SEMANA DE PROTESTOS: PROFESSORES PODERÃO ANUNCIAR GREVE JÁ NESTA QUINTA-FEIRA.

capa-cpers

A quinta-feira (08/12) será de mobilização pela educação em São Gabriel. Enquanto os dirigentes do Sindicatos dos Professores do Estado do Rio Grande Sul (Cpers – Sindicato), com delegações de vários municípios gaúchos – vão estar concluindo a 7ª Assembleia Geral da Categoria neste ano, em Porto Alegre, aqui, no Município, a classe vai protestar com caminhadas e evento na Praça Dr. Fernando Abbott.
A mobilização – “contra o sucateamento da educação e desmoralização dos professores” – é organizada por Círculos de Pais e Mestres (CPMs) de várias instituições de ensino do Estado e deverá ter a participação de alunos, professores, servidores e pais. Uma destas escolas, é a Sueni Goularte Santos, de onde a comunidade escolar partirá, em caminhada, às 17h30min. Isso deverá acontecer, no mesmo horário, na maioria dos Educandários. Os grupos se encontrarão na Praça Central.
Amanhã, no auditório da Escola Estadual XV de Novembro, os professores de Vila Nova do Sul, Santa Margarida do Sul e São Gabriel participam de Assembleia Regional da Categoria. A reunião começará as 17 horas. De acordo com o diretor do 41º Núcleo do Cpers – Sindicato, professor Pedro Moreira, do encontro sairão as proposições a serem defendidas na Assembleia de quinta-feira. “Precisamos saber o que os nossos professores querem… Atualmente, tem grupo que defendem o início de uma greve geral já no dia 8. Mas sabemos que também existem propostas de greve a partir dos 20 deste mês ou, ainda, a possibilidade de não iniciar o ano letivo em 2017”, explicou o dirigente.
A Assembleia Geral, na Praça da Matriz em Porto Alegre, será decisiva para barrar o “pacote” do governo Sartori (PMDB), o mais radical da história do Estado, que está tramitando na Assembleia Legislativa.
O pacote, segundo o Cpers, ataca diretamente os direitos dos professores, funcionários de escola e demais servidores estaduais. Conforme divulgou o site do Sindicato, “Sartori mostra total desrespeito com a categoria com as seguintes propostas: 13º salário sem data limite, extinção da licença prêmio, novas regras para tempo de serviço e a retirada da remuneração de servidores cedidos para entidades sindicais. Além de acabar com 3 mil postos de trabalho, através da extinção de 9 Fundações (CIENTEC, FCP – TVE, FDRH, FEE, FEPAGRO, FEPPS, FIGTF, FZB E METROPLAN), a extinção de uma Companhia (CORAG) e a extinção de uma Autarquia (Superintendência de Portos e Hidrovias)”.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, atacou: “Vamos extinguir o gabinete do governador José Ivo Sartori, já que ele não faz nada lá, e não as fundações como está em seu pacote. Além de nos pagar parcelado só quer retirar nossos direitos. A resposta para esse pacote será dada em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz, dia 08, na Assembleia Geral da nossa categoria”, afirmou.