SEMANA TERÁ PROPOSTA DE GREVE DO CPERS E OPERAÇÃO PADRÃO DA SUSEPE E POLÍCIA CIVIL.

cpers

O governo de José Ivo Sartori (PMDB) depositou nesta segunda-feira (31/07) uma parcela de apenas R$ 650 referente à primeira parcela do salário de julho dos servidores de Executivo. É a 20ª vez, em 31 meses, que o governo não paga em dia os vencimentos do funcionalismo público. Como reação, sindicatos representativos dos professores, agentes penitenciários e policiais civis prometem mobilização na Praça da Matriz e paralisação das atividades. As informações foram divulgadas pelo Sul 21.
O Cpers Sindicato – que também anunciara vigília na Praça da Matriz – cancelou o evento e marcou Assembleia Geral. Há possibilidade de greve dos professores. “Nós estamos transformando terça-feira, que seria dia de vigília na Praça, em uma assembleia geral extraordinária para decidirmos o que fazer diante de um total desrespeito do governo. A direção apresentará a proposta de entrarmos em greve”, diz a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.
A professora diz que a base da categoria será ouvida para decidir se a proposta será de greve por tempo indeterminado ou por um período definido. Inicialmente, ela pondera que no mínimo será feita a convocação de paralisação para a terça-feira. A presidente diz que já está marcada uma reunião do Conselho Geral da entidade para a próxima sexta-feira (04/07) e que, então, poderá ser reavaliada a decisão que for tomada na terça.
“R$650 não nos dá condição nem para ir para a escola. Tu tem que pagar ônibus, te alimentar. No meu caso, não paga nem o aluguel. Estamos na total insolvência, e o governo debocha do poder judiciário. Desde o ano passado, nós temos uma decisão judicial de não poder parcelar os nossos salários e o governo não reconhece. O Sartori está como se fosse um rei absoluto, um absolutista no RS. A partir de terça-feira nós queremos dizer que ele não pode tudo”, afirma.

OUTRAS ENTIDADES
O presidente do Amapergs, Flávio Berneira, afirma que o sindicato que representa os agentes penitenciários está orientando a categoria a realizar a chamada Operação Padrão e também convoca mobilização para a Praça da Matriz na terça. “A gente orienta que os colegas só cumpram as atividades quando forem observadas as questões de segurança e legalidade. Então, viatura sem condição não deve sair, nas escoltas têm que ser observado o número mínimo de escoltantes”, diz. Infelizmente, na nossa rotina, os colegas por um senso de responsabilidade e profissionalismo acabam fazendo o trabalho independente da fragilidade e da precariedade [das condições]”.
Berneira afirma que, na última Operação Padrão realizada pela categoria, cerca de 70% das movimentações de presos no RS deixaram de ser realizadas por não cumprirem os critérios mínimos de segurança e de legalidade. Ela acrescenta que a intenção é que a operação seja realizada durante toda a semana em protesto contra o novo parcelamento de salários, mas também contra o congelamento nas promoções, que não ocorrem há dois anos.
Já o Ugeirm, sindicato que representa os policiais civis, está convocando uma mobilização para a próxima quarta-feira (02/07), também na Praça. Neste dia, a direção do sindicato irá se reunir com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, para cobrar uma posição a respeito do parecer encaminhado pela Procuradoria Geral do Estado recomendando o governo Sartori a não reconhecer a aposentadoria especial da categoria.
“A integralidade, a proporcionalidade na aposentadoria da polícia civil e o redutor no tempo de contribuição para a mulher policial, não é um privilégio ou uma concessão do poder público. É uma necessidade para o desempenho do trabalho policial. Todos os dados apontam para uma expectativa de vida menor para esses profissionais. A atividade de garantir a segurança da população, traz, já na sua essência, o risco de morte. Lidar com isso diariamente, é um fator de estresse absurdo”, disse a categoria em nota.
Na última quinta (27/07), em reunião em Santa Maria, a categoria já tinha tirado a decisão de manter a Operação Padrão, realizando apenas registros e ocorrências criminais das Delegacias de Pronto Atendimento e exigindo o cumprimento da lei na realização de suas atividades. Além da questão da aposentadoria e dos parcelamentos no salário e no 13º, a categoria protesta contra a superlotação das carceragens nas delegacias e a aplicação de um programa de metas pelo governo enquanto mantém os policiais sob parcelamento.

Anúncios

  • Veja A Notícia OnLine no FACEBOOK