GABRIELENSE DESENVOLVE DOCUMENTÁRIO QUE RETRATA VÁRIAS VERSÕES DO ACORDEOM.

26678180_521280191579691_5997500176791312022_o

O acordeonista gabrielense, Edilberto Bérgamo, lançou um documentário que aborda as diferenças musicais entre acordeonistas e seus acordeons, suas peculiaridades e sotaques que formam o “idioma” dos seus instrumentos. O projeto – dividido em entrevistas com alguns dos mestres do instrumento no Estado e com exibição pelo canal do músico no youtube (Idioma de Cordeona) – está em seu segundo capítulo e apresentará algumas das referências da gaita de botão e piano e também o surgimento de novos gaiteiros, alguns que já despontam no cenário gaúcho como grandes revelações.
O projeto Idioma de Cordeona apresentará as diferenças entre acordeons e acordeonistas, apontando algumas das características do instrumento. O documentário será itinerante mostrando os lugares e os locais de formação de cada gaiteiro convidado, com composições que retratam a cultura sul rio-grandense.
No primeiro episódio, Edilberto Bérgamo apresenta o projeto e faz uma análise dos diversos tipos de acordeons e acordeonistas, com aspectos que o tornam um instrumento singular.
“Eu tenho mais de 30 anos de gaiteiro e faz tempo que eu venho percebendo as diferenças dos idiomas das cordeonas do sul, do Brasil e pelo Mundo. No meu pensamento, a gaita fala. Ela tem voz própria. Quem ensina esse idioma para a sua gaita é o gaiteiro, partindo do que ele escuta da sua gente, do seu povo, da sua cultura e do seu lugar. Se tu escutar o gaiteiro da serra tocando e um gaiteiro da fronteira tocando a mesma música, a diferença é muito grande, porque cada um tem o seu estilo, seu sotaque e a sua maneira de tocar o acordeon”, analise Edilberto Bérgamo.
O segundo episódio, com o músico da Banda Nenhum de Nós e também gabrielense, João Vicenti, já está disponível para visualização no youtube. A entrevista foi gravado no palco do Teatro São Pedro, em Porto Alegre, e revela a paixão dele pelo acordeon e como surgiu essa paixão.

EDILBERTO E A GAITA, UM COMPLEMENTO DO OUTRO

O gabrielense foi homenageado com a fabricação de uma gaita com seu nome, uma Minuano Ediberto Bérgamo, algo que ele tem que se orgulhar, já que, além dele, só Renato Borghetti recebeu essa distinção de um fabricante de gaita ponto.
Edilberto Bérgamo recebeu o primeiro acordeom aos sete anos, uma gaita de oito baixos, instrumento com o qual começou seus estudos. O músico, arranjador e compositor iniciou a carreira artística profissionalmente aos 14 anos e aos 16 passou a integrar o Grupo Minuano, do Paraná.
Em festivais nativistas conquistou várias premiações como arranjador, compositor e intérprete. Entre eles, se destacam Estância da Canção Gaúcha, Musicanto, Um Canto Para Martin Fierro, Reponte da Canção Gaúcha, Canto dos Cardeais, Ponche Verde, Reculuta, Canto Sem Fronteira, Grito do Nativismo, Coxilha Nativista, Aldeia da Música do Mercosul, Galponeira de Bagé e Canto Alegretense da Canção Gaúcha.
São vários trabalhos como arranjador, com destaque pelo Rio Grande do Sul.
Em 2011, o gabrielense apresentou a cultura gaúcho para o povo europeu, em turnê com o Grupo de Danças Folclóricas Os Chimangos, de Caçapava do Sul, durante o IX Festival Mundial do Folclore , com espetáculos na Hungria, França, Romênia, Eslováquia e Suíça.
Desde 2009 acompanha a dupla Cesar Oliveira e Rogério Melo.
Atualmente está trabalhando na divulgação do mais recente CD Oito Baixos de Botão, lançado em agosto, onde faz um resgate a este instrumento que foi sua base; concomitante com três novos projetos: a gravação do CD Pampa e Fronteira, um trabalho de duetos de gaita de Botão, dividindo as composições e interpretações com o Acordeonista Tiago Rossato, o documentário Idioma De Cordeona, que fala sobre os sotaques e as diferenças dos acordeons e acordeonistas, e o documentário Coração de Cordeona que conta sua historia musical e seus mais de 25 anos de música.

Anúncios