MUDANÇAS NO TRANSPORTE COLETIVO: MORADORES PROTESTAM CONTRA A “SAÍDA” DA EMPRESA EXPRESSO BATOVI.

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Um grupo de moradores da Vila Santa Clara parou parcialmente o trânsito de veículos em frente ao prédio da Prefeitura no final da manhã desta segunda-feira (07/08). Cerca de 25 pessoas – com cartazes e faixas – reivindicaram a permanência da empresa Expresso Batovi como responsável pelo transporte coletivo para os bairros do extremo sul da cidade.
No final de julho, a Prefeitura divulgou abertura de processo de convocação para chamamento público visando contratar de forma temporária, por 180 dias, um novo sistema de Transporte Coletivo Urbano e Rural. De acordo com a nota divulgada, a iniciativa tem o propósito de regularizar o sistema nos termos da lei, e oferecer mais qualidade e segurança para todos os usuários do transporte coletivo, na cidade e no campo.
Neste chamamento público, serão exigidos ônibus com ar-condicionado, acessibilidade para deficientes e idosos, e no máximo um ano de uso. A contratação temporária, de 180 dias, permitirá à Prefeitura o tempo necessário para fazer a licitação definitiva.
Segundo o Prefeito Rossano Gonçalves, do PDT, a medida foi assumida com o interesse de garantir a segurança da população que se utiliza do transporte público, ainda que a medida contrarie outros interesses.
“Como gestor público, não posso ser omisso. Não quero que amanhã ocorra uma tragédia por causa da precariedade da frota que serve ao transporte de passageiros na cidade e no campo. Esta medida é fundamental para nosso objetivo maior: melhorar a qualidade de vida dos gabrielenses”, ressaltou.
O proprietário da empresa, Artur Barros, discorda da forma adotada pela Prefeitura. Barros queria continuar fazendo a linha durante o período que a Administração prepara o processo licitatório.
“Do jeito que estão fazendo, está errado. Se eu ficar 180 dias parado, sabe o que vai acontecer? Ao invés de eu juntar dinheiro, me organizar pra competir, eu vou ter que me desfazer dos ônibus para poder pagar os funcionários. Caso contrário, como poderei ficar com empregados parados por 180 dias. Isso é para detonar com o pequeno empreendedor”, comentou.

CONVERSA NA FRENTE DO PALÁCIO

Uma equipe da Brigada Militar monitor os protestos em frente ao Palácio Plácido de Castro. Apesar das críticas e manifestações contra a Administração Municipal, em nenhum momento houve violência.
O Prefeito Rossano Gonçalves foi até a escadaria, no acesso ao prédio da Prefeitura, e conversou com os representantes da Vila Santa Clara.
O Prefeito disse que a situação do transporte coletivo preocupa a Prefeitura. Conforme relatou, a Administração organizou um diagnóstico de todos os contratos e convênios, constatando que os contratos de transporte coletivo urbano e rural estavam em desacordo com a legislação.
Segundo ele, uma comissão (criada também pela Prefeitura) avaliou todos os casos. O resultado foi semelhante ao apresentado pelo diagnóstico inicial, com contratos vencidos e frotas de ônibus em desacordo com as cláusulas de contrato. Em alguns casos, foram encontrados ônibus com ano de validade acima do que havia sido contratado.
Ainda, segundo o Prefeito, as empresas foram notificadas. A decisão final culminou com a abertura de processo para contratação emergencial e, na sequência, abertura de concorrência pública visando regularizar a situação.
“Será um processo lícito e claro, onde vai ser vencedor, para esta ou aquela linha, seja da Santa Clara, do centro da cidade ou do interior, aquelas que se adequarem ao que estamos pedindo. E o que estamos pedindo é exatamente para melhor o transporte coletivo para quem o usa”, argumentou.
“Não há nada contra as empresas que atuam no transporte coletivo da cidade. Nós queremos apenas regularizar e ninguém está impedido de participar deste processo. O que eu quero é segurança para vocês. O que estamos fazendo é legalizar, em contrato de concessão, seja com qual a empresa for”.

PASSAGENS MAIS CARAS

O Prefeito ainda revelou que há uma solicitação das empresas que atuam no transporte coletivo para que a Prefeitura aumente as passagens para R$ 3,27. “Eu neguei. Estou fazendo isso, negando aumento de passagens, exatamente para defender a minha comunidade. Uma passagem de R$ 3,27 para ônibus que não oferece comodidade, conforto e segurança seria inadmissível”, finalizou.

NO LEGISLATIVO

O grupo deixou a Prefeitura Municipal e se reuniu em frente ao Prédio da Câmara Municipal de Vereadores. Depois participou da sessão legislativa e apresentou as reivindicações aos vereadores.

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