SEM PERDER A VAIDADE, “ELAS” ESTÃO CAPACITADAS PARA A LINHA DE FRENTE.

policiais

Elas não dispensam a maquiagem, unhas bem cuidadas e visual impecável, mas nem por isso ficam para trás dos homens quando o assunto é pegar pesado na operacionalidade. No último final de semana uma turma formada basicamente por mulheres integrantes da Polícia Civil, mostrou que as melhores treinam com os melhores e, que não se dão por satisfeitas apenas com a formação conferida pelo Estado. Indo em busca de garantir melhor segurança para si, para os companheiros de farda e para a população, as policiais participaram da formação MPTS com pistola básica. O curso foi ministrado pelo ex-militar e policial francês, Alexandre Vigier “Esperenza”.
No primeiro semestre deste ano, Alexandre ministrou a primeira instrução para policiais brasileiros. Promovido pela Casa das Armas de Caxias do Sul, o primeiro M.P.T.S (Modern Pistol Tactical Shooting), que significa “Tiro com Táticas Modernas com Pistola” para policiais nacionais, teve como participantes oito policiais civis e um policial militar. Nesta edição, realizada no sábado passado, no Clube do Tiro e Caça de Bagé, participaram 11 policiais de Bagé, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Lavras do Sul e São Gabriel. No grupo capacitado, sete eram mulheres e duas delas são da Delegacia de Polícia local: Cristiane Seixas Sampaio e Francelle Costa. Os participantes ganharam certificado internacional.
Trabalhar diretamente com mulheres não foi, e não é, nenhum problema para o policial francês. Depois do primeiro curso em Caxias do Sul, ele ainda ministrou outro, novamente na Serra, e, desta vez, somente com policiais femininas. Para o instrutor a polícia não tem sexo, todos são policiais, que enfrentarão as mesmas dificuldades, por isso a necessidade de um treinamento igualitário para homens e mulheres.
“No IPTA fazemos sempre misturados, não só pra mulher ou só pra homem. Essa foi uma turma de progressão muito rápida, que conseguiu evoluir de uma maneira muito rápida. Todas as técnicas de tiro em movimento foram muito bem assimiladas e com bom enquadramento”, explicou Alexandre, na época.
Desta vez não foi diferente. O grupo era misto, mas as mulheres mostraram excelente desempenho.
“O curso me ajudou muito a melhorar minhas técnicas no tiro. Na linha de frente, no combate , na luta entre a vida e a morte, uma fração de segundo faz toda diferença, portanto não pode haver erros. Espero sinceramente q nunca precisa atirar em ninguém, mas quero estar preparada para proteger a minha vida e a do outro.Para servir e Proteger”, concluiu Francelle.

Anúncios

  • OUÇA A RÁDIO CULTURA