CPERS ANUNCIA GREVE, MAS MOBILIZAÇÃO É PARCIAL.

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Os professores estaduais estão a um passo de anunciar greve geral por tempo indeterminado. A classe deve bater martelo, anunciando uma posição oficial, na próxima sexta-feira (04/08), embora, em assembleia geral realizada na última terça (01/08), em frente ao Palácio Piratini, a greve já tenha sido anunciada pelo Cpers-Sindicato. Hoje, os professores estão com as atividades paralisadas nas escolas até sexta.
Em São Gabriel, o 41º Núcleo do Cpers-Sindicato realizou assembleia regional também na terça. Os gabrielenses aprovaram a mobilização como forma de pressão. O motivo da greve é o novo parcelamento dos salários dos servidores estaduais, com a liberação de R$ 650 por matrícula no primeiro dia de pagamento. Este é o 18º parcelamento consecutivo feito pelo Piratini.
A presidente do Cpers-Sindicato, Helenir Schürer, destaca que há decisão judicial de setembro de 2016 obrigando o Estado a pagar os salários em dia. Ela reclama o não cumprimento da ordem e diz que, após a greve realizada no ano passado, ficou acertado com o governador José Ivo Sartori a criação de uma mesa de negociação permanente.
“Já perdemos as contas de quantos pedidos de audiências fizemos ao governo. Temos pautas que não têm impacto financeiro e não conseguimos discuti-las”, afirma.
Helenir diz que o recebimento de apenas R$ 650 no primeiro dia de pagamento dos salários foi determinante para o movimento. Em nota oficial, o governo estadual afirmou que “a população gaúcha já compreendeu a situação financeira do Estado e as medidas que o governo vem tomando em busca do reequilíbrio das contas públicas. Aos pais dos alunos da rede pública estadual, o governo do Estado garante que adotará todas as medidas que possam minimizar os prejuízos na qualidade de ensino dos estudantes”. As medidas, contudo, não foram detalhadas.
Em março deste ano, a categoria fez greve durante 16 dias para cobrar, entre outras demandas, o pagamento do piso nacional do magistério. A paralisação, que registrou baixa adesão, foi encerrada sem avanço nas negociações com o governo estadual.
Em São Gabriel, a paralisação é parcial. Na Escola José Sampaio Marques Luz, por exemplo, estão sendo realizados períodos de 35 minutos. Isso deve continuar até sexta. Já na Escola XV de Novembro, a maioria dos professores decidiu continuar em sala de aula. A direção da instituição realizou um debate com os alunos para explicar os motivos da greve e pedir o apoio dos estudantes e dos pais.

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