PROJETO SORRINDO PARA O FUTURO EM SÃO GABRIEL ENCERRA OS TRABALHOS ESTE ANO.

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O programa Sorrindo para o Futuro, iniciado pelo SESC-RS em 2003, firmou há mais de quatro anos parceria com a Prefeitura Municipal de São Gabriel e algumas de suas escolas. Esse projeto tem como objetivo instituir hábitos de prevenção e de promoção de saúde, atingindo estudantes do Nível A da Educação Infantil até o 5º Ano do Ensino Fundamental da rede pública.
Em 2016, as coordenadoras do projeto – Cirurgiã-Dentista Renata Capiotti Weber e Nutricionista Nara Terezinha Peres Gonçalves – juntamente com as Auxiliares de Saúde Bucal, Sirlei Proença da Silva e Patrícia Lacorth Moraes, atuaram em nove escolas municipais. Foram distribuídos kits básicos de higiene bucal, realizadas avaliações de peso e altura, exames clínicos, escovações dentais supervisionadas, aplicações de flúor e palestras sobre higiene bucal, doenças bucais e alimentação saudável.
O projeto possibilitou que fossem realizados exames clínicos bucais e avaliações antropométricas em um total de 527 crianças. Durante o ano, mais de 1.054 procedimentos foram instituídos e um escovódromo foi cedido a Escola Professora Brandina Mello.
Pela primeira vez, no município, foram analisados os índices de cárie em dentes de leite (CEOD) e permanentes (CPOD) em diversas faixas etárias, revelando o perfil epidemiológico da amostra. Aos 12 anos de idade o CPOD no estudo de Saúde Bucal Brasileira de 2010 foi de 2,07; já o valor desse mesmo índice para primeiros molares permanentes das nove escolas da cidade foi de 0,83. O que revela uma prevalência baixa da doença cárie em equiparação a média vista no Brasil.
Ainda assim, segundo as coordenadoras, é necessário melhorar a condição bucal desses estudantes. Para isso, em 2017, as atividades do projeto irão ser retomadas com o objetivo principal de promover o conhecimento e práticas salutares em uma faixa etária da população que ainda forma a sua rotina de hábitos.
O programa Sorrindo para o Futuro também prevê avaliação de peso e altura dos alunos permitindo traçar um perfil desses alunos atendidos. O que mostrou 3% com IMC baixo para idade; 43% adequado; 28% sobrepeso e 25% obesidade. Revelando a necessidade de investir no trabalho de Educação Nutricional em sala de aula visando a promoção da saúde e prevenindo doenças crônicas.