AGRICULTORES PARALISAM PARCIALMENTE O TRÂNSITO DE CAMINHÕES NA BR-290 EM SÃO GABRIEL.

CAMINHÕES PARADOS

Veículos estão parados no trevo do Posto Gauchão

Agricultores de São Gabriel estão reunidos, neste momento, na BR-290, em frente ao Posto Gauchão. Cerca de 65 produtores rurais iniciaram, na manhã deste sábado (05/08), um processo de mobilização, com a paralisação parcial do trânsito de caminhões em protesto contra o reajuste nas alíquotas do PIS/Cofins sobre gasolina, diesel e etanol.
O movimento é pacífico e tem o apoio dos caminhoneiros. A ideia, segundo o produtor rural Felipe Mann, é pressionar o governo federal e mostrar que a classe produtora está unida e não está de acordo com as medidas adotadas para aquecer, na visão governamental, a economia do Brasil.
Produtor de soja e criador de gado no Corredor de Bagé, Felipe Mann, analisa o efeito cascata que afeta todos, dos grandes aos pequenos, incluindo o comércio e o consumidor. “Todos perdem, pois tudo fica mais caro… o combustível, os insumos, os alimentos. Estamos sendo prejudicados e por isso estamos nos mobilizando”, comentou.
Cerca de 50 caminhões estavam parados no ponto de acesso ao trevo da Urcamp, na zona oeste da cidade, a maioria no sentido Rosário do Sul para São Gabriel.
São motoristas que ficaram mais de seis horas retidos na cidade vizinha, onde, o movimento é grande desde quinta-feira. O fluxo de veículo foi liberado no início desta tarde por intervenção do policiamento.
“Mas eles estão contribuindo. Estão participando da mobilização, pois sabem que são muito prejudicados com os aumentos”, disse Mann.
Em São Gabriel, os caminhoneiros estão permanecendo parados, em média, 15 minutos. Alguns, de forma voluntária, permanecem mais tempo.

ACAMPAMENTO

Um pequeno acampamento foi montado na área do trevo. No local, os agricultores colocaram veículos e tratores e permanecem em forma de rodízio.

O AUMENTO

O reajuste nas alíquotas do PIS/Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol foi determinado por meio de decreto presidencial no dia 20 de julho. A alíquota subiu de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, antes zerada, aumentou para R$ 0,1964. O reajuste foi imediatamente repassado ao consumidor nas bombas dos postos de combustíveis.

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