ALUNOS DO FERNANDO ABBOTT PLANEJAM OCUPAR A ESCOLA NO FINAL DE SEMANA.

PROTESTO FERNANDO 1

A falta de investimentos não afeta apenas o ensino superior em São Gabriel. Falta muito nas escolas públicas administradas pelo Estado. A afirmação é da aluna Claudia Eliza Rodrigues Souto, de 18 anos, que lidera o movimento estudantil que pretende ocupar a parte interna da Escola Dr. Fernando Abbott durante o final de semana e implantar, a partir de segunda-feira (23/05) uma vigília dentro da instituição.
PROTESTO FERNANDO 2Os estudante cobram mais investimentos para a merenda escolar e na recuperação dos banheiros, que estariam danificados.
“A gente levanta 5 horas, vem do interior e tudo o que nos dão é um suco com bolachinhas”, disse Luciana da Silva Vicente, de 18 anos, assentado no Assentamento União Pela Terra.
O movimento na Escola Dr. Fernando Abbott começou a ser organizado na noite de quinta-feira. O grupo que aderiu a proposta acusou a direção da instituição de tentar impedir as atividades. “A diretora não nos permitiu fazer a convocação dos demais alunos e ainda não autorizou a nossa entrada na escola no período da manhã (sexta-feira)”, argumentou Claudia.
A diretora do educandário, professora Solange Brito, garante que não houve tentativa de impedir os protestos. “Eu questionei apenas a forma como estava sendo feita, pois os alunos não nos comunicarem da decisão e sequer entraram em contato com a direção informando que iriam passar nas salas de aulas. Nós somo favoráveis a mobilização e reconhecemos como justo qualquer tipo de ato ordeiro”, explicou.
A diretora ainda negou que tivesse impedido o acesso dos alunos na escola. “Fechamos os portões as 7h30min e realmente notamos que alguns alunos na parte de fora. Mas como sabíamos que hoje (sexta-feira) haveria o movimento, não houve nenhuma contestação”, comentou.
O movimento de alunos na Escola Dr. Fernando Abbott é mais um entre tantos que acontecem pelo Estado. Em São Gabriel, a primeira escola a ser ocupada foi a Marques Luz, no começo da semana. Os estudantes querem que o Governo do Estado autorize o início das obras de recuperação do telhado do educandário. O teto caiu durante um vendaval em 2014.

Alunos da Maques Luz também participaram do ato na Praça

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