MESMO COM QUEDAS NO PREÇO NAS REFINARIAS, VALOR DA GASOLINA NÃO DIMINUI NA CIDADE.

capa gasolina 2

Mesmo com o anúncio da Petrobras de redução do preço da gasolina nas refinarias na última sexta-feira (17/11), nos postos de São Gabriel o combustível segue sem diminuição no valor.
No começo do mês, a Petrobras anunciou um aumento no preço da gasolina. No dia seguinte, os postos já passaram o reajuste. Desde então, o valor permanece o mesmo. Em alguns postos, aumentou, em média, R$ 0,10 do dia para a noite. O mais barato continua vendendo o combustível por R$ 4,28, na BR-290 (Posto Buffon, no Restaurante Paradouro), a cerca de 5 quilômetros da cidade. A diferença para o posto mais barato dentro da cidade é R$ 0,17 e para o mais caro R$ 0,41.
Dentro da cidade,, passando a oferecer o melhor preço dentro do perímetro urbano. O Posto Batovi, no trevo de acesso na Avenida Antônio Trilha, tem o segundo melhor preço: R$ 4,47.
Em Porto Alegre, o Procon realizou nesta segunda-feira (20/11) um levantamento dos preços da gasolina comum em 39 postos. Os valores variaram de R$ 4,099 a R$ 4,299. Na comparação com dados da semana passada, apenas três unidades baixaram os valores, enquanto somente uma aumentou o preço. O objetivo é verificar se a distribuidora está vendendo gasolina mais barata, após a Petrobras anunciar a redução de 3,8% no preço do combustível.
“Temos recebido muitas reclamações nos últimos dias via redes sociais, queremos entender se tem havido abuso de preços”, disse a diretora-executiva do Procon da Capital, Sophia Vial, em reportagem publicada no Jornal do Comércio.
Na temporada de 2017, o valor médio do litro em Porto Alegre passou de R$ 3,864 para R$ 4,167, alta de 7,8%, conforme a Agência Nacional de Petróleo (ANP). O aumento se deve aos diversos reajustes promovidos pela Petrobras e de aumento de impostos feito pelo governo federal em julho.
Desde o início de novembro, esta é a quarta redução anunciada pela Petrobras no preço da gasolina. O combustível também registrou sete altas no mesmo período. No acumulado para os 17 primeiros dias do mês, o preço da gasolina nas refinarias registra queda de 3,7%.
Proprietários ou representantes de postos alegam que alguns dos aumentos registrados no período não foram repassados para o consumidor e isso justificaria a “demora” para o repasse do índice de redução anunciado pela Petrobras na sexta.
O sobe e desce de preços do produto nas refinarias faz parte da nova política da estatal de acompanhar as oscilações das duas commodities no mercado internacional, onde as atualizações de preço são quase diárias. Em seu site, a estatal afirma que a política de preços “tem como base o preço de paridade de importação, que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos nossos principais concorrentes para o mercado”.
A participação da companhia no mercado interno é analisada para determinar manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. Anunciado no final de junho, o modelo de reajuste de preços visa dar mais autonomia para a área técnica de marketing e comercialização da estatal. As alterações podem ser realizadas se os reajustes acumulados estiverem, na média Brasil, dentro de um intervalo de 7% para mais ou menos estabelecido pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços.
Para a Petrobras, a mudança contribui para uma maior aderência dos preços no mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo. Além disso, ajudaria a competir de maneira mais ágil e eficiente, recuperando parte do mercado que a empresa vinha perdendo para derivados importados.

Anúncios

LIGA RECEBE R$ 9 MIL 733 DA CAMPANHA OUTUBRO ROSA DOS POSTOS GBI EM SÃO GABRIEL,

LIGA 3

A direção da Liga Feminina de Combate ao Câncer recebeu na tarde de hoje, das mãos do Diretor Geral do Grupo GBI, César Massa, um cheque de R$ 9 mil 733 referente a arrecadação da empresa com a Campanha Outubro Rosa de apoio a entidade.
Dos 320 mil litros de gasolina abastecidos em outubro, 312 mil foram para veículos que estavam adesivados com o logo da campanha. A empresa destinou R$ 0,3 por litro para a Liga.
César Massa agradeceu a confiança da Liga e disse que a empresa, que é de Bagé, está de portas abertas para novas campanhas. Ele também garantiu a continuidade da parceria para a Campanha Outubro Rosa do próximo ano.
Participaram do ato, a Presidente da Liga, Anna Maria Focaccia e integrantes da Direção da Liga; os gerentes dos postos GBI, Cássio Duarte, Rodrigo Trindade e Matheus Correa.

LIGA 2

Dirigentes da Liga presentearam o Diretor Geral do Grupo GBI, César Massa, com uma cesta de produtos do Chocolates Tiarajú

LIGA 1

Os gerentes Cássio Duarte, Rodrigo Trindade e Matheus Correa também foram agraciados

SITUAÇÃO DE ANIMAIS ABANDONADOS E EM VIA PÚBLICA JÁ É CONSIDERADO UM CAOS.

sos caes

São Gabriel vive um caos, quando o assunto é “animais soltos em vias públicas”. A afirmação é da Presidente da Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis – ONG Amigo Bicho, Gisele Villanova, que enfrenta uma tremenda dificuldade para atender a demanda de pedidos de socorro que aumenta diariamente.
Segundo ela, por dia, a entidade recebe inúmeros chamados de pessoas pedindo ajuda para animais atropelados, cadelas com filhotes, ninhadas abandonadas em terrenos baldios e casos de envenenamentos.
A questão é: esses casos estão virando rotina em alguns bairros da cidade e, a entidade não tem apoio ou suporte financeiro para atender tantas ocorrências.
A situação se agrava quando leva-se em consideração chamados para atendimento a animais de grande porte, como cavalos abandonados ou mau tratados. Gisele explica que a ONG conta com o apoio da Patrulha Ambiental da Brigada Militar em alguns casos, mas, mesmo a BM enfrenta dificuldades para atender o chamados por causa do pequeno efetivo.
O envenenamento, segundo aponta a direção da ONG, é o reflexo da falta de iniciativa do Poder Público para controlar o aumento da população animal que vive nas ruas. “As pessoas, já cansadas de não ter respaldo do Poder Público, acabam apelando para um ato criminoso. É importante destacar que se trata de crime, inclusive com penas previstas na Lei 9.605/98”, argumenta.
Com o aumento dos pedidos de socorro, a ONG tem orientado a população para que vacine as fêmeas na época do cio e que as mantenham presas, “já que nessa época os chamados são maiores devido a briga dos animais, causando morte e deixando outros feridos, com machucados que acabam virando miíases (bicheira) decorrentes da mosca, aumentando o número de chamados e o trabalho da associação”, explica.
“Precisamos que nossos governantes, eleitos pelo povo para tomarem essas providências, providenciem uma lei que regulamente o assunto, inclusive prevendo multas para os proprietários que não mantiverem seus animais (fêmeas) presos na época do cio”, complementou.
A Associação trabalha no negativo. Sem dinheiro no caixa e sem receber recursos desde a gestão passada, a ONG conta apenas com a ajuda da comunidade. E, mesmo assim, são poucos que ajudam e tem consciência da importância do trabalho. Em contrapartida, a ONG é cobrada, e muito.
As pessoas que trabalham na ONG Amigo Bicho são voluntárias e trabalham por amor aos animais. Gisele deixa claro que não é obrigação dos voluntários assumir dívidas ou atenderem fora dos horários. “A Associação foi criada para atender animais de rua e não animais que tenham donos”, argumenta.
Para arrecadar recursos, a entidade busca novos apoiadores e comercializa logomarcas da Associação.
São Gabriel também tem a Associação Anjos de Pelo. Mas assim como a ONG Amigo Bicho, enfrenta muitas dificuldades para desenvolver as atividades em defesa dos animais.

A NEGRITUDE EM SÃO GABRIEL: UMA HISTÓRIA NÃO CONTADA.

WhatsApp Image 2017-11-17 at 15.12.15

Irmão Marista Maria Valeriano (circulo)

Desde a existência das primeiras fazendas na região, no século 17, os negros estão presentes na história de São Gabriel. Entretanto, a historiografia oficial, por vergonha, deixou de narrar para a história os registros de um período escravista em que a servidão dos negros era particularmente cruel. “O tratamento para com os escravos era absolutamente desumano, nas fazendas e nas charqueadas. Era comum os negros não resistirem às chibatadas e morrerem nos troncos, sendo enterrados sem cruz, nos recantos das fazendas, e era comum o estupro praticado por patrões”, declara o pesquisador Beraldo Figueiredo, filho do historiador Osório Santana Figueiredo. “Muitas senzalas, muitos troncos em fazendas, meu pai contava que o que faziam é de arrepiar”, diz.
O Museu da Igreja do Galo ainda conserva instrumentos de tortura e de aprisionamento de escravos. Apesar desse cenário bárbaro, havia em São Gabriel uma elite progressista que, reunida em torno da Maçonaria Rocha Negra n.º 1, reuniu 900 cartas de alforria, tornando São Gabriel território livre de escravos já em 1884, quatro anos antes da Lei Áurea.
Mesmo depois do fim da escravidão, a segregação social permaneceu. Em 20 de setembro de 1953, uma reportagem do Jornal “O Imparcial” noticiava o surgimento da Sociedade Esportiva e Recreativa XV de Novembro, um clube social formado por negros, já que sua entrada não era bem vista em clubes como o Caixeiral e Comercial. A reportagem fala do clube como “a sociedade da família morena gabrielense”.
Segundo o professor José Fernando dos Santos, curador do Museu da Igreja do Galo, a história local teve negros ilustres, como o primeiro vereador negro da cidade, Inocêncio Teixeira, na década de 60, eleito pela ARENA; o histórico militante trabalhista Pedro Bahia; Orácio Gezat, fundador da Sociedade XV de Novembro; Otalino Rodrigues, primeiro pastor evangélico negro da cidade, fundador da Igreja do Evangelho Quadrangular no município; e a comovente história do Irmão Marista Maria Valeriano, criado entre os irmãos maristas do Ginásio São Gabriel, e que aos 17 anos já dava aulas de francês na escola; ingressou no Juvenato marista naquela época, mas foi descartado por causa de sua cor. Não desistiu de sua fé, e fundou escolas em São Paulo, Uruguaiana e Bagé. Somente conseguiria tornar-se irmão marista com 62 anos de idade, pela intervenção direta do Monsenhor Henrique Rech. Faleceu em 1968, como Porteiro do Retiro dos Maristas, o cargo mais honroso da congregação.

CONSCIÊNCIA NEGRA: AÇÕES MOSTRAM POLÍTICAS EM FAVOR DA IGUALDADE.

Texto: Cláudio Moreira

A cada dia 20 de Novembro, desde a instituição formal da data em 2003, o Brasil comemora o Dia da Consciência Negra, como uma ocasião para refletir sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data é uma referência à memória de Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares, principal refúgio de escravos fugitivos na Capitania de Pernambuco, que chegou a contar com 20 mil pessoas ao redor de 1670 – quase três vezes a população do Rio de Janeiro na época, com 7 mil pessoas. Zumbi, uma figura controversa que, apesar de lutar contra a escravidão dos negros, também possuía escravos, foi morto em 20 de novembro de 1695, aos 40 anos.

Atenção aos Quilombolas e ações de Igualdade Racial

Em São Gabriel, o governo municipal atua em favor do combate à desigualdade racial e com políticas públicas específicas para a população negra. A vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Karen Lannes, reforça que a pasta gestiona um amplo conjunto de ações para o atendimento da população negra, que ainda constitui a maioria do público-alvo da pasta, ou seja, as famílias socialmente vulneráveis. Além disso, é sob a responsabilidade da pasta que são feitas ações específicas para o povo negro. O Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Menino Jesus, é responsável pelo atendimento das comunidades quilombolas do interior do Município, em parceria com a Emater, através de um trabalho de conscientização de direitos e dos benefícios do Cadastro Único – Cadúnico, sistema que permite acesso aos programas sociais da União. Neste dia 25 de novembro, a equipe da Unidade CRAS Menino Jesus e os extensionistas da Emater estarão na comunidade da Caleira para um grande encontro com todas as famílias quilombolas do Município. O serviço da Secretaria de Assistência Social contempla 12 famílias quilombolas na comunidade de Von Bock, 18 no Cerro do Ouro e 20 famílias na Caleira.
A secretaria também trabalha em articulação com entidades como o Conselho Negro de São Gabriel, apoiando eventos de empoderamento da comunidade negra, como o concurso Mais Belo Negro e Mais Bela Negra, em parceria com O Bloco Bambas da Orgia, e também oferece apoio técnico ao trabalho do Conselho Municipal dos Povos de Terreiro, em favor da valorização da cultura afro-brasileira.

Educação: Ações de Conscientização e Igualdade

A Secretaria Municipal de Educação tem promovido neste mês de novembro, em todas as escolas municipais da rede fundamental, um amplo trabalho de celebração do Mês da Consciência Negra, dentro dos Temas Transversais. Em cada escola municipal, professores tem motivado a apresentação de trabalhos sobre o tema, ressaltando a importância da valorização do negro e de seu lugar na história. “É desde a idade escolar, que as crianças e adolescentes vão aprendendo a importância do respeito nas relações sociais, e sendo educadas num ambiente de tolerância, seguramente serão adultos construtores de uma sociedade mais aberta, sem preconceitos e mais feliz”, define o secretário Sildo Cabreira.
Além de um número considerável de negros dentro do quadro geral de servidores estatutários municipais, a Gestão Municipal possui também diversos negros em quadros comissionados de gestão, cooperando para o direcionamento das ações do mandato.

Negros na gestão pública: Valorização acima do Discurso

WhatsApp Image 2017-11-17 at 13.22.01

Paulo José da Silva Rosa, Diretor de Assuntos Jurídicos da Procuradoria Jurídica Municipal

Um deles é o advogado Paulo José da Silva Rosa, Diretor de Assuntos Jurídicos da Procuradoria Jurídica Municipal.
Militante do movimento negro desde a juventude, fez parte da comissão que iniciou os estudos sobre as comunidades remanescentes de quilombolas no interior do Município, batalhando pelo seu reconhecimento legal. Formado em direito, relata que o preconceito alheio nunca causou grandes problemas na sua trajetória. “Consigo me lembrar apenas de um incidente desagradável no começo de minha carreira, quando em um júri, uma magistrada queria me qualificar como réu”, assinala.
Atuando na Procuradoria Jurídica, Paulo José considera que a contribuição na gestão pública é um sinal efetivo do compromisso do governo Rossano Gonçalves com a igualdade. “O fato de eu ser ou não negro, não faz a mínima diferença para a função que ocupo. O governo realmente considera a questão do mérito, e essa postura do prefeito, numa sociedade desigual como a nossa, é extremamente importante”, salientou.
A Coordenadora Municipal de Habitação, Esmeralda Santos da Silva, é uma personalidade reconhecida da comunidade negra no Município, especialmente por sua ligação com a promoção da cultura negra, tanto no carnaval quanto em festivais internacionais. “O fato de ser negra e ser pobre nunca foi empecilho pra mim, porque sempre tive vontade de fazer a diferença. O preconceito existia, mas nunca me abateu.

WhatsApp Image 2017-11-17 at 13.29.34

Coordenadora Municipal de Habitação, Esmeralda Santos da Silva

Desde muito nova sempre tive muita vontade de estudar e consegui”, diz a servidora pública, que hoje é educadora física, gerontóloga, personal training, e nas horas vagas empreendedora individual, com comércio e venda de sopas detox para alunas. “Eu fiz questão de não entrei na faculdade pelo sistema de cotas, e passei o mesmo princípio pra minha filha, que fez Gastronomia e hoje faz Nutrição. Me recusei a usar esse recurso porque não é pelo fato de ser negra que eu seria menos inteligente ou menos capaz de conquistar minha vaga pelo mérito”, diz ela, que na sua época de estudante, foi militante do Diretório Acadêmico de Educação Física e do Diretório Central de Estudantes da Urcamp. “Fui a única negra da minha turma na faculdade, e minha filha é a única negra na turma dela. Ainda há muito caminho a percorrer, mas quando se tem persistência, todos podemos superar estes obstáculos”, assinala. Hoje, coordenando as políticas habitacionais da gestão, destaca que seu trabalho é a contribuição de uma cidadã, independente de sua cor. “No governo, nunca senti nenhum tipo de tratamento diferenciado por ser negra. Sou uma servidora, que faz o seu trabalho em favor da comunidade”, afirma.

WhatsApp Image 2017-11-17 at 13.22.56

Chefe do Setor de Fiscalização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Paulo Roberto de Oliveira

O Chefe do Setor de Fiscalização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Paulo Roberto de Oliveira, o “Paulão”, é também um ativista social com farta contribuição pessoal aos rumos do movimento negro em São Gabriel. “Dei meus primeiros passos nessa caminhada aprendendo com ativistas como Ovídio Mendes, da Pastoral do Negro da Igreja Católica, e a professora Cleusa Rodrigues, e outros com quem construímos o Conesg – Conselho Negro de São Gabriel, que foi oficialmente reconhecido por lei municipal sancionado pelo Prefeito Rossano Gonçalves, tornando-se órgão consultivo da administração pública para ações em prol da negritude”, assinalou.
Paulão, juntamente com outros ativistas da época, também deu sua contribuição ao reconhecimento oficial da União às comunidades quilombolas de São Gabriel, conforme a pesquisa liderada na época pelo professor Carlos Eduardo Gerszon de Souza, que passaram a ter o respaldo oficial do governo do Estado, através do então governador Germano Rigotto. “Com a conquista oficial do laudo antropológico, estas comunidades se credenciaram a receber conquistas das quais participamos, como o fornecimento de animais para criação de subsistência (ovelhas, galinhas, etc), ordenhadeiras e outros equipamentos que ajudaram na emancipação destas comunidades quilombolas, além da eletrificação rural”, relembra.
Para Paulão, os governos de Rossano Gonçalves foram responsáveis pelas principais conquistas em favor da dignidade do povo negro de São Gabriel. “O governo Rossano beneficiou os negros quando fez o Pronto Atendimento 24 Horas, os programas sociais voltados para a população pobre, cuja maioria é negra. Além disso, a participação dos negros na gestão pública, como é o meu caso, se dá de uma forma muito natural, fruto da postura do prefeito de valorizar principalmente a capacidade do colaborador, independente de sua cor ou condição social. Essa postura, sem dúvida, fez a diferença na vida dos negros da nossa comunidade”, ressaltou.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES APRESENTA REIVINDICAÇÕES PARA EVITAR ALAGAMENTOS NA RUA NARCISO ANTUNES.

benetti

A Associação de Moradores do Bairro Baltar está solicitando que a Prefeitura faça a remoção de parte do calçamento da Rua Narciso Antunes, num trecho de cerca de 30 metros, da esquina da Rua Bento Martins em direção a Rua Clarestino Bento. O pedido tem a ver com a série de alagamentos que aconteceram nos últimos meses em decorrência de uma obra realizada pelo Poder Público, na parte de cima do bairro, e que acaba fazendo com que a água das chuvas desça em direção a parte baixa da comunidade.
De acordo com o Presidente da Associação, Moacir Luis Benetti, quem sofre as conseqüências são os moradores de 10 residências localizadas entre as duas vias. “Como as casas estão abaixo do nível da rua, a água da chuva vai acumulando e invadindo pátios e residências. A solução é remover o calçamento existente e baixar o nível da rua”, argumentou.
A reivindicação foi entregue ao Prefeito Rossano Dotto Gonçalves, no começo deste mês, durante reunião dele com as lideranças comunitárias na Associação Comercial e Industrial (ACI).
Conforme o Presidente da Associação, o Prefeito acenou com a possibilidade de iniciar os trabalhos logo após um estudo técnico. Benetti ainda elogiou a postura do Prefeito, destacando que as principais obras, no Bairro Baltar, foram realizadas pelas gestões de Rossano. “Com certeza, ele vai olhar com atenção para o nosso pedido, pois é um político que sempre deu atenção especial para os bairros”, argumentou.
O Bairro Baltar ainda solicitou o calçamento de uma via de acesso a Bento Martins e também a limpeza de uma área que será utilizada como praça de recreação para os moradores.

DIFERENÇA NO PREÇO DA GASOLINA, EM SÃO GABRIEL, PODE VARIAR DE R$ 0,17 A R$ 0,41 DE UM POSTO PARA O OUTRO.

gasolina no buffon
O preço da gasolina deu um “salto” na quarta-feira (15/11) e, em alguns postos, aumentou, em média, R$ 0,10 do dia para a noite. O mais barato passou a vender o combustível por R$ 4,28, na BR-290 (Posto Buffon, no Restaurante Paradouro), a cerca de 5 quilômetros da cidade, uma distância que vale a pena ser percorrida se o motorista pensar que a diferença para o posto mais barato é R$ 0,17 e para o mais caro R$ 0,41.
Dentro da cidade, o Posto Conceição, próximo a Delegacia de Polícia, chegou a estar vendendo a gasolina comum por R$ 4,47 no começo desta quinta-feira e reduziu, ainda durante o dia, para R$ 4,45 o litro, passando a oferecer o melhor preço dentro do perímetro urbano. O Posto Batovi, no trevo de acesso a cidade, tem o segundo melhor preço: R$ 4,47.
A mais recente alta dos combustíveis mantém São Gabriel no pódio das campeãs dos preços altos no Rio Grande do Sul, uma realidade que o gabrielense passou a conviver nos últimos anos e, mesmo com a implantação de uma Comissão Especial para tratar do tema na Câmara Municipal de Vereadores, pouco adiantaram as ações para combater a elevação dos valores. Nos primeiros dias, até surgiram propostas e medidas de algumas empresas, mas com o passar do tempo, os valores começaram a subir e a elevação recolocou o Município no topo dos mais caros do Estado.
Para alento dos gabrielenses, a Petrobras anunciou também nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro, que o preço da gasolina será reduzido nas refinarias de todo o país a partir da zero hora de sexta-feira (17/11). De acordo com nota divulgada pela empresa, o preço da gasolina terá redução de 0,38%. A última alteração foi registrada na quarta-feira (15), quando os preços tiveram alta de 0,3%.
Desde o início de novembro, esta é a quarta redução anunciada pela Petrobras no preço da gasolina. O combustível também registrou sete altas no mesmo período. No acumulado para os 17 primeiros dias do mês, o preço da gasolina nas refinarias registra queda de 3,7%.
O sobe e desce de preços do produto nas refinarias faz parte da nova política da estatal de acompanhar as oscilações das duas commodities no mercado internacional, onde as atualizações de preço são quase diárias. Em seu site, a estatal afirma que a política de preços “tem como base o preço de paridade de importação, que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos nossos principais concorrentes para o mercado”.
A participação da companhia no mercado interno é analisada para determinar manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. Anunciado no final de junho, o modelo de reajuste de preços visa dar mais autonomia para a área técnica de marketing e comercialização da estatal. As alterações podem ser realizadas se os reajustes acumulados estiverem, na média Brasil, dentro de um intervalo de 7% para mais ou menos estabelecido pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços.
Para a Petrobras, a mudança contribui para uma maior aderência dos preços no mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo. Além disso, ajudaria a competir de maneira mais ágil e eficiente, recuperando parte do mercado que a empresa vinha perdendo para derivados importados.

  • Veja A Notícia OnLine no FACEBOOK