DEPUTADOS OCUPAM MESA DOS TRABALHOS DO PLENÁRIO DA CÂMARA.

Deputados da oposição subiram na Mesa Diretora do plenário da Câmara para pedir o encerramento da sessão. Opositores protestavam contra a reação da polícia à manifestação. Parlamentares do PT, PDT, PSOL e Rede e ficaram ao lado do 2º vice-presidente da Câmara, deputado André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão. Opositores gritam palavras de ordem contra o governo como “Fora Temer” e “O povo quer votar diretas já”.

Deputados da base aliada reagiram com protesto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Lula na cadeia”, gritaram parlamentares da base. “Chama a segurança para tirar esses arruaceiros daí”, disse o líder do PP, Arthur Lira (AL). Os deputados estavam em uma sessão de debates, mas estava prevista na pauta da Casa para esta quarta a votação de MPs.

PROTESTOS EM BRASÍLIA TEM CONFRONTO ENTRE MANIFESTANTES E POLICIAIS.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal divulgou um boletim informando que quatro pessoas foram detidas pela polícia na manifestação que reuniu cerca de 35 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar. De acordo com a Secretaria, o tumulto começou quando manifestantes tentaram invadir “o perímetro de segurança restrito previsto no Protocolo Integrado Tático (PrTI), mas foram contidos pela Polícia Militar, que usou progressivamente a força”.
As detenções, ainda segundo a secretaria, foram por porte de entorpecentes e porte de arma branca. Os quatro foram encaminhados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE).
A polícia soltou bombas contra os manifestantes, que participavam da marcha das centrais sindicais. A jornalista Gisele Oliveira, da TV Brasil, foi levada a um hospital com estilhaços de bombas na perna. Há também informações sobre um outro jornalista atingido no pé. O boletim policial informa que um dos manifestantes “ao tentar atingir um policial militar com um rojão, teve ferimento na mão devido à explosão”. O ferido foi socorrido por outros manifestantes. O Corpo de Bombeiros fez até há pouco dois atendimentos, entre eles um policial.

MANIFESTANTES ATEIAM FOGO E DEPREDAM MINISTÉRIOS APÓS TUMULTO EM BRASÍLIA.

A área entre os ministérios da Justiça, dos Transportes e de Minas e Energia virou um campo de batalha na Esplanada dos Ministérios, com confronto entre a Polícia Militar e manifestantes, que atearam fogo ao menos no prédio do Ministério da Agricultura. Os prédios do Ministério de Minas e Energia, do Planejamento, da Fazenda, do Turismo e o Museu da República, que ficam na Esplanada, foram depredados.
O presidente Michel Temer autorizou a autação das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios.
A Tropa de Choque da PM foi também acionada e entrou na sede do Ministério da Agricultura. O fogo atingiu ao menos o auditório onde ocorrem as entrevistas do ministro Blairo Maggi (PP-MS). Quadros da galeria de fotos de ex-ministros foram destruídos.
A Casa Civil da Presidência da República determinou a liberação de todos os funcionários que trabalham na Esplanada. Os prédios foram esvaziados.

TEMER ACIONA TROPAS FEDERAIS PARA PROTEGER PLANALTO E MINISTÉRIOS APÓS VANDALISMO.

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O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quarta-feira (24/05) que o presidente Michel Temer decretou a “ação de garantia da lei e da ordem” e, com isso, tropas federais passarão a reforçar a segurança na região da Esplanada dos Ministérios.
Enquanto Jungmann fazia o anúncio, manifestantes ocupavam a Esplanada dos Ministérios para pedir a saída do presidente Michel Temer do governo.
O decreto assinado por Temer foi publicado em uma edição extra do “Diário Oficial da União” e prevê o emprego das Forças Armadas entre 24 e 31 de maio. A ordem é assinada pelo presidente, por Jungmann e pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen.
“O senhor presidente [Michel Temer] decretou, por solicitação do senhor presidente da Câmara [Rodrigo Maia], a ação de garantia da lei e da ordem”, disse Jungmann.
Raul Jungmann não respondeu a perguntas de jornalistas, mas acrescentou que a manifestação na Esplanada dos Ministérios estava prevista como pacífica, mas “degringolou na violência, no vandalismo, no desrespeito, na agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas”.
Logo após o pronunciamento de Jungmann, deputados da oposição começaram a criticar no plenário da Câmara a convocação das Forças Armadas. Houve confusão e um empurra-empurra generalizado. A sessão chegou a ser suspensa.
Então, o presidente da Câmara decidiu falar sobre o assunto no plenário e chamar líderes ao seu gabinete para explicar o que ocorreu. “Eu pedi o apoio das Forças Nacionais, sim. Agora, qual foi o instrumento que ele [Raul Jungmann] usou foi uma decisão do governo”, disse Maia.
Ele também justificou o seu pedido. “Agora, de fato, o ambiente na Esplanada era grave e, para garantir a segurança tanto dos manifestantes quanto daqueles que trabalham na Esplanada e no Congresso, eu fui ao presidente que a Força Nacional pudesse colaborar neste momento junto com a Polícia do Distrito Federal.”
Mais cedo, durante a sessão da Câmara, já havia ocorrido outro episódio com muita gritaria, troca de empurrões e acusações entre parlamentares contra e a favor do governo Temer.

REPERCUSSÃO
A decisão de Temer foi criticada por deputados e senadores de oposição e até mesmo da base aliada do presidente. O decreto também repercutiu no Supremo Tribunal Federal.
“Voto um pouco preocupado com o contexto, e espero que a notícia não seja verdadeira. O chefe do Poder Executivo teria editado decreto autorizando uso das Forças Armadas no Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio”, disse o ministro do STF Marco Aurélio Mello.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu uma reunião conjunta do Congresso para que os parlamentares discutissem e sustassem o decreto de Temer. Mas a convocação foi rejeitada por Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado.
“Manifestação, repressão, black blocks é polícia que resolve. Chamar as Forças Armadas num momento grave da vida nacional. Isso é um crime de lesa-pátria, isso sim é que é contra a Constituição”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues.

ENTENDA A GLO
Realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, as missões da garantia de lei e ordem (GLO) ocorrem nos casos em que há, segundo o Ministério da Defesa, “o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem”.
Ainda de acordo com o ministério, nessas ações, as Forças Armadas “agem de forma episódica, em área restrita e por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições”.
De acordo com o manual de aplicação da GLO publicado pelo governo em 2014, para a Copa do Mundo, o foco de atuação é contra os chamados Agentes de Perturbação da Ordem Pública (APOP), e “ameaças”.
Ainda segundo este manual, APOP “são pessoas ou grupos de pessoas cuja atuação momentaneamente comprometa a preservação da ordem pública ou ameace a incolumidade das pessoas e do patrimônio”.
Por “ameaças”, acrescenta, entende-se “atos ou tentativas potencialmente capazes de comprometer a preservação da ordem pública ou ameaçar a incolumidade das pessoas e do patrimônio”.
Leia abaixo a íntegra do pronunciamento do ministro Raul Jungmann:
Boa tarde a todos e a todas,
Incubiu-me o senhor presidente da República, em companhia do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, comunicar aos senhores o seguinte:
Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas também levando em conta, fundamentalmente, que uma manifestação que estava prevista como pacífica, ela degringolou na violência, no vandalismo, no desrespeito, na agressão ao patrimônio público, na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados e que estamos garantindo neste momento a sua evacuação, o senhor presidente da República decretou, por solicitação do senhor presidente da Câmara, uma ação de garantia da lei e da ordem.
Neste instante, tropas federais já se encontram aqui neste palácio, no Palácio do Itamaraty e, logo mais, estão chegando tropas para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes.
O senhor presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável a baderna, que é inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar o processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito às instituições.
Era isso que tínhamos de dizer aos senhores e às senhoras, muito obrigado pela atenção.

POLICIAIS CONTRA POLICIAIS: CONFRONTO NA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS.

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Policiais e manifestantes entraram em confronto na tarde desta quarta-feira (24/05) na Esplanada dos Ministérios. Mais de 25 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), estavam no local para protestar contra as reformas propostas pelo governo federal e pedir a saída do presidente Michel Temer.
WhatsApp Image 2017-05-24 at 15.17.00De acordo com a Ugeirm, 80 policiais do Rio Grande do Sul participaram dos protestos. A Associação dos Policiais Civis de São Gabriel (Apocisg) também foi representada por quatro policiais: Jaques, Cintia, Gislaine e Francelle.
Pelo menos cinco pessoas ficaram feridos. Duas policiais tiveram lesões nos pés e braços. A confusão começou quando manifestantes que estavam próximos à Alameda das Bandeiras, em frente ao gramado do Congresso Nacional, derrubaram grades que isolavam o local. A polícia então respondeu lançando bombas de efeito moral e gás de pimenta no grupo. Em seguida, os participantes do protesto passaram a lançar pedaços de madeira, pedras, garrafas e outros objetos contra a polícia. Eles também gritam palavras de ordem contra a PM.

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VICE-PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA PARTICIPA DE SESSÃO LEGISLATIVA EM SÃO GABRIEL.

visita vice da assembleia
A Deputada Estadual Liziane Bayer, do PSB, participou da Sessão Legislativa que aconteceu na manhã de segunda feira (22/05), na Câmara de Vereadores de São Gabriel. Como Vice Presidente da Assembleia Legislativa, a deputada está visitando as cidades da região central e fronteira oeste buscando reforçar o compromisso do Parlamento Estadual com os municípios. Liziane veio a São Gabriel a pedido do Vereador Rossano Farias.
Durante o encontro, a deputada falou sobre a importância da presença do Deputado Estadual próximo das comunidades. “É no município que a vida acontece, que os problemas se solucionam. O vereador é quem escuta diretamente as necessidades das pessoas e apresenta um feedback imediato para a população”, afirmou Liziane Bayer.
Buscando reforçar o novo modelo de gestão que a Assembleia Estadual vem adotando, a deputada informou que o seu gabinete esta a disposição para atender diretamente as necessidades dos municípios. “Eu gostaria de dizer que no meu gabinete na Assembleia existe uma extensão dos gabinetes dos senhores vereadores. Eu sou uma pessoa que trabalha, não para um partido político, mas para pessoas que querem fazer a boa política”, ressaltou.
Durante visita a região central e fronteira, Liziane esteve nas cidades de Camaquã, Piratini, Pinheiro Machado, Bagé, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Quaraí, Itaqui, Uruguaiana e São Gabriel. A Parlamentar recebeu o termo de agradecimento pela presença das mãos do Presidente da Câmara, Claudiomiro Borges.

VEREADOR ORGANIZA ENQUETE PARA SABER A OPINIÃO PÚBLICA SOBRE O ESTACIONAMENTO ROTATIVO.

enquete

Uma enquete, organizada pelo Vereador Rossano Farias, do PSB, tem o propósito de revelar a opinião dos gabrielenses sobre a implantação do estacionamento rotativo em São Gabriel. O projeto chegou ao Poder Legislativo na manhã de terça-feira (23/05) e deverá entrar em discussão na próxima sessão legislativa, na quinta-feira.
Numa rede social, o vereador pergunta se o gabrielense é contra ou favor do estacionamento pago.
As opiniões divergem. A maioria das pessoas contra o projeto residem na zona afetada pela área azul e alegam não terem garagens residenciais. Por isso, terão que pagar para manter o carro na frente de casa ou optarem por alugar garagens particulares.
As pessoas a favor do projeto retratam os problemas relacionados pela Administração Municipal como justificativa para a apresentação do rotativo, como falta de vagas de estacionamento, dificuldades de trafegabilidade e casos de pessoas que estacionam pela manhã e retiram o veículo somente no final da tarde.

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