POLICIAL MILITAR QUE MATOU SEM TERRA VAI A JÚRI POPULAR NESTA QUINTA-FEIRA.

desocupação da Southall

Crime aconteceu em 2009 durante reintegração de posse da Fazenda Southall (Estância do Céu), no interior de São Gabriel. (Foto-Fernando Ramos)

ELTON BRUMA 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre realiza, nesta quinta-feira (21/09), o júri popular do policial militar Alexandre Curto dos Santos. Ele matou, com um tiro pelas costas, o trabalhador rural Sem Terra Elton Brum da Silva durante operação de desocupação da Fazenda Southall (Estância do Céu) em agosto de 2009. Oito anos após o crime, Curto vai a julgamento acusado por homicídio qualificado, ou seja, por impossibilitar a defesa da vítima. O réu ainda não foi preso.
O júri terá início às 9h30, no 5º andar do Foro Central I, e será presidido pelo Juiz Orlando Faccini Neto. A família de Elton (sua filha, a viúva e seu pai) e alguns militantes do MST vão acompanhar o julgamento. Outros farão vigília e intervenções pacíficas nas ruas próximas ao Foro. A ideia, segundo o MST, é denunciar à população os assassinatos ocorridos na luta pela terra. Conforme o Tribunal de Justiça, o júri popular será composto por sete jurados escolhidos por sorteio. Eles acompanharão os depoimentos, a apresentação das provas e dos debates. Após, votarão se consideram o réu culpado ou inocente. Se condenado, a pena varia de 12 a 30 anos de prisão.
Segundo o advogado Emiliano Maldonado, o julgamento popular do policial militar acontece na Capital gaúcha depois de uma larga tramitação processual, decorrente de uma série de medidas protelatórias por parte do réu, e da necessidade de desaforar o processo da Comarca de São Gabriel em busca de um julgamento imparcial.
“Quase uma década depois, a família de Brum segue aguardando que o Poder Judiciário faça justiça e condene o policial militar responsável pelo homicídio qualificado”, comentou o advogado.

O CRIME
O assassinato de Elton Brum da Silva ocorreu em 21 de agosto de 2009, durante uma reintegração de posse da Fazenda Southall. Brum, na época com 44 anos de idade, deixou a esposa viúva e uma filha menor de idade.
A morte do Sem Terra ocorreu a queima roupa, com um tiro pelas costas de espingarda calibre 12, disparado por Alexandre Curto dos Santos. Na época, o policial militar atuava no Pelotão de Operações Especiais do 6° Regimento de Polícia Montada (RPMon) do município de Bagé. Durante o processo, Curto assumiu ter sido o autor do disparo.
O comando da BM teria recomendado aos policiais prudência e o uso de munição não-letal. O disparo fatal, no entanto, foi efetuado com munição real, a curta distância e pelas costas, ou seja, tornando impossível a defesa da vítima. Conforme os advogados da assistência da acusação, “é expressamente proibido pelos regulamentos internos da polícia, por ordenamento jurídico e pelos tratados internacionais a utilização de munição letal durante a realização de despejos forçados de famílias e movimentos sociais”. O policial militar alegou ter agido em legítima defesa e ter trocado acidentalmente sua arma com a de um colega, que possuía a munição letal.
No ano passado, o Estado do RS foi condenado a indenizar a família de Brum, por danos morais, e com uma pensão de um salário mínimo regional à filha até a sua maioridade. Porém, passados mais de oito anos do assassinato, a mãe, a filha e o pai da vítima ainda aguardam o pagamento por precatório.
Hoje, parte da Fazenda Southall foi desapropriada para assentar famílias acampadas no Estado. A área onde Brum foi morto recebeu o nome de Assentamento Conquista do Caiboaté e atualmente abriga 225 famílias.

Anúncios

MAIS DE 50 CRIMES: SINDICATO DENUNCIA CRIMINALIDADE NOS ASSENTAMENTOS DE SÃO GABRIEL.

Mais de 50 crimes atendidos pela Polícia Civil, entre janeiro de 2016 e junho deste ano, estão relacionados a ocorrências registradas dentro de assentamentos da reforma agrária em São Gabriel. O levantamento – feito pelo Departamento de Segurança Rural do Sindicato – foi divulgado pela entidade na última sexta-feira (15/09), e leva em consideração números fornecidos pela Polícia Civil da cidade.
No total, foram 54 crimes que aconteceram dentro dos assentamentos rurais. A denúncia foi divulgada pelo presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e vice-presidente da Farsul, Tarso Teixeira, e revela que, dentro das comunidades, casos de abigeato (que é um dos mais comuns na zona rural), pouco acontecem. O maior problema é a violência mesmo, com ameaças e lesão corporal, que totalizam 23 casos.
As ocorrências registradas em assentamentos são muito variadas e vão desde furto de aparelho celular a homicídio, passando por lesões corporais culposas, ameaças, abigeato, furto qualificado e crimes relativos á Lei Maria da Penha, em grande parte motivados pelo consumo de bebidas alcoólicas.
“Quando estes assentamentos foram instalados no ano de 2008, alertamos para o fato de que a criminalidade iria aumentar, contaminando também o modo de vida urbano. Hoje, esta é uma triste realidade”, assinala Tarso Teixeira.
Os dados foram fornecidos pelo delegado de Polícia Fábio Ferreira Miguez, que atuou em São Gabriel durante as férias do titular da DP local, José Enilvo Bastos. “A sub-notificação faz inferir que os números, na realidade, sejam ainda maiores”, destacou Tarso Teixeira.
CRIMES REGISTRADOS EM ASSENTAMENTOS
– 2016 e 1º SEMESTRE 2017

POR ASSENTAMENTO:
Conquista do Caiboaté – 25 ocorrências
Itaguaçu – 9 ocorrências
União pela Terra – 4 ocorrências
Novo Horizonte – 6 ocorrências
Cristo Rei – 5 ocorrências
Zambeze – 2 ocorrências
Guajuviras – 2 ocorrências
Santa Verônica – 1 ocorrência.

POR TIPO DE CRIME:
Ameaça: 15
Lesão corporal culposa: 08
Entrega de Direção a Pessoa Inabilitada: 03
Embriaguez confirmada – etilômetro: 03
Injúria: 03
Dano ao Patrimônio: 02
Vias de Fato: 02
Perturbação do Sossego Público: 02
Desobediência e Resistência: 02
Homicídio doloso com prisão em flagrante: 01
Posse de Entorpecentes: 01
Abigeato: 01
Crimes contra a Fauna: 01
Apreensão de animais: 01
Furto qualificado: 01
Violação de Domicílio: 01
Posse Irregular de arma de fogo: 01
Furto de telefone celular: 01

BRIGADA MILITAR REFORÇA POLICIAMENTO EM PONTOS ESTRATÉGICOS DA CIDADE.

Brigada militar reforça policiamento - blog

Ponto de Referência Comunitária na Praça Dr. Fernando Abbott (horário bancário)

O Comando da Brigada Militar implantou um novo sistema de distribuição do efetivo para melhorar o atendimento e dar resposta imediata aos chamados de ocorrências. A nova forma de trabalho já pode ser vista nas ruas de São Gabriel, com policiais em pontos estratégicos e em horários de movimentação no comércio.

“Fazer mais, com menos”. A frase é do comandante interino do Esquadrão de São Gabriel, Tenente Adriano Veras, que anunciou, na segunda-feira, reforço de policiamento em pontos considerados pela inteligência da Polícia Militar estratégicos dentro do raio de ação que compreende os bairros e o centro da cidade.

Na prática, o número de policiais continua o mesmo. O que mudou foi a forma de operar, principalmente, na área central. De acordo com o comandante, a Brigada Militar criou quatro Pontos de Referência Comunitária (PRC).

O primeiro ponto está localizado na Praça Dr. Fernando Abbott, entre o Calçadão de São Gabriel e a sinaleira da Duque de Caxias com General Mallet. Uma equipe permanecerá neste ponto durante o horário de banco. “A equipe só não estará neste ponto, durante estes horários, quando tiver que atender a alguma ocorrência”, explica Veras.

A Brigada Militar também definiu Pontos de Referência na Estação Rodoviária, na entrada da cidade e no DEC da Praça Tunuca Silveira.
“As viaturas estarão nestes pontos em horários distintos, dando preferência ao PRC da Praça Dr. Fernando Abbott, durante o horário bancário”, argumenta.

Junto com as novas medidas, o Comando da Brigada Militar mantém as operações que já fazem parte do cronograma, como Avante, focando abordagens e combatendo a criminalidade com ações de repressão e de desarmamento da população que anda armada ilegalmente.

CÂMERAS JÁ AUXILIAM A POLÍCIA NA IDENTIFICAÇÃO DE BANDIDOS.

VIDEOMONITORAMENTO NA POLICIA

Com auxílio das câmeras, polícia identifica responsável por furtos

A Polícia Civil identificou, na última terça-feira (12/09), o responsável por uma série de ataques a pontos comerciais na madrugada de segunda-feira. De acordo com os policiais, o responsável pelos furtos – incluindo um televisor e vários outros objetos, é um adolescente interno do Abrigo Municipal. O aparelho foi localizado no interior do prédio onde funciona o abrigo. Outros produtos ainda não foram achados.
O menor foi identificado através de uma câmera instalada em uma das empresas atacadas e que participa do projeto São Gabriel Mais Segura. A Polícia Civil passou a ter acesso as imagens captadas por 39 câmeras integradas ao Projeto na terça-feira. No mesmo dia identificou o responsável pelos furtos. O resultado foi imediato.
A Polícia acessa o programa através de um login e senha fornecidos pela Empresa Qualitec, que é a responsável por manter a plataforma em funcionamento e inserir novas câmeras no sistema.
Na prática, o projeto já está em funcionamento, mas apenas com a Polícia Civil integrada. Questões burocráticas ainda não permitiram que a Brigada Militar pudesse ter acesso a login, senha e equipamentos para estruturação de uma base de monitoramento no Esquadrão.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) deve formalizar, nos próximos dias, um documento autorizando o comando da BM de São Gabriel a receber dois monitores (de 42 polegadas), adquiridos pelo Poder Legislativo, e um computador, doado pelo comércio. A internet será fornecida pela empresa SGNet.

VIDEOMONITORAMENTO NA QUALITEC

Márcio Saraiva, proprietário da Qualitec, explica como vai funcionar o sistema de videomonitoramento em São Gabriel. Hoje, o sistema já tem 39 câmeras

COMO FUNCIONA?

Com uma meta de chegar a 100 câmeras, o empresário Márcio Saraiva, proprietário da Empresa Qualitec e idealizador do projeto São Gabriel Mais Segura, revela que o interesse do monitoramento é ampliar a sensação de segurança na cidade e inibir o crime. Num segundo momento, havendo o crime, as imagens serão utilizadas para auxiliar na identificação de bandidos. Cada câmera instalada custa R$ 49 mensais para o cliente.
A resposta é imediata. Com a base funcionando na Brigada Militar, a polícia terá acesso a tudo que acontece na região de cobertura de forma instantânea. “Isso vai aumentar o poder de resposta da polícia”, argumenta o empresário.
As imagens ficarão gravadas em uma nuvem e disponíveis para acesso por um período de sete dias. “Só quem terá acesso a todas as câmeras, serão os policiais (Polícia Civil e Brigada Militar). As pessoas terão acesso as imagens da sua câmera apenas”, explica.

MODALIDADES
Mas também existe a possibilidade de ser formado um grupo, onde, os moradores de uma rua ou quadra poderão compartilhar as imagens entre eles: essa modalidade está sendo chamada de “Vizinhança Colaborativa”.
As câmeras poderão ser acessadas, também, de um telefone celular através de um aplicativo. Mesmo a distância, o morador poderá visualizar as imagens e, identificando algo suspeito, encaminhar um sinal de alerta para a Brigada Militar. Junto com o sinal vai o endereço e o telefone do proprietário.

ZONA RURAL
O monitoramento poderá chegar ao interior do Município, desde que haja interesse dos produtores rurais ou moradores da zona rural. O projeto prevê a colocação de postes com câmeras e internet para transmissão ao vivo. A ideia é cobrir as principais estradas, influenciando diretamente nos trabalhos de combate aos crimes rurais, como abigeato.
O projeto ainda terá maiores investimentos, mas dependerá da participação de empresas ou de grupos empresariais ou pessoais. Essa segunda parte tem a ver com o cercamento eletrônico, que prevê a utilização de câmeras potentes (por tanto, mais caras), chamadas de speed domes, capazes de cobrir um ângulo de 360º. São câmeras que possuem um dispositivo mecânico para controlar posicionamento, que pode ser feito através de mesa controladora, por internet PTZ ou por programação automática.
A ideia é colocar seis câmeras deste tipo em pontos estratégicos, como BR-290, trevo de acesso a cidade e pontos de acesso ao interior.

COMO TUDO ACONTECEU
De uma reunião com o delegado de polícia, realizada na primeira quinzena de julho na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a questão envolvendo investimentos em segurança pública ganhou uma nova dimensão entre a classe empresarial de São Gabriel.
Vítimas da ação de bandidos – com ataques a vitrines, furtos e até tentativas de assalto, as empresas da cidade mostraram-se frágeis quando a Polícia Civil necessitou de maiores informações para instalar uma linha de investigação. A necessidade de imagens – que pudessem auxiliar na identificação dos criminosos – foi apresentada pelo delegado de polícia, José Soares Bastos, como uma das prioridades para o Município. O videomonitoramento, segundo ele, é vital para a polícia, assim como também inibe a ação criminosa.
Do debate surgiram propostas. A direção da CDL anunciou, na semana passada, a elaboração de um projeto de implantação de videomonitoramento nas ruas da cidade.
O projeto foi apresentado pelo presidente e vice do CDL João Custódio Moure e Elisandro Ribas, ao prefeito Rossano Gonçalves, do PDT, no seu Gabinete. O encontro ainda teve a presença do presidente do Poder Legislativo, vereador Claudiomiro Borges da Silveira, do PR, da secretária de Indústria e Comércio Juliana Medeiros, do delegado de Polícia Civil José Soares Bastos, e do comandante do 4º Esquadrão da Brigada Militar, capitão Rafael Assis Brasil.
A proposta foi novamente apresentada em julho desta vez, na Câmara Municipal de Vereadores durante a sessão legislativa.
O projeto de Monitoramento Colaborativo (São Gabriel Mais Segura) é uma iniciativa do CDL que pretende instalar câmeras de monitoramento por adesão do empresariado, associados do CDL e pessoas da comunidade que queiram aderir à causa, mediante uma taxa mensal de R$ 49, mantendo as câmeras em funcionamento através de um sistema integrado sob gestão da BM e Polícia Civil.
A empresa de videomonitoramento do empresário Márcio Saraiva, associada do CDL, é a responsável por montar a plataforma e garantir o funcionamento das câmeras, com armazenamento de sete dias de gravação.

CASO BENTO: ADVOGADOS USARÃO LAUDO, QUE APONTA A EMBRIAGUEZ DE PM, EM DEFESA DE CLIENTE.

giovani morback

Giovani Castro Morback está entre os acusados presos em janeiro

Perto de completar 9 meses, a morte do PM Bento Júnior Teixeira Borges voltou a ser discutida em São Gabriel. Nem mesmo a primeira audiência (quando foram ouvidas 17 testemunhas de acusação), no final do primeiro semestre, chamou tanto atenção quanto o laudo de exames toxicológicos e de álcool divulgado, nesta terça-feira (12/09), pelo advogado Tiago Machado Battaglin, responsável pela defesa de um dos acusados. O documento – solicitado por ele e pelo Ministério Público – revela que o policial estava embriagado no momento do confronto com os responsáveis por sua morte.

WhatsApp Image 2017-09-13 at 17.43.20

Tiago Battaglin

Conforme o resultado do laudo, Bento tinha 6,8 decigramas de álcool etílico por litro de sangue no organismo. O exame foi feito pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) de Porto Alegre e foi anexando ao processo. Não foi constatada nenhuma substância ilícita.
“Não era um policial fazendo uma abordagem. Era um bêbado portando uma arma. Em qualquer outra circunstância, no trânsito, essa quantidade de álcool já seria crime. O resultado do exame vem corroborar com a tese de que ele não tinha noção do que estava fazendo”, argumentou o advogado.
Battaglin – que atua em parceria com o advogado Gustavo Teixeira Segala – defende o acusado Giovani Castro Morback, que aparece nas imagens das câmeras de vigilância do Posto Batovi atirando uma garrafa e um galão de gasolina contra o policial. Ela ainda dá uma rasteira em Bento e, no final das imagens, é flagrado chutando o carro da vítima.

WhatsApp Image 2017-09-13 at 17.41.31

Guilherme Teixeira Segala

O advogado busca desqualificar a acusação de homicídio que pesa sobre o seu cliente. Battaglin alega que Morback agiu em defesa do amigo (o adolescente João Gabriel Ferraz da Silva, morto pelo policial com três tiros) e que ele não teria participado das agressões que resultaram no assassinato do PM.
“Ele não tinha a intenção de matar e nem aderiu a conduta, de outros, de querer matar”, argumenta.

A ARGUMENTAÇÃO
A defesa de Morback deverá ainda expor as condições da vítima no momento do confronto. O advogado é enfático ao afirmar que o estopim de tudo “foi o envolvimento de uma pessoa embriagada”. Na análise dele, Bento teve o raciocínio afetado pelo efeito do álcool.

ENTENDA O CASO
A Polícia Civil de São Gabriel concluiu na primeira semana de janeiro o inquérito sobre a morte do policial militar Bento Júnior Teixeira Borges, de 36 anos, agredido por um grupo de pessoas em uma briga no estacionamento do Posto Batovi. O policial estava de folga e tentou acabar com o conflito, mas terminou sendo espancado por integrantes do chamado Bonde do João de Barro.
Na briga, o policial militar matou um adolescente de 16 anos – João Gabriel Ferraz da Silva, esfaqueou um dos agressores – Silvio Jobim D’Ávila, de 36 anos e baleou um terceiro elemento, identificado como sendo Alisson de Quadros Fagundes, de 19 anos.
De acordo com o delegado de polícia José Soares Bastos, responsável pelas investigações, todos os envolvidos foram indiciados por homicídio qualificado e dano ao patrimônio (em relação ao carro do soldado que foi depredado), além de corrupção de menores no caso dos adultos.
Depois da conclusão do inquérito, a Polícia ainda prendeu mais dois envolvidos. No total, foram identificadas 19 pessoas. A Polícia Civil concluiu a prisão de 10 maiores de idade e a apreensão de nove adolescentes. Sete foram encaminhados para a Fundação de Atendimento Socioeducativo (FASE) de Santa Maria. Duas meninas apreendidas, uma delas aparece várias vezes agredindo o PM e quebrado o automóvel, foram levadas para a Fase de Porto Alegre. Os maiores de idade foram encaminhados para o Presídio Estadual de São Gabriel.

PROCEDIMENTOS

A conduta de dois PMs foi analisada pelo Comando da Brigada Militar a fim de apurar se houve ou não omissão dos policiais que aparecem nas imagens das câmeras de vigilância (incluindo o que gravou vídeo da violência em um aparelho de telefone celular).
Os dois PMs prestaram depoimentos à BM, que, na época, tinha até o final de fevereiro para concluir o Inquérito Policial Militar (IPM). Além disso, foi aberta uma sindicância especial para apurar a conduta do policial morto. Na prática, o resultado poderia garantir ou não aposentadoria integral à mulher do PM, além de uma promoção póstuma para a vítima e uma condecoração por ato de bravura.
Para a Polícia Civil, o PM que filmou as agressões disse que o grupo estava em maior número e alegou que não estava armado. “Ele disse que temeu pela sua segurança e da companheira, motivos para não ter ajudado o colega”, relatou o delegado Bastos.
O outro PM disse que não puxou a arma para evitar uma “chacina”. Se tivesse atirado, teria que ter matado uns quantos ou ter morrido. Ele optou por sair do local.
Os resultados, tanto do IPM quanto da Sindicância, não foram divulgados.

MENOR TEVE PARTICIPAÇÃO DIRETA, APONTA INVESTIGAÇÃO

Depoimentos de envolvidos no crime confirmam que o menor João Gabriel teria sido uns dos primeiros a agredir o policial. Na imagem das câmeras de segurança do Posto Batovi, o adolescente aparece atingindo o PM Bento e logo depois sai correndo. Ele é perseguido e baleado.
As imagens (que não são as mesmas divulgadas em redes sociais) são mais definidas e mostram um ângulo aberto do local do crime. Nelas, aparece o princípio das discussões, a participação de todos os identificados no crime e a presença dos PMs de folga. É bem claro também os disparos efetuados pelo PM e o momento em que ele pega o facão, que fica ao lado do adolescente João Gabriel (caído), e atinge Silvio Jobim D’Ávila, que também lhe atacava.
Por cerca de 10 minutos, o grupo segue se revezando em agressões ao PM caído e desacordado e momentos de depredação ao veículo dele, parado próximo as bombas de gasolina.

PREFEITO, VEREADORES E DIREÇÃO DA CDL DEBATEM SEGURANÇA ELETRÔNICA EM PORTO ALEGRE.

reunião com cesar schirmer

Reunião sobre segurança aconteceu em Porto Alegre – Foto: Graciele Freitas

O secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, recebeu, nesta quarta-feira (06/09), representantes do município de São Gabriel para debater o sistema de videomonitoramento em atividade na cidade. O modelo foi criado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em parceria com empresários locais. Atualmente, 40 câmeras estão em funcionamento em diferentes locais. O encontro contou com a presença dos deputados Missionário Volnei e Gerson Burmann; do Prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves; dos vereadores Claudiomiro Borges da Silveira, Cilon Lisoski e Vagner Aloy; além do presidente da CDL, João Custódio Moure.
Schirmer elogiou o sistema que pode reduzir significativamente o número de crimes no município. Segundo ele, é importante que os sistemas implantados nas cidades sejam compatíveis entre si para haver comunicação entre as câmeras. A meta do governo é cercar eletronicamente todo o Estado, em um ano e meio. O secretário disse, ainda, que a padronização dos aparelhos é uma das vertentes do Sistema de Segurança Integrada do Rio Grande do Sul (SIM/RS), implantado em abril deste ano pelo Executivo.
O prefeito de São Gabriel, Rossano Dotto Gonçalves, reconheceu o interesse em aderir ao SIM/RS e ressaltou que, em um primeiro momento, a intenção é liberar o acesso às imagens para a Brigada Militar e Polícia Civil.
“Pela tecnologia aplicada, através da internet, é possível acessar os vídeos de qualquer lugar, em tempo real, apenas utilizando informações de usuário e senha”, explicou.
As imagens gravadas ficam disponíveis por até sete dias.
Também nesta quarta-feira, a delegação gabrielense conheceu o Departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria da Segurança, onde servidores monitoram 540 câmeras espalhadas pela Capital e Região Metropolitana. As câmeras funcionam de maneira ininterrupta e são supervisionadas pela equipe de operadores, composta exclusivamente por policiais.
No final do encontro, ficou acertada uma nova reunião nos próximos meses para tratar de questões técnicas e legais para a integração do modelo utilizado em São Gabriel com o sistema de segurança público do Estado.

POLÍCIA INVESTIGA INCÊNDIO CRIMINOSO NA LOJA DA VIVO.

PERÍCIA FEITA NA LOJA DA VIVO

Perícia foi feita no final da manhã desta quarta-feira

SEDE DA LOJA VIVO QUEIMADA

Loja foi atacada durante a madrugada, por volta de 3 horas

A Polícia Civil de São Gabriel investiga um “ataque” a loja da Vivo no centro de São Gabriel. A sede da empresa, localizada na Rua General Mallet, foi incendiada. Os policiais trabalham com duas linhas de investigação: tentativa de arrombamento e incêndio criminoso. No local, a Brigada Militar – que atendeu a ocorrência na madrugada desta quarta-feira (06/09) – encontrou canos de cobre que podem ter sido usados para colocar combustível no interior da sala.
O incêndio foi controlado por equipes do Corpo de Bombeiros, que tiveram que quebrar o vidraça para terem acesso ao prédio.
Uma equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Maria concluiu o levantamento pericial no final da manhã desta quarta-feira. A Polícia Civil deve analisar, também no dia de hoje, imagens de câmeras de vigilância de empresas localizadas na Rua General Mallet.

  • Veja A Notícia OnLine no FACEBOOK