RIO BAIXA, APESAR DE TODA A CHUVA. SÃO GABRIEL NÃO TEM REGISTRO DE DESALOJADOS.

Residência no Bairro São Clemente ficou destalhada com os ventos fortes registrados no domingo

Residência no Bairro São Clemente ficou destalhada com os ventos fortes registrados no domingo

A Defesa Civil (DC) de São Gabriel informou que, apesar de a chuva ter continuado intensa desde a madrugada de domingo (16/10), o Rio Vacacaí não oferece riscos para a população que mora em residências localizadas na zona ribeirinha. Algumas casas estão ilhadas – na Rua Barão de São Gabriel, na Vila Maria, e outras, no Bairro Mato Grosso, mas não há registro de famílias desalojadas. Conforme a Presidente da DC, secretária de Serviços Urbanos Paula Marques, apesar do volume de chuva ter sido alto nos últimos dias, as equipes da Defesa Civil registraram uma grande diminuição no volume de água, chegando a cerca de um metro a menos se comparado com terça-feira. “É por causa da seca. Estava muito seco no interior do Município e por isso a chuva não está afetando muito a cidade”, comentou.
O trânsito de veículos está interrompido em várias regiões do interior de São Gabriel. O local mais problemático é na localidade de Passo do Pedroso, onde a água não permite a passagem de qualquer tipo de veículo. Por causa disso, o acesso as comunidades de Batovi e arredores é possível pela estrada da Reuna, aumentando o trajeto em cerca de 12 quilômetros.
Na cidade, a passagem de veículos está interrompida na região das Pontes Brancas no sentido Tiarajú. A Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel cancelou as aulas nas escolas do campo e anunciou que as atividades só retornarão à normalidade após o tempo ficar bom.
Uma casa, no Bairro São Clemente, foi parcialmente destelhada por causa dos ventos fortes na manhã de domingo. O motorista Antônio Paulo Romero, de 55 anos, conta que estava na cozinha quando ouviu um barulho forte. Minutos depois estava com metade da casa descoberta. Ele se assustou quando parte do telhado caiu sobre um balcão, que ficou destruído. Ele mora com a mulher, Maria Amélia, 55 anos, e o filho Bruno, de 34 anos. Ninguém ficou ferido.
A Secretaria de Desenvolvimento Social fez uma avaliação da situação da família e a Defesa Civil confirmou que o Município vai cobrar material para cobrir a residência. Pelo menos 70 telhas foram quebradas. Hoje, duas peças estão protegidas por uma lona. A parte da cozinha está descoberta.
“Estamos enfrentando dificuldades”, conta Antônio Paulo, que está impossibilitado de trabalhar por causa de problemas de saúde.
Em meio a todos esses problemas, o casal se desdobra para atender o filho Bruno, que deficiente, e precisa de atenção contínua.

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