POLICIAIS SÃO FERIDOS EM AÇÃO DO BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS.

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Uma mulher, de 38 anos, foi presa e uma adolescente, de 17 anos, apreendida após confronto entre a Brigada Militar (BM) e servidores que protestavam contra o pacote de ajuste financeiro proposto pelo governador José Ivo Sartori no entorno da Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini. Segundo a BM, a jovem jogou um rojão contra um policial militar, que acabou ficando ferido na região da perna após a explosão do artefato. Coquetéis molotov foram aprendidos com as duas detidas. Dois policiais e um cavalo ficaram feridos na ação, conforme a BM.
De acordo com a Rádio Gaúcha, o atrito começou por volta das 20h30min quando manifestantes derrubaram grades no entrono da Praça da Matriz. O Batalhão de Choque da Brigada Militar avançou sobre os manifestantes. Bombas de gás lacrimogêneo foram jogadas para dispersar os participantes do protesto. O enfrentamento durou cerca de 10 minutos e teve pelo menos dois episódios de combate: o primeiro próximo ao estacionamento da Assembleia, e o segundo, em frente à Catedral Metropolitana de Porto Alegre.
whatsapp-image-2016-12-20-at-15-41-52Segundo o comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas Moreira, a ação do Batalhão de Choque aconteceu após manifestantes jogarem pedras e coquetéis molotov contra os policiais, o que obrigou, segundo o coronel, “uma abordagem mais enérgica”. Após esse embate, a Cavalaria e o Choque da BM isolaram ruas que dão acesso à Praça da Matriz para conter o avanço dos servidores.
Outros confrontos foram registrados durante toda a terça-feira. Representantes da Segurança Pública de São Gabriel participaram da mobilização e relataram abusos de parte do policiamento da Brigada Militar, assim como também foram descritos pelo comando da BM ações abusivas de manifestantes. Posteriormente, alguns grupos foram identificados e ficou constatado que não se tratavam de servidores públicos.
Vários policiais que participavam do movimento ficaram feridos. Um deles é policial civil aposentado e foi atingido no rosto durante ação do Batalhão de Operações Especiais (BOE) na Praça da Matriz. Ele foi identificado como sendo Luis Giovani da Silva Oliveira e ficou conhecido na região após se envolver em um tiroteio, no início deste ano, na localidade de Barrondão, divisa de Vila Nova do Sul com São Sepé.
Durante o trabalho, Oliveira foi baleado enquanto cumpria mandado de busca e apreensão. O morador da residência saiu armado com uma espingarda calibre 12 e atirou contra quatro policiais da equipe. O comissário foi atingido na cabeça. Ele desempenhava suas funções na 4ª Delegacia de Polícia (4ª DP), em Santa Maria, mas pediu aposentadoria logo depois.
Mulheres que acompanhavam a delegação de São Gabriel também foram atingidas por balas de borracha. Os policiais retornaram para o Município no final da tarde de terça-feira (20/12).
Após mais de 18 horas de sessão, a Assembleia aprovou dois dentre os projetos de lei mais importantes do pacote do Executivo: ambos somam a extinção de oito fundações. Depois de sancionadas pelo governador José Ivo Sartori, as medidas representarão a demissão de 1.002 funcionários celetistas (contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT). O Palácio Piratini calcula uma economia de R$ 114,6 milhões com a extinção dos órgãos. Segundo texto da justificativa encaminhada pelo governo, as “circunstâncias atuais exigem que tenhamos uma estrutura administrativa enxuta, transparente, eficaz, inserida em um modelo pautado pela modernização da gestão e pela priorização das atividades-fim do Estado”.
O Projeto de Lei prevê a extinção de seis fundações. São elas: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação de Recursos Humanos (FDRH), Fundação Piratini – TVE e FM Cultura, Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF) e Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro). Esta última tem muito a ver com São Gabriel, pois tem uma unidade na zona leste da cidade.

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Criada em 1994, a Fepagro deu continuidade às primeiras pesquisas agropecuárias realizadas no Estado, cujo gênese remonta a 1919, na Estação de Seleção de Sementes de Alfredo Chaves (atual Veranópolis). Desde então, a instituição ergueu centros de pesquisa em 20 municípios. Além da sede em Porto Alegre, os laboratórios desenvolvem mais de cem estudos em quatro áreas: produção animal, produção vegetal, recursos naturais renováveis e sanidade animal. São mais de 120 pesquisadores, investigando temas como melhoramento genético, manejo, microbiologia, agrometeorologia, entre outras áreas do conhecimento.
O governo quer extinguir alegando medida para enxugar a estrutura do Estado. As funções serão assumidas pela Secretaria da Agricultura.
Hoje, 220 funcionários estão ligados a Fepagro. Segundo o Governo, eles não serão demitidos. Como são estatutários, serão vinculados à Secretaria da Agricultura.

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