ACAMPAMENTO DO MST: PRESIDENTE DO SINDICATO RURAL AFIRMA QUE PRODUTORES NÃO PERMITIRÃO DESORDEM.

Acampamento do MST
A instalação de mais um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no distrito rural de Batovi, em São Gabriel, no último sábado (14/05), é um motivo de apreensão e alerta para os produtores rurais, informou a assessoria de comunicação social do Sindicato Rural de São Gabriel.
A entidade divulgou nota admitindo que os produtores pretendem se manter vigilantes contra qualquer invasão a propriedade ou afronta à ordem e segurança. A afirmação foi dada pelo presidente do Sindicato Rural e vice-presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Tarso Teixeira, que na segunda-feira esteve em reunião na sede da Farsul em Porto Alegre.
Apesar de a assessoria de imprensa do MST ter divulgado que o acampamento foi montado com mais de 100 famílias, até o presente momento, existem cerca de vinte militantes do MST no local. Sabe-se, entretanto, que o MST pretende transformar a área em acampamento permanente, e que estão sendo aguardadas mais de 100 famílias de todo o Estado.
O acampamento está instalado em uma área arrendada de 2,5 hectares, de propriedade de Luis Carlos Machado Freitas, a 2 quilômetros da RS 630 e a 32km da zona urbana de São Gabriel. Em todo o Estado, são cerca de 11 acampamentos que estão sendo mobilizados, segundo declarou recentemente à imprensa o líder estadual do MST, Jair Amaral.
Para Tarso Teixeira, a intenção do MST em instalar-se na região com um acampamento é ameaçar de forma ostensiva os produtores rurais. “Os sem-terra estão entristecidos com o impeachment do governo petista e o fim das benesses ilegais do governo que transformou o Incra num antro de corrupção, como prova ao TCU. Mas estaremos alertas, e em contato permanente com as forças de segurança pública, e não vamos tolerar qualquer invasão ou baderna”, assinala. O líder ruralista ainda ressalta que entrará em contato com as autoridades, buscando medidas contra a permanência do acampamento e o risco que representa às próprias famílias. “Estamos iniciando o período mais frio do inverno, e seguramente aquele local não é o mais adequado para tantas famílias, especialmente crianças. Vamos buscar providências junto ao Conselho Tutelar, Ministério Público e demais órgãos para que esta situação seja devidamente solucionada”, ressaltou.

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1 Comentário

  1. Acho um absurdo, para o senhor Tarso Teixeira, abrir a boca para falar isso! Eu como filha de assentados, e uma futura assentada também, levo isso como um desaforo, pois o município de São Gabriel, só expandiu sua economia depois que os “sem terra” vieram para cá, muitos dos “produtores rurais” que aqui se encontravam não sabiam nem plantar um pé de milho, passaram a aprender a cultivar depois que os “sem terra” chegaram, muitos desses produtores rurais saem de suas residencias para comprar produtos dos “sem terra”
    O MST não é bagunça não!
    Ele apenas luta, para adquirir um pedaço de chão pra alguém levar um vida mais digna!


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