HOMENAGENS: CORPO DE POLICIAL É ENTERRADO EM PORTO ALEGRE.

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O corpo de um policial civil, morto a tiros durante uma operação contra o tráfico de drogas, foi enterrado na manhã de sábado (24/06) em Porto Alegre. Na manhã de sexta-feira (23/06), o escrivão Rodrigo Wilsen Silveira foi baleado na cabeça quando entrava em um apartamento em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A mulher dele, a gabrielense Raquel Biscaglia, também policial, participava da operação e presenciou a morte do marido. As informações são da Zero Hora.
O enterro do policial ocorreu no Cemitério São João, na Zona Norte de Porto Alegre, onde também foi realizado o velório. Durante a cerimônia, um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o local, em homenagem à vítima.
“Ele era um exemplo para os colegas: menos de cinco anos de atividades já era chefe do setor de investigações, um policial determinado, focado, preocupado, comprometido com a polícia civil. resumindo, um exemplo para todos os outros colegas policiais”, observou o chefe da Polícia Civil, Emerson Wendt.
Além do chefe de polícia do estado, dezenas de policiais foram ao velório prestar solidariedade à família de Rodrigo a à esposa dele. O comissário Mário Viegas estava indignado com a morte. “É revoltante, é revoltante, porque quem tem o poder da caneta, de mandar prender, construir presídio, mandar soltar, não é quem vai pra guerra. Quem vai pra guerra somos nós.”
O delegado Rafael Sobreiro, ao qual Silveira era subordinado, entende que momento é “dor e respeito” ao colega. “(Ele) era um policial espetacular, uma pessoa íntegra, dedicada e que merece todo o nosso respeito e admiração.”
Na sexta-feira, policiais civis, rodoviários federais, agentes da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) protestaram em frente ao Tribunal de Justiça e ao Ministério Público.
Também ocorreram manifestações em diversas cidades do estado, como Uruguaiana, Passo Fundo, Erechim, Santa Cruz do Sul, Cruz Alta, Santa Rosa, Santa Maria e em São Gabriel. Aqui, os policiais fizeram um minuto de silência em frente a sede da Delegacia de Polícia.
Rodrigo Wilsen da Silveira tinha 39 anos e estava na polícia há menos de cinco anos. Ele era escrivão e chefe de investigação da 2ª delegacia de Gravataí. Além da esposa, o policial também deixa um casal de filhos de sete e dez anos.

TIROS VIERAM DE UM QUARTO
Na manhã de sexta-feira, Silveira e outros três policiais cumpriam mandados judiciais em um prédio no Centro de Gravataí. Eles foram recebidos por uma mulher e avançaram na revista sem saber que e um dos quartos criminosos estavam escondidos.
Um deles percebeu a presença dos policiais e atirou. Os tiros atravessaram a porta e acertaram o policial na cabeça. Ele morreu na frente da esposa, que precisou de amparo de um psicólogo da polícia, levado de helicóptero até o local.
Ao todo, seis pessoas foram presas na operação, entre eles estava o suspeito de atirar no policial. Após serem levados para a delegacia, a Justiça decretou a prisão preventiva do grupo.
Conforme a polícia, o autor do disparo tem uma extensa ficha policial, que inclui tráfico de drogas, roubos e tentativas de homicídio. Por esses crimes ele acabou preso, chegou a cumprir pena no semiaberto, chegou a usar tornozeleira eletrônica, mas estava solto.
O presidente do Sindicato dos escrivães, inspetores e investigadores da polícia civil (Ugeirm), Isaac Ortiz, pede a permanência na prisão do suspeito dos disparos. “Um homicida como esse que matou nosso colega não deve estar solto, não pode estar solto. não tem que ter benefícios da lei. O crime contra a vida é o mais hediondo que tem, porque a vida é uma só.”

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