituição de tentar impedir as atividades. “A diretora não nos permitiu fazer a convocação dos demais alunos e ainda não autorizou a nossa entrada na escola no período da manhã (sexta-feira)”, argumentou Claudia.
A diretora do educandário, professora Solange Brito, garante que não houve tentativa de impedir os protestos. “Eu questionei apenas a forma como estava sendo feita, pois os alunos não nos comunicarem da decisão e sequer entraram em contato com a direção informando que iriam passar nas salas de aulas. Nós somo favoráveis a mobilização e reconhecemos como justo qualquer tipo de ato ordeiro”, explicou.
A diretora ainda negou que tivesse impedido o acesso dos alunos na escola. “Fechamos os portões as 7h30min e realmente notamos que alguns alunos na parte de fora. Mas como sabíamos que hoje (sexta-feira) haveria o movimento, não houve nenhuma contestação”, comentou.
O movimento de alunos na Escola Dr. Fernando Abbott é mais um entre tantos que acontecem pelo Estado. Em São Gabriel, a primeira escola a ser ocupada foi a Marques Luz, no começo da semana. Os estudantes querem que o Governo do Estado autorize o início das obras de recuperação do telhado do educandário. O teto caiu durante um vendaval em 2014.

Alunos da Maques Luz também participaram do ato na Praça

Alunos da Maques Luz também participaram do ato na Praça

ACADÊMICOS PERMANECERÃO NO INTERIOR DO PRÉDIO DA UNIPAMPA DURANTE O FINAL DE SEMANA.

PROTESTO UNIPAMPA
Acadêmicos da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) estão mobilizados desde quarta-feira, quando cerca de 100 alunos ocuparam a sede da universidade em São Gabriel. A ocupação iniciou na tarde. De acordo com os organizadores do movimento, os alunos são contra os cortes na educação pública estabelecidos pelo governo federal. O corte inicial no orçamento era de 50%, após reunião na tarde de sexta-feira (13/05), na sede da universidade em Bagé, a situação foi reavaliada e passou a ser de 44%. Conforme os alunos, hoje o Campus de São Gabriel possui 31 funcionários terceirizados e mais 9 que trabalham no restaurante. Pelo menos 20 deles serão demitidos dos cargos a partir de julho.
Desde quinta-feira estão acontecendo aulas públicas, caminhadas pela cidade e concentrações na Praça Dr. Fernando Abbott com distribuição de panfletos. Ainda na noite de quinta-feira os estudantes fizeram uma avaliação do movimento e participaram de atividades culturais com músicos e artistas de São Gabriel.
Na sexta-feira, no último dia de atividade, segundo o cronograma, tiveram aulas públicas onde os temas foram “Auditoria da Dívida Pública” e “Educação e Escolas Estaduais”.
Durante a manhã, os alunos da Unipampa organizaram um ato público no Espaço Cívico da Praça Dr. Fernando Abbott. A atividade contou com o apoio do Cpers-Sindicato e ainda teve a participação de alunos das Escolas José Marques Luz e Fernando Abbott, onde os estudantes também estão mobilizados.
A mobilização foi rediscutida durante reunião geral do movimento no começo da noite de sexta-feira no Campus. No entanto, os estudantes garantem que ficaram no prédio da Universidade durante as noites de sábado e domingo, repetindo o que vem acontecendo desde quarta-feira.
Na noite de quinta-feira (19/05), a reitoria da Universidade divulgou nota sobre a paralisação que está acontecendo em diversos campi da Universidade.
Nela, o reitor, Marco Antonio Hansen, reconhece a legitimidade dos movimentos sindicais e o direito à manifestação. A reitoria frisa que “está atenta aos cortes no orçamento da instituição, anunciados pelo governo federal, que podem prejudicar a educação pública gratuita e de qualidade oferecida pelas universidades públicas brasileiras”.

UNIPAMPA DIVULGA NOTA DE REPÚDIO AOS CORTES ORÇAMENTÁRIOS.

Em Nota Pública divulgada nesta quarta-feira (18/05), a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) manifesta o seu repúdio aos cortes orçamentários impostos pelo Governo Federal. Por meio do documento, a Universidade declara o seu apoio ao movimento da comunidade acadêmica em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade.
Também na tarde desta quarta-feira, a sede da universidade em São Gabriel foi ocupada por um grupo de estudantes que protesta contra os cortes implantados pelo governo federal. Os acadêmicos ficaram no prédio da Unipampa até sexta-feira.

Leia a íntegra do documento:

nota unipampa

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