PROJETO DO MARFRIG BENEFICIA 26 CRIANÇAS. MAS ESSE NÚMERO PODE AUMENTAR!

marfrig

Turma da manhã no horário do almoço. Crianças participam de atividades que são realizadas no horário inverso ao de aula

Cerca de 26 crianças são beneficiadas por um projeto social desenvolvido pela Marfrig Global Foods, criado com o objetivo de implementar ações pioneiras e políticas abrangentes de responsabilidade socioambiental em sua cadeia produtiva. Em São Gabriel, esse projeto funciona na Rua Mascarenhas de Moraes, 71, onde o gabrielense o conhece por Instituto Marfrig, quando na prática se trata do “Instituto Marfrig Fazer e Ser Feliz”.
O nome não difere muito. Mas esse “Fazer e ser Feliz” representa a essência da proposição de seus criadores e por isso merece destaque. Como o próprio nome diz, a proposta é tornar mais feliz a vida de crianças, dos seus seis aos 11 anos, e auxiliar quem enfrenta problemas de relacionamento, em casa ou na escola, a se readaptar no convívio com outras crianças. Esse trabalho é desenvolvido por duas pessoa apenas: a pedagoga Talissa Ryscak, de 26 anos, e pela auxiliar geral, Viviane Nunes, que apóia nas demais funções.
O projeto não tem fins lucrativos e foca, principalmente, o público mais carente. Aquele que realmente precisa de apoio profissional. Mesmo assim, não fica restrito as pessoas com menor poder aquisitivo. “Eu tenho crianças que tem muito financeiramente, mas pouco emocionalmente”, comenta a pedagoga.
Ela explica que a maioria das crianças é encaminhada pela Secretaria de Assistência Social ou pelas próprias escolas, pois acabam demonstrando, no convívio escolar, que enfrentam dificuldades de socialização.
Um menino de 6 anos viu a vida dele mudar de uma hora para a outra com a confirmação do processo de adoção.
Ele está sendo retirado do convívio com os pais alcoólatras e dependentes químicos, mas como conviveu sempre neste ambiente, a criança enfrenta dificuldades para se relacionar com outras pessoas.
Outra criança, com 8 anos, perdeu a mãe. “Ela simplesmente travou. Não rendeu mais na escola e a própria direção nos encaminhou. Desta forma, sabendo dos problemas delas (crianças), nós vamos trabalhando aos poucos e recuperando a auto-estima de cada um”, explica.
Esse trabalho poderia ser bem melhor e obter resultados rápidos se houvesse a participação de voluntários no projeto. Hoje, o Instituto Marfrig tem uma sede com capacidade para atender 100 ou mais crianças. No entanto, se limita a apenas 26 porque precisa de novos voluntários. Sejam eles: dançarinos, artistas plásticos, artesãos, professores, músicos, professores de informática ou recreacionistas.
Atualmente, com uma estrutura com 11 peças divididas em salas de oração, brinquedoteca, leitura, duas áreas de estudos, informática, dança, música, refeitório e cinema, quando o grupo está em atividade em uma das dependências, as demais áreas ficam desertas por falta de alunos e de voluntários para ministrar as aulas.
Das 26 crianças assistidas, 12 são carentes das regiões norte e sul da cidade. Curiosamente, são as famílias carentes as que mais dificultam na hora de colocar em prática o projeto. “É complicado. Algumas famílias – mesmo tendo transporte na porta de casa – acabam não mandando as crianças e na maioria das vezes é por falta de vontade”, comenta Talissa.
Mas o projeto segue. A proposta é ampliar o número de alunos. “Para isso basta comprovar que precisa do nosso apoio ou as instituições de ensino nos encaminhar os alunos que apresentarem comprovadamente problemas psicológicos… essas crianças tem prioridade”, argumentou.
FINAL DE ANO
A festa de final de ano do Instituto Marfrig acontecerá no dia 6 de dezembro, às 20 horas, no Clube do 9o RCB. O evento – Cantada de Natal: Jesus nasceu, assim se fez a noite de Natal – será protagonizado pelos alunos caracterizados como Jesus, Maria, José e todos os que representam o nascimento do cristianismo.

Anúncios

  • Veja A Notícia OnLine no FACEBOOK