ELES SÃO MAIS QUE ESPECIAIS.

BRUNA RANGEL DANÇANDO

A estudante Bruna Rangel, de 26 anos, tem síndrome de down, mas nem por isso deixa de viver uma vida normal. A jovem está acostumada a vencer desafios. Desde pequena – incentivada pelo pai – sempre teve uma vida socialmente ativa. Filha do ator e produtor de elenco, Rangel Arede (fotos), ela poderia ter optado pelo palco, mas, foi na dança – inspirada na ex-mulher dele, a coreografa Luciana Vitor Dias, que ela encontrou a alegria.
A jovem faz aulas de dança cigana e, desde que chegou a São Gabriel, há pouco mais de um ano, tem se apresentado em eventos escolares na Rede Municipal. O talento dela acabou inspirando outros alunos.
“A dança ajudou muito no desenvolvimento, principalmente a fala e a coordenação motora. A inclusão dá provas que é boa para as crianças e adultos especiais. Eu vejo a inclusão de forma positiva. Do jeito que está sendo feito – principalmente com o apoio a Associação Pró-Down – a tendência é evoluir. Há muita coisa para ser feita, mas houveram avanços. Ainda faltam profissionais capacitados”, disse Arede.
Bruna está entre os mais de 400 alunos inclusos na Rede Municipal de São Gabriel. Somente este ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação (SEME), ingressaram 10 estudantes com paralisia cerebral, síndrome de down e autismo. Nas Escolas de Educação Infantil, a SEME tem sete alunos inclusos, um passou a ser assistido este ano.
“Temos trabalhado, tendo como foco principal, o aprender e o ensinar em uma escola aberta às diferenças e a todos os alunos, pois a educação inclusiva acolhe a todas as pessoas sem exceção, respeitando as diferenças e garantindo o direito à educação de todos”, explica a professora Jaqueline Pinheiro, responsável pelo Setor de Inclusão da SEME.
BRUNA RANGEL INCLUSÃOA atleta acreana Raysa Braga, de 22 anos, sempre superou as adversidades com garra. Nadadora desde os 7 anos, já acumula 36 medalhas em diversas competições dentro e fora do estado. Agora, conquistou mais um. É a primeira estudante com síndrome de down da Universidade Federal do Acre (Ufac). Ela começou a cursar, em março, licenciatura em educação física, em Rio Branco.
Raysa lembra que sempre quis estudar na mesma faculdade que a mãe. “Meu pai e eu sempre dizíamos que eu estaria aqui dentro. Estudei bastante e, pelo meu esforço, venci. Sempre soube que queria fazer faculdade e, quando passei, fiquei ansiosa. Garanto a minha vitória também na universidade”, afirma.
Com a graduação, Raysa diz que pretende ajudar pessoas carentes. Ela também já almeja um segundo curso, o de música.
O preconceito e falta de informação ainda são comuns quando o assunto é Síndrome de Down (SD). O erro mais frequente, de acordo com o geneticista Juan Llerena Junior, chefe da Divisão de Genética Médica do Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade da Fiocruz, é achar que a síndrome é doença. “O fato de uma pessoa nascer com um cromossomo 21 a mais não a torna doente. Essa alteração a faz nascer com excesso de material genético em todas as células do corpo, o que significa 329 genes a mais por célula. Esse excesso de material acaba conferindo algumas características peculiares a quem têm a síndrome, como déficit intelectual. Além disso, o bebê é mais ‘molinho’, seus olhos são um pouco mais puxados e eles são mais desajeitados para mamar. Mas dizer que essas características o tornam doente? Claro que não!”, explica o geneticista.
Um dos objetivos da escola inclusiva é este, combater o preconceito.
A Rede Pública Municipal tem 15 escolas com salas de recursos, sendo duas em instituições do campo e uma na Escola de Educação Infantil Annadir Laureano, no Bairro Élbio Vargas.
Conforme a professora Jaqueline Pinheiro, nas salas é oferecido o Atendimento Educacional Especializado com professores que estão sempre se atualizando, “afim de dar toda a assistência aos alunos com necessidade especiais e aos professores, levando sugestões, preparando e confeccionando materiais acessíveis para os alunos que desses necessitam”.
A Secretaria Municipal de Educação definiu, no começo do ano letivo, que, no mínimo uma vez por mês, a inclusão será tema de reuniões pedagógicas, onde os professores poderão discutir o assunto, dividir experiências, aprender e traçar metas.

ESTÂNCIA LUZ DE SÃO JOÃO É CAMPEÃ BRAFORD NA PROVA DE AVALIAÇÃO DE CAMPO.

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) realizou, em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, a Prova de Avaliação a Campo (PAC) de Touros das Raças Hereford e Braford. As provas são independentes por raça e visam identificar, dentro de um mesmo ambiente de criação, reprodutores das raças, superiores nas principais características de importância econômica para cadeia produtiva da carne, mais especificamente: identificar reprodutores com maior potencial genético, para produzir, com rentabilidade, quantidade e qualidade de carne que atendam as exigências da indústria e do consumidor; valorizar reprodutores comprovadamente melhoradores para índices de produção em rebanhos elite e comerciais, através de um “selo de participação” em provas zôo-genéticas.

A Estância Luz de São João, administrada pelo Cel Jaloto e Magui, enviou para Embrapa Bagé, em agosto de 2014, o terneiro da raça Braford, LUZ DE SÃO JOÃO 38-3528, de nome FERRARI. Depois de oito meses de pesagens, julgamento morfológico e análises objetivas, saiu em março deste ano, o resultado da 20º Prova de Avaliação a Campo (PAC).
Participaram 20 touros da raça Braford. FERRARI foi o campeão de 2015, com Dupla Marca (BB), Índice Final 1,932, Categoria Elite. Sendo que somente dois touros Braford, o primeiro e segundo colocado, pelos seus índices, foram enquadrados nesta categoria. Filho do touro Vaqueano em uma novilha LUZ DE SÃO JOÃO 38-0447, o touro FERRARI, que é um neto do touro Paysano, chegou a Bagé com a idade de 11 meses, pesando 286 Kg. Ao final da prova apresentou ganho médio diário de 1,142 Kg/dia, um peso ao sobreano de 495 Kg (a pasto), e perímetro escrotal 36 cm.

seguriprev matéria

EM SÃO GABRIEL, A MAIORIA DOS CRIMES TEM O ENVOLVIMENTO DE MENORES.

Menores teria se envolvido em tiroteio (um pode estar baleado, mas não foi localizado). Trajano é único maior de idade envolvido no crime

EM 2013: Menores teriam se envolvido em tiroteio . Trajano (que aparece na foto) era o único maior de idade envolvido no crime ocorrido no Três de Outubro

A comissão especial criada na semana passada na Câmara dos Deputados para discutir a redução da maioridade penal para 16 anos vai analisar uma proposta de emenda à Constituição (PEC 171/1993) apresentada há 22 anos. Junto a esse texto, foram agrupadas outras 37 proposições com o mesmo teor, que serão analisadas em conjunto.
A comissão, criada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), será formada por 27 deputados titulares e igual número de suplentes. As funções do grupo serão debater o mérito da PEC, promover audiências públicas para discutir a redução da maioridade penal, e elaborar um parecer sobre a proposta, o qual será votado pela comissão. Se aprovada, a matéria será encaminhada à apreciação do plenário da Câmara, em dois turnos de votação.
O artigo 228 da Constituição Federal diz que “são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial”. A redação proposta pela PEC sugere que o artigo seja substituído por: “São penalmente inimputáveis os menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da legislação especial”.
A legislação especial ao qual a Constituição se refere trata-se, atualmente, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o estatuto, o adolescente menor de 18 anos que pratica ato infracional pode ter, como medida socioeducativa, desde advertência e prestação de serviços à comunidade até a internação em estabelecimento educacional, uma “medida privativa da liberdade”.
A internação, segundo o ECA, só deve ocorrer em casos de ato infracional considerado violento ou com grave ameaça, quando há reincidência de infrações consideradas graves ou quando há descumprimento de medida socioeducativa anterior. A legislação determina que a internação não pode durar mais de três anos e a liberação é obrigatória aos 21 anos de idade.
A PEC não altera o ECA, mas, conforme a proposta, as punições estabelecidas no estatuto que são válidas para adolescentes que praticam atos infracionais só valeriam para quem tem até 15 anos.
Em todo o país, uma discussão se criou. Autoridades divergem em opiniões.
A Presidenta Dilma Rousseff, recentemente, se pronunciou contra a redução da maioridade penal via perfil no Facebook. “Não é a solução”, disse ela. “Os adolescentes não são responsáveis por grande parte da violência praticada no País. Os atos infracionais cometidos por eles não chegam a 10% do total dos crimes praticados no Brasil há décadas”.
A questão é, na prática, não é o que se nota.

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, criador da comissão que discutirá a PEC da Maioridade Penal

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, criador da comissão que discutirá a PEC da Maioridade Penal

No Estado, segundo números da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), nos últimos cinco anos, a apreensão de adolescentes no Rio Grande do Sul aumentou 22%. O número se torna mais alarmante quando comparado com prisões de adultos no mesmo período, que tiveram diminuição de 1,5%
Em 2015, em menos de dois meses, São Gabriel registrou três homicídios, o mesmo número contabilizando em 12 meses de 2014. Em comum entre eles, além da violência extrema, está a participação direta e indireta de adolescentes.
No primeiro crime do ano, dois menores e um adulto mataram um jovem de 16 anos. O motivo? Futilidade. Rixa entre grupos adversários.
Esse mesmo conflito – entre os chamados bondes – resultou em mais duas mortes. Assim como na primeira, as vítimas foram agredidas antes de feridas. No caso de John Lennon, ocorrido em fevereiro deste ano, três menores ajudaram dois adultos a cometer o crime. Lennon foi morto com 49 facadas e o corpo “desovado” em uma valeta. Um menor continua foragido.
O delegado de polícia, Jader Ribeiro Duarte, é favorável a redução da maioridade penal.
Para ele, os critérios adotados no século 20, quando da elaboração do Código Penal Brasileiro (na década de 40), valiam para os jovens daquela época. No entanto, a capacidade de entender o caráter ilícito do fato, com o mundo moderno, também evoluiu. “Hoje, o jovem tem capacidade de compreensão e entendimento bem superior aos jovens dos anos 40, data de criação do Código”, argumenta.
O vereador Cilon Lisoski, do Partido da República, é um dos poucos a se manifestar sobre o tema publicamente.
“A discussão sobre a redução da maioridade penal congrega múltiplos questionamentos neste momento no nosso país. O posicionamento a favor ou contra gera polêmicas e debates acirrados. Vejo a necessidade de uma decisão importante frente a qualquer mudança, haja visto não existir em nosso país capacidade estrutural para abrigar tantos menores infratores, o que por si só justifica tantas dúvidas. Tentar no sistema prisional atual recuperar os jovens é totalmente desapropriado e, pode se dizer impossível. Portanto, apesar de ser a favor da redução da maioridade penal acredito que a mudança deva ser acompanhada de transformações no sistema prisional”, argumenta.
Jader vê da mesma forma. “O ato da pena deve ser ponderado. As medidas socioeducativas, hoje, é que dão uma sensação de impunidade. Eu sou a favor que cumpram a pena como maior, mas não no mesmo local que presos adultos. Precisamos ter novas casas prisionais”, avaliou o delegado.

OPINIÃO DA OAB
A expectativa dos deputados é que antes deles ajuizarem o mandato de segurança, a OAB o faça. Na semana passada, o conselheiro da ordem Pedro Paulo de Medeiros disse que a entidade iria ao Supremo contra a medida. “Diante da posição firme e histórica que o conselho da OAB tem frente às propostas de redução da maioridade penal, não tenha dúvida de que o conselho federal proporia uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin)”, disse à Rede Brasil Atual.

JOVENS SÃO CONTRA
Nas quase quatro horas de discussão, mais de 100 manifestantes ocupavam a sala e reagiam a cada palavra dos parlamentares. Na entrada do Anexo II da Câmara, que dá acesso aos plenários das comissões, uma trupe de jovens gritou palavras de ordem durante todos período que o texto era analisado. A maioria dos jovens, contra o projeto, gritavam: “não, não, não, não à maioridade penal”.

RADICALMENTE CONTRA
A presidente do PSol, Luciana Genro, chegou a passar mal quando descobriu que a maioridade penal, em Cuba, é de dezesseis anos. Isso se justifica, pois Luciana – que defensora do regime cubano, país visto por ela como exemplo de democracia e liberdade para organizações de esquerda – disse em um debate sobre o tema: “É um absurdo reduzir a maioridade, porque isso não vai resolver o problema da criminalidade. É necessário educar a juventude, não encarcerar”.
A Cáritas brasileira, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulga um manifesto no qual reafirma seu posicionamento contrário às propostas que tramitam no Congresso Nacional e que versam também sobre o aumento do tempo de internação para menores infratores. “Compreendemos que crianças e adolescentes respeitados em seus direitos dificilmente serão violadores/as dos Direitos Humanos”, diz um trecho do manifesto.
Segundo a Revista Fórum, o manifesto da Cáritas destaca que as medidas de redução de direitos, principalmente no que se refere à redução da maioridade penal e do aumento do período de internação, atinge principalmente os e as jovens marginalizados e marginalizadas, negros e negras, aqueles que moram na periferia, que já tiveram todos os seus direitos de sobrevivência negados previamente. Para a entidade, é preciso constatar que a violência tem causas complexas que envolvem: desigualdades e injustiças sociais; aspectos culturais que corroboram para a construção de um imaginário de intolerâncias e discriminações, especialmente contra a população negra, pobre e jovem.
Além disso, “a realidade de políticas públicas ineficazes ou inexistentes; falta de oportunidades para o ingresso de jovens no mercado de trabalho; e a grande mídia que atribui valores diferentes a pessoas diferentes conforme classe, raça/etnia, gênero e idade”. A medida de redução da maioridade penal, para a Cáritas, é remediar o efeito e não mexer nas suas causas estruturais. Pesquisas no mundo todo comprovam que a diminuição da maioridade penal não reduz o índice de envolvimento de adolescentes em atos infracionais.

ESTÁ ACONTECENDO: BRIGADA MILITAR DEFLAGRA AÇÃO DE COMBATE AOS BONDES.

ação policial 2

Hoje, quem não gosta de ser abordado com freqüência pela Brigada Militar, vai ter duas opções daqui para a frente. Primeiro. Em horário de escola, vai para a sala de aula ou para a casa. Segundo: Desiste de ficar “vagando” em via pública, principalmente, nas proximidade de instituições de ensino e locais públicos, como praças.
A violência registrada nos últimos meses envolvendo grupos de adolescentes ou facções – definidas como Bondes – fez com que o comando da Brigada Militar adotasse medidas para eliminar a presença de “grupinhos” em via pública. Desde março, o efetivo – seja da patrulha rural, policiamento ou PATAMO – estão realizando “batidas” em pontos críticos.
Como o foco tem sido as escolas, a ideia, segundo tenente Adriano Veras, responsável pelo comando da PATAMO, é fazer com os adolescentes se dirijam para as salas de aulas ou que sejam encaminhados para as residências. “Vamos coibir a aglomeração de jovens em locais próximos à escolas ou praças, pois, segundo os registros passados, é nestes locais que acabam ocorrendo os confrontos iniciais”, explica.
O policiamento também está agindo com rigor nos bairros e vilas, locais onde os chamados Bondes costumam atuar.
Segundo Veras, através destas ações, estão sendo relacionados e qualificados os elementos, e quando é confirmado o envolvimento deles em ocorrências passadas, imediatamente é feito um comunicado ao Poder Judiciário. A proposta dos órgãos de segurança pública é encaminhar os envolvidos em ocorrências de violência para as instituições de internação, tirando das ruas quem é responsável pelos conflitos.
Em menos de 15 dias, dois integrantes de Bondes foram flagrados pela Brigada Militar. O elemento Fábrio da Silva Flores, de 19 anos, tinha medida restritiva que o proibia de estar em via pública depois das 21 horas. Além de desobedecer a determinação judicial, o jovem acabou sendo flagrado vendendo drogas. Junto com ele, os policiais da PATAMO detiveram Luciano da Silva, de 36 anos, também apontado como responsável por comercializar drogas na zona oeste da cidade.
Com eles, os policiais encontraram 79 pedras de crack.
Na semana passada, a Polícia Civil encaminhou para Santa Maria o “líder” do Bonde do BI. A Justiça atendeu pedido do delegado de polícia, Jader Ribeiro Duarte.

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UNIPAMPA LANÇA VAGA PARA PROFESSORES DE INGLÊS.

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) lançou nesta semana Edital 97/2015 para seleção de professor bolsista do programa Inglês sem Fronteiras. As inscrições vão até 14 de abril. O edital visa contratar professor de inglês com bolsa CAPES para dar aulas nos campi da Unipampa. A disponibilidade de vaga para preenchimento imediato destina-se ao Campus São Gabriel da Universidade.

Os requisitos mínimos para seleção são ter pontuação mínima de 543 no TOEFL ITP ou equivalente a nível B2 em outro teste de proficiência nos últimos 5 anos, além de ser graduado ou estar cursando Licenciatura em Letras – Inglês.
A contratação prevê 20 horas de trabalho semanais com atendimento a três turmas de 4 horas-aula por semana, mais tarefas administrativas e preparação de aula. A bolsa CAPES é válida por um ano e renovável. O valor atual da bolsa é de R$ 1.500,00. A coordenadora do IsF na Unipampa, professora Kátia Morais, explica que as aulas de inglês do programa destinam-se aos alunos de graduação, mestrado e doutorado e servidores da Universidade.
Mais informações sobre o programa Idiomas sem Fronteiras estão disponíveis em isf.mec.gov.br. Informações podem ser obtidas no site do IsFUnipampa ou pelo email isf.unipampa@gmail.com.

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