A HISTÓRIA QUE PARECE LENDA

PRIMEIRA PARTE
Joaquim Francisco de Assis Brasil foi um grande diplomata brasileiro. E também advogado, político, orador, escritor, poeta, prosador, estadista, propagandista da República, fundador do Partido Libertador, deputado e membro da junta governativa gaúcha de 1891.
Mas a sua verdadeira vocação não foi nenhuma das funções descritas acima, sim o trato da terra, a cultura dos campos. E a obra de que mais se orgulhou foi a Granja de Pedras Altas.
Assis Brasil era gaúcho de São Gabriel, onde nasceu no dia 29 de julho de 1857 na Estância de São Gonçalo, sendo filho do estancieiro Francisco de Assis Brasil, de quem herdou extensas propriedades no interior gaúcho, e de Joaquina Teodora de Bensalinas, ambos descendentes de açorianos.
No ano do nascimento de Assis Brasil, São Gabriel tinha apenas 4 mil habitantes. E no ano seguinte recebeu as prerrogativas de cidade, juntamente com Bagé e Cachoeira.
O casal Francisco de Assis Brasil e Joaquina Teodora teve 14 filhos, mas só se criaram nove, sendo cinco homens e quatro mulheres. Apenas Joaquim Francisco, chegou aos bancos acadêmicos, recebendo educação superior.
Aos oito anos, Assis Brasil entrou na escola de primeiras letras do mestre Custódio José de Miranda. Em 1870 transferiu-se para o Colégio Gabrielense do professor Trajano de Oliveira. No primeiro ano ganhou a medalha de prata e no ano seguinte a de ouro. Estas medalhas ainda existem, guardadas no Castelo de Pedras Altas.
Entre os poucos amigos íntimos de Assis Brasil, alguns haviam sido seus colegas de curso primário no colégio do professor Trajano de Oliveira, em São Gabriel. E parece terem sido esses os seus amigos prediletos.
Com mais de um ele trocou correspondência, sobretudo quando se encontrava fora do país. Fica-se com a impressão que era o meio escolhido para comunicar-se com a própria terra e sua gente.
O Museu João Pedro Nunes, de São Gabriel, conserva cartas de Assis Brasil a João José Machado de Oliveira. Quando meninos moraram em estâncias vizinhas. Foram companheiros de “campereadas” nas coxilhas e colegas de colégio na cidade. Contrariamente ao que aconteceu com Assis Brasil, João José nunca arredou pé de São Gabriel.
Em 1872, já órfão de pai, partiu para Pelotas, ficando interno no Colégio Taveira Júnior. Em 1874 frequentou, em Porto Alegre, o Colégio Gomes, onde estudou os preparatórios. Em 1876 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, passando a integrar o grupo de estudantes rio-grandenses que ali se formaram.
Fundaram o Clube 20 de Setembro, com o compromisso de pregar e propagar o sistema republicano de governo e de apressar a mudança de regime político do país. Em 1882 formou-se em Direito e voltou para o Rio Grande do Sul, onde foi um dos fundadores do Partido Republicano Rio-grandense.
Durante meses, percorreu a província a cavalo, pregando a liberdade e a república com que tanto sonhava. Foi eleito deputado provincial (hoje seria estadual) em dois biênios: 1884/1886 e 1886/1888. Na tribuna enfrentou Gaspar Silveira Martins, merecendo deste seu digno adversário as maiores considerações.

OS DOIS CASAMENTOS DE ASSIS BRASIL
Em 20 de setembro de 1885, Joaquim Francisco casou na então Vila Rica, hoje cidade de Júlio de Castilhos, com Maria Cecília Prates de Castilhos, filha do comendador Francisco Ferreira de Castilhos, natural de Santo Antônio da Patrulha, e de Carolina de Carvalho Prates, natural de Caçapava e irmã de Júlio de Castilhos.
Houve deste matrimônio quatro filhos: Francisco, falecido aos 5 anos, Maria Cecilia, Joaquim, falecido aos 2 anos e Carolina.
Tendo enviuvado contraiu segundas núpcias em Lisboa, a 6 de maio de 1898, com Lídia Pereira Felício de São Miguel, nascida em Bonn, na Alemanha, e filha de José Pereira Felício, segundo Conde de São Mamede e Lídia Smith de Vasconcelos.
Deste matrimônio nasceram oito filhos: Cecília, Lídia, Joaquina, Joana, Dolores, Joaquim, Lina e Francisco, que veio ao mundo em Pedras Altas. Foi seu padrinho o hoje quase esquecido médico Pedro Osório, um dos melhores amigos da família.
Pedro Osório era o médico da família. Residia em Bagé. Diplomado em Paris, em 1882, faleceu no Rio de Janeiro, em 1922. Referindo-se a ele, dizia dona Joaquina de Assis Brasil: “Nosso dedicado e incomparável “Family Doctor” era adorado pela gente humilde de Bagé. A todos atendia com carinho, sem nada receber”.
Ele foi padrinho de Francisco, e sua esposa, dona Faustina, madrinha de Dolores, filhos de Assis Brasil. Anticlerical, publicou um livro de bastante repercussão na época: “Mentiras Religiosas”. Era bom escritor, com estudos humanísticos na Sorbonne.
Assis Brasil não precisou interferir na escolha de profissão para seus filhos. Seguindo naturalmente o exemplo do pai, seus dois únicos filhos varões, Francisco e Joaquim foram agropecuaristas, no município de Alegrete, em terras desmembradas da Estância do Ibirapuitã, herdadas do pai. Era o que o criador de Pedras Altas esperava de seus filhos.
E seus genros, Dácio de Assis Brasil, Fernando Macedo e Manoel Martins, foram estancieiros, os primeiros em São Gabriel e o último no município de Dom Pedrito.

UM POLÍTICO DE CONVICÇÕES
Em 1889, proclamada a República, foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte. Promulgada a Constituição, renunciou ao seu mandato. Convidado pelo marechal Deodoro da Fonseca para fazer parte do primeiro ministério constitucional, recusou o convite por divergência de ideais.
Em consequência do golpe de estado de Deodoro, a situação no Rio Grande do Sul tornou-se anormal, tendo o presidente do Estado Júlio de Castilhos abandonado o poder. Foi constituída então uma Junta Governativa, da qual Assis Brasil fez parte, tendo assumido o governo estadual.
Os rio-grandenses uniram-se para defender a causa comum: o mais completo êxito veio coroar seu gesto de patriota. Atingidos os objetivos com a eleição de um novo governador, Assis Brasil renunciou ao poder.
Transferido para a China, não chegou a assumir o posto, porque o presidente Prudente de Morais lhe conferiu a incumbência de reatar as estremecidas relações com Portugal.
E lá aconteceu o seguinte. Durante uma caçada, o rei Dom Carlos, de Portugal, mandou que o diplomata disparasse o primeiro tiro contra um cervo. Assis Brasil desculpou-se. O privilégio era de Sua Majestade. Como Dom Carlos insistisse muito, Assis Brasil atirou.
O animal continuou andando. Então o rei abateu a presa. E antes de se dirigir ao cervo caído, perguntou: “Mas onde está a sua fama de exímio atirador?”
A resposta: “Verifique a galhada direita, Majestade”. Diplomaticamente Assis Brasil tinha atingido propositalmente apenas o chifre do cervo. Transferido para os Estados Unidos em 1898 (ano em que se casou com sua segunda esposa), lá ficou até 1902, quando foi enviado para a Embaixada do Brasil no México.
Em 1903, o presidente Rodrigues Alves o chamou para trabalhar ao lado do Barão de Rio Branco na questão de limites com a Bolívia. A assinatura do “Tratado de Petrópolis”, em 17 de novembro de 1903, terminou com o litígio de fronteiras entre o Brasil e a Bolívia, no atual Estado do Acre.
Por causa disso, Assis Brasil estreitou seus laços de amizade com outro gabrielense, Plácido de Castro. Com o término das negociações, Assis Brasil retornou para Washington logo após a assinatura.
Em 1905, o Barão do Rio Branco removeu-o para a Argentina, onde se tornava necessária a presença de uma personalidade de prestígio para desfazer intrigas surgidas contra o então ministro das Relações Exteriores.
Em 1906, ao lado de Joaquim Nabuco, presidente do Congresso Pan-Americano realizado no Rio de Janeiro, dirigiu os trabalhos como secretário geral.

APOSENTADORIA, NEM TANTO
Em 1907 pediu aposentadoria. Retirando-se do serviço diplomático, fundou sua granja de Pedras Altas. Ele já havia liderado, no final do século XIX, a fundação da Associação Pastoril de Pelotas, a associação agropecuária mais antiga do Rio Grande do Sul.
Depois vieram as associações de São Gabriel, de Bagé e, finalmente, em 1919, a de Alegrete. Em 1908 fundou, com seu amigo Fernando Abbott, o Partido Republicano Democrático. Depois viveu retirado da atividade política até que, em 1922, o seu nome foi lançado como candidato de oposição a Borges de Medeiros.
A rudeza da luta eleitoral tornou inevitável um movimento armado, a Revolução de 1923, que acabou resultando na reforma da Constituição Estadual de 1891. Em dezembro de 1923 foi assinado o Pacto de Pedras Altas, em seu castelo na cidade de mesmo nome.
Em meados do século XIX a região era conhecida como “Coxilha das Pedras Altas”. A denominação foi encontrada em cartas escritas à família, por um oficial farrapo que estava acampado na localidade com as forças de Bento Gonçalves.
A correspondência a qual estava escrita a denominação, foi publicada em um Almanaque de Porto Alegre no final daquele século. Entretanto, Joaquina de Assis Brasil, em depoimento prestado ao historiador Antônio Dias Vargas, no dia 16 de fevereiro de 1969, disse-lhe o seguinte:
Os engenheiros da estrada de ferro, a procura de local adequado para instalação dos trilhos, descobriram duas pedras enormes, uma apoiada sobre a outra, com altura aproximada de cinco metros.
Admirados com a obra da natureza, fizeram um esboço do achado, ao qual deram o nome de Pedras Altas. Isto, segundo Joaquina, originou o nome da estação férrea.
O início da povoação foi proporcionado pelo comendador Manoel Faustino D’Ávila, dono da estância Vista Alegre, hoje São Manoel, que em 1898 doou os terrenos de sua propriedade, situada na margem oeste de uma das estradas de acesso à estação férrea (atual rua Visconde de Mauá), a ex-agregados e amigos.

O DIÁRIO DE PEDRAS ALTAS
Em 29 de julho de 1909 ele deu inicio ao “Diário de Pedras Altas” que foi encerrado em 14 de março de 1917. Foram 9 anos e 8 meses que renderam cinco encorpados cadernos, que contam o dia-a-dia da construção de uma granja sem precedentes na agropecuária brasileira, constituindo-se num verdadeiro e futurista testamento agropastoril e do respectivo castelo, pedra por pedra. Valho-me neste trabalho de trechos da narrativa do escritor Carlos Reverbel, que rendeu o histórico livro “Pedras Altas, a vida no campo segundo Assis Brasil”, carro chefe do que é descrito a seguir.
Carlos Reverbel foi um dos maiores estudiosos da cultura gaúcha deste século. Jornalista militante pesquisou sobre imprensa e história do Rio Grande do Sul, formando a maior biblioteca especializada do estado.
Carlos Reverbel deixou uma obra representativa de suas paixões e do seu trabalho. Escreveu sobre Simões Lopes Neto em “Um capitão da guarda nacional” (1981), sobre Assis Brasil em “Diário de Cecília de Assis Brasil” e “Pedras Altas”, (1984).
Suas crônicas foram reunidas em “Barco de papel” (1978) e “Saudações aftosas (1980)”. Escreveu, ainda, “Maragatos e Pica-Paus” (1985), “Assis Brasil” (1990), “Arca de Blau” (1993) e “O “Gaúcho”, publicado originalmente em 1986.
O primeiro trato de terra, núcleo inicial de “Pedras Altas”, medindo 71 braças de sesmaria, foi adquirido em 7 de maio de 1904, ao major João Guimarães e sua mulher. O plano da sede da Granja, traçado no papel pelo seu idealizador, começou a ser implantado naquelas terras, até então agrestes e desertas, rudes e incultas.
A 9 de julho de 1904 plantou-se a primeira árvore, uma laranjeira. A árvore vingou, mas pouco viveu. No verão de 1907, depois da primeira florada, foi destruída pelos gafanhotos, numa das ausências do proprietário.
Quando menino em Dom Pedrito, minha terra natal, cheguei a conhecer as chamadas pragas de gafanhotos. Eles apareciam geralmente no verão, em nuvens e acabavam com qualquer coisa verde que aparecesse a sua frente.
O gafanhoto é considerado uma das piores pragas da agricultura brasileira e pode chegar a causar danos em áreas muito grandes. As de plantio são um de seus habitats favoritos.
Além de gregário, já que só anda em bandos, esse inseto é capaz de comer o correspondente a seu peso por dia, se alimentando desde gramíneas e pastagens até roupas e móveis.
Lembro que na inocência de criança, costumava amarrar um cordão na perna de algum distraído gafanhoto que saia a pular, mas sem conseguir se livrar. Brinquedo de criança. A mesma coisa se fazia com outro inseto parecido com gafanhoto, o “Louva Deus”, comum em qualquer jardim.
Mas há uma diferença enorme. O “Louva Deus”, ao contrário do gafanhoto é um inseto benigno, que se alimenta, normalmente, de pequenos insetos: moscas, abelhas, cigarras e até gafanhotos.
Ele captura com suas patas dianteiras longas e que funcionam como uma eficiente pinça cheia de espinhos, que executa apreensões extremamente rápidas, que trazem a caça diretamente para a sua forte mandíbula. A partir de 1908 é que Assis Brasil passou a dirigir pessoalmente as obras de Pedras Altas. Nos primeiros anos, de 1904 a 1907, limitou-se a acompanhar, quase sempre à distância, a execução do projeto que ele próprio elaborou, nos mínimos detalhes.
Depois de três anos de batida a primeira estaca, foram aparecendo alguns resultados apreciáveis. Às arvores começaram a dar sombra e fruto. Erguia-se o estabelecimento à margem da estrada de ferro de Rio Grande a Bagé, junto à estação de Pedras Altas.

A AMPLIAÇÃO DE PEDRAS ALTAS
A segunda fração de campo, destinada a ampliar a área da Granja, media 81 braças de sesmaria e foi adquirida em 9 de agosto de 1904, a José Coelho de Campos e sua mulher.
Como ficava separada da área inicial, foi depois permutada com a senhora Avelina de Freitas, por 41 braças contiguas ao estabelecimento, havendo indenizado em dinheiro do campo excedente. A primeira fração de terras custou 12 contos de réis e a segunda, três, aproximadamente.
Em 6 de abril de 1905, a família Assis Brasil, então integrada pelo casal e as três primeiras filhas do segundo matrimônio, Cecília, Lídia e Joaquina, que residiam em Bagé, mudaram-se para Pedras Altas. As duas filhas do primeiro matrimônio, Maria e Carolina estavam na Suíça, internadas em educandário de alto nível.
Como ainda não tivera início a construção do castelo, a família instalou-se provisoriamente no “Cottage”, chalé que seria utilizado, mais adiante, como casa de hóspedes.
O “Cottage” foi pré-fabricado, na carpintaria da Charqueada do Visconde Ribeiro de Magalhães, em Bagé, tendo como modelo um chalé norte-americano.
Ocuparam-no inúmeros visitantes, muitos deles reconhecidos entre os homens mais destacados do país, tornando-se alguns amigos para sempre de Assis Brasil e sua família.
Foi o caso do poeta e historiador Capistrano de Abreu, que certa vez permaneceu por seis meses na Granja. E deixou lembranças que ficaram marcadas. Por exemplo, com a ”sanga de banho do Capistrano”, local onde ele costumava se banhar.
Ou então, quando se mostra o recanto em que ele colocava sua rede, ali permanecendo como lembrança as respectivas argolas de sustentação.
Como o historiador gostava de ler até tarde, à luz de vela, certa vez uma parede do “Cottage” ficou chamuscada. Embora indicasse o sinal de um princípio de incêndio, jamais se permitiu que aquela mancha negra na parede de tábua fosse removida. É conservada até hoje como uma lembrança de Capistrano de Abreu.
O ilustre historiador também esteve em São Gabriel visitando a Estância de São Gonçalo, berço de seu amigo e anfitrião, cujo irmão Paulo a recebeu por herança.
Depois, acompanhado de Assis Brasil, foi até Alegrete e Uruguaiana conhecer às estâncias que seu amigo possuía naqueles municípios – Ibirapuitã e Itaiaçu, a primeira herdada, a segunda adquirida.
No seu Diário, Assis Brasil registrava os nomes de todos que o visitavam, especialmente velhos amigos dos tempos da aula primária do professor Trajano de Oliveira, em São Gabriel, casos de Amélio Noguez e Leonardo Domingues de Bittencourt.
Outro cuidado do criador de Pedras Altas era associar o nome de pessoas da família, de amigos e de visitantes às árvores que se plantava e aos animais que nasciam no estabelecimento.

VISITANTES ILUSTRES
Certo dia esteve em Pedras Altas um velho amigo e compadre de Assis Brasil, José Machado de Oliveira, homem vivaz e malicioso. Fazendeiro abonado, só viajava de segunda classe. Alguém lhe perguntou por que se sujeitava a esse desconforto, e a resposta veio imediata: “Porque não existe terceira classe nos nossos trens”.
O doutor Guilherme Minssem era muito chegado a Pedras Altas. Professor do Liceu Rio-Grandense de Agricultura, que depois se tornou a Escola de Agronomia Eliseu Maciel, de Pelotas, a mais antiga do Brasil, costumava levar seus alunos ao estabelecimento, ali ministrando aulas práticas.
Ninguém entendera melhor do que ele a finalidade com que Assis Brasil fundara Pedras Altas, um centro de irradiação das modernas técnicas agrícolas, uma “lição de coisas”.
Em 1910 o pomar frutificava. Havia abundância de pêssegos, peras, maçãs, laranjais de diversas variedades, uvas de diferentes castas. A horta, com seus produtos, em geral de ciclo vegetativo curto, fornecia verduras e legumes variados.
A terra retribuía às vezes com exuberância exagerada as sementes que lhe eram confiadas. Uma abóbora, pesando 30 quilos, fora remetida de presente a Paulo de Assis Brasil, na velha estância familiar de São Gonçalo.
As oliveiras ainda se recusavam a frutificar, mas, simbolizando a paz, desempenhavam o papel que lhes fora reservado em primeiro lugar. As sebes de lídias, nome que Assis Brasil dera em homenagem à esposa, dona Lídia, ao “Ligustrum Californicense” que trouxera dos Estados Unidos, alinhavam-se ao longo dos passeios e avenidas do grande parque, cumprindo-se de forma bela e harmoniosa suas funções de cercas vivas.
Pedras Altas impulsionou a atrasada pecuária gaúcha da época. Assis Brasil importou vacas Jersey da Inglaterra, robustos touros Devon, cavalos árabes e ovelhas karakul e Ideal.
Só criava animais de raça, como galinhas White Wyandotte trazidas dos Estados Unidos. Ele também introduziu novas espécies de árvores, como o eucalipto, construiu estrebarias, galpões e porteiras que ainda funcionam. Ainda inventou utensílios, como a bomba de chimarrão de mil furos que jamais entope e leva o seu nome.
(Pesquisa: Nilo Dias)

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