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CORREIOS: EM SÃO GABRIEL, GREVE É PARCIAL.

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Dos 18 carteiros que atuam na agência dos Correiros de São Gabriel, apenas uma parcela aderiu a greve iniciada pela categoria na última quarta-feira (11/09). Os servidores pedem reajuste salarial com reposição da inflação e são contra a privatização da empresa. A Estatal fala em ‘paralisação parcial’ e diz que colocou em prática plano para ‘minimizar os impactos à população’.
Em São Gabriel, estão sendo priorizados as entregas expressas (de urgência). O atendimento, dentro da agência, continua normal.
A greve geral começou na quarta-feira por tempo indeterminado. A mobilização foi decretada na noite desta terça-feira (10/09) em assembleias realizadas em diferentes estados do país.
A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) afirmam que a greve é geral e que todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderiram ao movimento.
A categoria pede reposição da inflação do período e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro. Os trabalhadores querem também a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.
“A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família”, afirmou em nota a Findect.
“Mesmo com a mediação do TST, a empresa não recebe os representantes dos trabalhadores há mais de 40 dias e se nega a negociar, pois insiste em reduzir benefícios que rebaixariam ainda mais o salário da categoria, que já é o pior entre todas as estatais”, disse a Fentect.

O QUE DIZ A EMPRESA
Segundo os Correios, a greve “não afeta os serviços de atendimento da estatal”. Em nota, a direção dos Correios informou ter participado de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, “considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”.
A estatal ainda não divulgou balanço sobre os impactos da greve, mas mantém a definição de”paralisação parcial”. “O principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável”, acrescentou.
Ainda segundo a empresa, a paralisação dos funcionários “agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal”. “Os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”, completou.
No Rio Grande do Sul, funcionários dos Correios realizaram protesto na manhã desta quarta em frente ao prédio da empresa em Porto Alegre, na Rua Siqueira Campos, no Centro Histórico. “Pelo menos 70% do setor de distribuição está em greve. Mas ainda estamos juntando os números”, diz o secretário de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos do RS, João Augusto de Moraes Gomes.

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