ATO UNIFICADO MARCOU DIA DE MOBILIZAÇÃO EM SÃO GABRIEL.

mobilização greve geral
A greve geral desta sexta-feira (30/06), contra as reformas da Previdência e Trabalhista e a lei da terceirização teve mobilização de representantes dos bancários, Susepe, Polícia Civil, Brigada Militar, Sindicato da Alimentação, Unipampa e Cpers na Praça Dr. Fernando Abbott. O ato foi coordenado pela direção do 41º Núcleo do Cpers- Sindicato.
O ato foi desenvolvido com o objetivo de demonstrar a unidade de todas organizações que estão demonstrando contrariedade contra as votações no Congresso Nacional. A presença de várias representações demonstra de unidade contra as reformas trabalhista e da Previdência e em defesa do movimento por uma solução do impasse político do País, que, para os sindicalistas, passa pelo afastamento do presidente Michel Temer (PMDB) e convocações de eleições diretas.
Os sindicalistas argumentam que a reforma trabalhista, em tramitação no Senado, altera mais de 200 artigos da CLT, mas “nenhum deles para melhorar a vida do trabalhador”. “Todos são para retirar direitos”.
O Diretor do 41º Núcleo do Cpers, Professor Pedro Moreira, confirmou a adesão de praticamente 100% das escolas estaduais. “Apenas um número muito pequeno não está participando”, explicou.
Por causa disso, as aulas nas instituições do estado foram canceladas na sexta-feira. Apenas duas escolas funcionaram parcialmente. Os nomes não foram confirmados oficialmente.

BLOQUEIOS
Em diversas cidades do país foram registrado bloqueios de vias e atos de protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista. A greve geral foi convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais. O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para o ajuste fiscal das contas públicas, retomada do crescimento da economia e geração de empregos.
Na capital paulista, ônibus e metrô funcionaram, pois os rodoviários e metroviários não aderiram à greve. No começo da manhã, manifestantes bloquearam parcialmente vias da cidade, como Avenida Washington Luís, e pontos de rodovias entre elas a Rodovia Régis Bittencourt, próximos à entrada da capital paulista. De acordo com a prefeitura, o trânsito flui normalmente. Pouco antes das 8h, manifestantes ocuparam o saguão do Aeroporto de Congonhas e promoveram um ato de protesto. Não foram registrados atrasos nos embarques e desembarques de passageiros por causa da manifestação.
Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), bancários, professores, petroleiros e profissionais da saúde também aderiram à greve.
Em Santa Maria, por volta das 5h, manifestantes bloquearam a saída dos veículos das garagens das empresas Medianeira e Gabardo. Às 8h30min, os locais continuavam bloqueados. Cerca de 40 pessoas, entre representantes de sindicatos e estudantes, participavam das atividades em cada um dos locais. As manifestações foram pacíficas.
As rodovias da região também foram paralisadas. Em Santa Margarida do Sul, integrantes do MST bloquearam o trânsito de veículos no começo da manhçã.
Na BR-158, no viaduto em frente às obras do novo shopping, os manifestantes queimaram pneus e chegaram a trancar a rodovia, que foi liberada às 8h após negociação com a PRF.
Na BR-287 (faixa para São Sepé), em frente à fábrica da Coca-Cola, há bloqueio na rodovia e lentidão no trânsito. Às 8h20min, a PRF se dirigia para o local para monitorar a situação

ESPLANADA
A Esplanda dos Ministérios, em Brasília, ficou fechada para o trânsito desde a zero de hora desta sexta. A interdição começou na Rodoviária do Plano Piloto, sentido Palácio do Planalto. Para impedir a entrada de manifestantes com paus, pedras, granadas, barras de ferro ou qualquer material que pudesse ser usado como arma, policiais militares montaram vários cordões de revista nos acessos de pedestres ao local. Até mesmo os funcionários dos ministérios foram abordados.
Além de 2.600 policiais militares na área central da cidade, 400 homens da Força Nacional fizeram, desde as 5h, a segurança patrimonial dos ministérios. Na greve geral de 28 de abril, vários prédios foram alvo de vandalismo. A operação seguiu até o fim do protesto.
O prédio do Congresso Nacional também ficou com as visitas suspensas. O acesso à Câmara e ao Senado só foi permitido a parlamentares, servidores e pessoas credenciadas.
De acordo com a Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), pelo menos 13 categorias aderiram ao movimento. O principal impacto no DF, no entanto, foi o do transporte público – 100% dos ônibus e trens do metrô ficaram parados e os veículos piratas circulavam livremente pela cidade.
Na quinta (29), o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal Cível do DF, determinou que, no mínimo, 30% da frota dos dois meios de transporte fossem mantidos em circulação, mas a determinação não foi cumprida. O juiz fixou multa de R$ 2 milhões para cada sindicato que descumprisse a ordem.
A greve geral de sexta-feira também tem a adesão dos bancários. As agências do Distrito Federal fecharam e só terminais de autoatendimento devem funcionaram.

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