GABRIELENSES FALAM SOBRE A EMOÇÃO DE SEREM VOLUNTÁRIOS NA RIO 2016

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“Foi a melhor temporada fora de casa. aprendemos e recebemos muito mais do que demos. O Rio de Janeiro é um exemplo de inclusão e está fazendo um grande espetáculo e nós Gabrielenses contribuímos um pouquinho fazendo o nosso melhor”. É assim que a gabrielense Beth Marques Nuñez, formanda em Direito, descreve o trabalho de voluntariado realizado por ela, e o marido, médico Jorge Nuñez, durante os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 aconteceu na noite de quarta-feira (07/09), no Maracanã, teve como tema “Todos têm coração” e foi a síntese do grupo formado pelos diretores criativos Marcelo Rubens Paiva, Fred Gelli e Vik Muniz: um espetáculo de cores, luzes e sons. Logo após uma contagem regressiva, a entrada do atleta paralímpico Aaron Wheelz que desceu uma megarrampa em sua cadeira de rodas, acompanhado por fogos de artifício, deu o tom da festa que destacou assuntos importantes como superação, inclusão e igualdade.
O Hino Nacional foi tocado pelo maestro João Carlos Martins ao piano, enquanto voluntários formavam a bandeira do Brasil no gramado.
“Construir um mundo mais acessível, fraterno, onde todos possam caminhar lado a lado sem obstáculos. É uma missão difícil, que nos faz mais fortes. Quando todos duvidam, nós, brasileiros, crescemos”, discursou na sequência o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.
A advogada relata a experiência que viveu no Rio de Janeiro, algo que ele descreve com muito além do imaginável. “Convivemos com pessoas do mundo inteiro, pessoas sem nenhuma pretensão a não ser contribuir para que tudo desse certo e para facilitar a atuação dos atletas”, explicou.
Foram momentos inesquecíveis. “No meu caso, pisar no gramado do Maracanã e dançar ao lado de pessoas com limitações físicas, me encheu de energias maravilhosas porque são pessoas que demonstram intensamente como é bom viver e fazer sempre o melhor”, analisou a advogada.
O médico Jorge Nuñez trabalhou na Lagoa onde aconteceram as provas de canoagem e remo. Ele pode conviver, diariamente e diretamente, com os atletas paralímpicos. “Nós dois vivemos este período intensamente e com grandes emoções”, conta a mulher dele.
O espetáculo de abertura contou com um elenco de 2 mil voluntários e 78 bailarinos, além de duas companhias de dança de cadeirantes. Mais de 500 profissionais foram envolvidos.
A gabrielense conta que a decisão de participarem como voluntários dos jogos surgiu ainda na Copa do Mundo de 2014, quando assistiram os jogos no Rio de Janeiro, e aumentou com a realização dos Jogos Mundiais da Juventude, também no Rio.
“Quando acompanhamos a Copa e a JMJ, no Rio, e vimos os voluntários trabalhando, Jorge e eu, pensamos que seria uma experiência bonita e diferente. Nos inscrevemos para participarmos deste evento único que aconteceria no Rio, fizemos vários testes e fomos chamados”, explicou.

EXEMPLO DE QUEM NÃO É ATLETA
Se os atletas demonstram superação, seja na quadra, na água, no campo ou tablados, fora dos holofotes, outros profissionais mostram que é possível se destacar mesmo com a dificuldades que a vida oferece as pessoas com necessidades especiais.
Um desses exemplos é do fotógrafo João Maia. “Uma experiência sensorial e sonora incrível” é ele descreve seu trabalho nos Jogos Paralímpicos. Mas o piauiense de Bom Jesus se destacou dos demais profissionais da imagem não só pela competência, mas por um detalhe: ele é cego.
Casos, como o dele, colocaram o Rio na história dos jogos e reverteram uma imagem negativa inicial que foi apagada, aos poucos, quando começaram os espetáculos.
“Os atletas paralímpicos são verdadeiros campeões. Estamos de alma lavada, corações leve e fortalecidos ao vermos tantos exemplos de superação e muitas pessoas voltadas para o bem de todos”, finalizou.

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