ATENTADO CONTRA POLICIAL: PROFESSORA ACUSADA DE ENCOMENDAR MORTE DO EX-MARIDO É PRESA.

Marcela de Menezes Ximendes Vaz, 35 anos, teria comandado dois adolescentes para executarem a vítima

Marcela de Menezes Ximendes Vaz, 35 anos, teria comandado dois adolescentes para executarem a vítima

A professora e diretora de uma escola municipal, Marcela de Menezes Ximendes, 35 anos, foi presa na tarde de sábado (04/01) pela Polícia Civil. Ela teve a prisão preventiva decretada, pois é acusada de ter encomendado o assassinato do ex-marido, o policial civil Geraldino Santana, de São Gabriel, que levou três dos 12 tiros que foram disparados contra ele. Os acusados de serem os executores da tentativa de homicídio são dois adolescentes, um de 17 anos com quem Marcela teria um relacionamento e outro de 16 anos. Os dois menores foram apreendidos para o Centro de Atendimento Sócioeducativo (Case), em Pelotas. 
O crime > No dia 30 de dezembro, o policial teria sido convidado pela ex-mulher para jantarem e, por este motivo, ela teria deixado o filho do casal na casa de parentes. Ao retornarem para a residência, ela teria dito que ia buscar o filho. Conforme a Polícia Civil, isso era uma emboscada. Marcela teria dirigido por poucas quadras e avisou aos dois adolescentes que aquela era a hora. Eles foram para trás do muro da residência e ela retornou. Ainda conforme a apuração da polícia, ao chegar no portão, a acusada teria ligado para o ex-marido e dito para ele abrir o portão, pois ela estava com o filho no carro. Quando ele saiu na rua, os adolescentes deram os disparos.
Dos 12 tiros, três acertaram as pernas do policial. Ele ligou para a polícia pedindo socorro e foi levado para o hospital, onde ficou internado por dois dias e deu alta. Marcela, na oportunidade, teria ficado dentro do veículo e se comportado como se também fosse vítima.

A investigação > A investigação, coordenada pelo delegado Alcindo Martins, foi realizada pela 2ª Delegacia de Polícia, Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), Delegacia de Polícia de Pronto-atendimento e Delegacia Regional. Conforme o delegado Cristiano Ritta, desde o dia do crime haviam dois suspeitos.
Segundo as informações apuradas pela Polícia Civil, Marcela e a vítima estavam separados, mas permaneciam morando na mesma casa. Ela, há cerca de um ano, mantinha um relacionamento com o adolescente de 17 anos e teria planejado a morte da vítima para ficar com os bens e a pensão. Ele, por sua vez, convidou o amigo, de 16 anos para participar do crime. Marcela ainda teria prometido pagar R$ 7 mil a este amigo, assim que ela tivesse acesso aos bens do ex-marido.
A Polícia Civil aponta que uma das armas utilizadas no crime era da própria vítima, a qual a acusada teria emprestado para o menino de 17 anos. Já o outro jovem, pegou o revólver do avô. No final de semana anterior à tentativa de homicídio, Marcela teria levado os dois menores até Aceguá, no Uruguai, para comprarem a munição.
Esta não teria sido a primeira tentativa de matar a vítima. Em outras ocasiões a mulher já havia dado remédio para a vítima dormir e então tentar asfixiá-lo e colocou veneno na comida, apontou a investigação. Ainda conforme a Polícia Civil, durante todos os momentos a acusada se manteve tranquila, com frieza e nunca se emocionou, nem no dia do crime. Nenhum dos três envolvidos tem antecedentes criminais.

O relacionamento > De acordo com a apuração realizada pelos policiais, a acusada e o jovem se conheceram na escola onde ela é diretora. Ele estava fazendo um estágio, como monitor. Após trocarem mensagens por redes sociais, eles começaram a namorar, inclusive ambos têm um o nome do outro tatuado nas costas e várias cartas de amor foram apreendidas. O adolescente contou aos policiais que a mulher dizia que os dois só poderiam ficar juntos, se o ex-marido morresse.

FONTE: Jornal Minuano

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