ACESA A CHAMA CRIOULA.

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A Chama Crioula foi acesa em cerimônia em Triunfo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na manhã desta sexta-feira (12/08), dando abertura aos festejos farroupilhas no Rio Grande do Sul. Cavalarianos de diversos municípios participaram da celebração, que se estendeu até domingo na cidade. Este ano, além de representações das 30 Regiões Tradicionalistas (RT), um grupo de cavalarianos de Joinville – Santa Catarina, também participou da solenidade na manhã de sábado (13/08).
Muitos tradicionalistas se emocionaram na cerimônia. Da Ilha do Fanfa, a chama foi levada para a Praça Bento Gonçalves, no Centro de Triunfo. Depois foi para o Parque de Exposições Camboatá. No sábado (13/08), a chama começou a ser distribuída aos municípios. Cavalarianos a carregarão em cavalgadas até os destinos para novos festejos.
A 18ª RT, da qual São Gabriel faz parte, foi representada – na pista do Parque Camboatá, em Triunfo – por cavalarianos de Caçapava do Sul, São Sepé e Dom Pedrito. São Gabriel, pela primeira vez, levou uma delegação para a solenidade, com representantes dos CTGs Tarumã, Querência Xucra e Sentinela do Rio Grande e ainda do GTC Sepé Tiarajú. Este último, será o responsável por conduzir, de 26 de agosto a 7 de setembro, a Chama até São Gabriel.
Triunfo tem 262 anos e foi palco de quatro importantes batalhas na história do estado gaúcho. Foi em um desses locais que centenas de tradicionalistas se reuniram para o evento na sexta. Foi na Ilha do Fanfa, onde farrapos foram surpreendidos por imperialistas em uma emboscada nas margens do Rio Jacuí. Bento Gonçalves acabou preso nessa ação.

PATRONO
Idealizados em 1947, por um grupo de jovens determinados a repensar a importância da cultura local, os Festejos Farroupilhas deste ano têm como patrono Zeno Dias Chaves, oriundo daquela geração. Coincidentemente, Chaves retornou à ilha após ter inaugurado, 30 anos atrás, o marco em homenagem ao combate ocorrido no local, quando era presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MGT) e tinha por intenção demarcar pontos históricos para o Rio Grande do Sul. “No ano que vem, completo 90 anos e, se Deus quiser, estarei aqui cavalgando”, declarou o patrono.
Em entrevista ao Jornal Correio do Povo, o presidente do MTG, Nairo Callegaro, disse que a escolha da Ilha de Fanfa para o acendimento da Chama se deu justamente pela importância histórica do lugar. “Através de locais como este, resgatamos a autoestima, a identidade do gaúcho”, comentou. No ano passado, a solenidade começou em Colônia de Sacramento, no Uruguai, e a distribuição da centelha foi feita no Chui, pelo lado brasileiro.

SÃO GABRIEL
Uma delegação, composta por tradicionalistas de CTGs e do GTC Sepé Tiarajú, participou da solenidade. O Grupo de Cavalgadas vai retornar a Triunfo, no dia 26, para trazer para São Gabriel a Chama.

PROGRAMA
A dupla César Oliveira & Rogério Melo participou do Jornal do Almoço, quando lançou a nova edição do reality gaúcho “Desafio Farroupilha”. Este ano, o tema é “Dança das Invernadas”

República das Carretas, o tema dos festejos farroupilhas
O tema dos Festejos Farroupilhas de 2016, quando se comemoram os 180 anos da proclamação da República Rio-grandense, será ‘República das Carretas’. A apresentação do tema, definido pela Comissão dos Festejos, no ano passado, aconteceu em janeiro deste ano durante o 64º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado em Bento Gonçalves. O anúncio foi feito, na época, pelo presidente do IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Luis Vinicius Brum.
Os tópicos de abordagem, e que deverão inspirar as atividades de instituições ligadas ao tradicionalismo em todo Rio Grande do Sul, são 10: 1 – República, uma ideia: Res + publica (coisa de todos); 2 – Revolução Francesa e maçonaria: veículos de divulgação; 3 – A proclamação da República – Antonio de Souza Neto nos Campos do Seival; 4 – A instalação da República Rio-grandense – Eleição do Primeiro Governo. Piratini; 5 – Os Italianos na Revolução – republicanos e carbonários; 6 – A imprensa – todos os jornais da República Rio-grandense; 7- A organização do Governo – As carretas como meio de transporte dos documentos; 8 – A bandeira Farroupilha, o Hino Farroupilha e o Brasão: símbolos de República Rio-grandense; 9 – O fim da República – Ponche Verde. Um acordo para fim das hostilidades; 10 – Ressurge a República com a Proclamação no Brasil em 1889 – Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant. No Rio Grande do Sul, Julio de Castilhos e Borges de Medeiros.
“Entendemos esta data, que marca os 180 anos de um episódio tão significativo na vida do estado e do país, deva ser revisitada, comemorada, debatida, e as discussões sobre o tema haverão de ampliar o espectro do conhecimento e da compreensão de nossa jornada enquanto cultura e sociedade identificáveis’, disse Brum.

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