ASSOCIAÇÃO DE ÁRBITROS MUDA “TEXTO” E RETIRA MANIFESTAÇÃO CONTRA A BRIGADA MILITAR.

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Fotos mostram a Brigada Militar dentro da quadra garantindo a segurança dos árbitros e mesários e permanecendo no local durante o jogo

O administrador da página da Associação Gaúcha de Árbitros de Futebol de Salão (AGAFUSA) alterou o texto de repúdio contra a direção do Palmeiras e Brigada Militar de São Gabriel. O material – divulgado há 12 horas – chamou os dirigentes alviverde e o policiamento de omissos. Após a polêmica gerada com a redação, o parágrafo que se referiu a instituição de polícia acabou sendo suprimido e o administrador da rede social publicou, em um dos comentários, um trecho explicativo, onde admite ter feito uma manifestação equivocada e sem relatos verdadeiros.
Leiam o que escreveu o administrador: “A AGAFUSA, preocupada em saber dos fatos ocorridos, fomos atrás de relatos verdadeiros e averiguamos que SIM, os Policiais Militares prestaram toda a assistência e a segurança dentro e fora do ginásio aos árbitros do jogo. Desde já pedimos sinceras desculpas a corporação da Brigada Militar e aos policiais envolvidos na segurança de nossos associados”.
A retratação, no entanto, só aconteceu após o Comandante da PATAMO, Tenente Adriano Veras, se manifestar contrário as declarações e alertar para a possibilidade da entidade responder judicialmente pelas afirmações, apontandas pelo tenente, como asneiras.
Confira o que escreveu Adriano Veras:
“Policiais Militares omissos? Não fosse a atuação da Brigada, os árbitros certamente teriam sido agredidos, certamente o senhor não estava no local dos fatos, caso contrário não teria escrito tamanha asneira. Os Policiais, meu senhor, inclusive escoltaram e auxiliaram os árbitros no possível. Saiba que para estarem lá dentro do ginásio, para os protegerem, deixamos de estar na rua auxiliando outras pessoas. Espero sinceramente, e sob pena de responsabilidade judicial, que o senhor se retrate aqui nesta página sobre o que o senhor escreveu. Estarei atento as postagens seguintes”, escreveu.
Na página da AGAFUSA, a nota de repúdio dividir os comentários. Enquanto dirigentes do Palmeiras demonstraram indignação com o texto, pessoas, de outras cidades, defenderam o posicionamento do quadro de arbitragem, mesmo sem terem acompanhado os fatos ocorridos no Ginásio Plácido de Castro.

ENTENDAM O CASO
O Palmeiras perdeu o confronto contra o São José, de Cachoeira do Sul, no sábado passado. O jogo, válido pelo Campeonato Gaúcho de Futsal Série Bronze, aconteceu no Ginásio Plácido de Castro. Um lance, envolvendo o goleiro do Palmeiras e o atleta do São José, causou as discussões. O árbitro entendeu que defensor alviverde cometeu penalidade ao colocar a bola em jogo atirando-a por cima da cabeça do jogador adversário. Segundo ele, o goleiro teria atingido o pivô do São José com uma cotovelada.
A torcida e os jogadores do Palmeiras reclamaram muito da marcação. O jogo ficou parado por cerca de 8 minutos. O policiamento foi chamado e permaneceu ao lado da quadra dando proteção aos árbitros e ainda os acompanhou até a saída do Ginásio.
O AGAFUSA alega que a direção do Palmeiras foi omissa a ação da torcida, que, no entanto, se limitou em xingar os árbitros. Em nenhum momento houve agressão. A Associação ainda reclama de ataques ao veículo usado pelos árbitros. Os pneus do automóvel, segundo a entidade, foram furados.

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